As águas ficaram vermelhas: dezenas de baleias-piloto são covardemente assassinadas nas Ilhas Faroé

Baleias-piloto assassinadas nas Ilhas Faroé em 2010. Foto: Sofia Jonsson

Baleias-piloto assassinadas nas Ilhas Faroé em 2010. Foto: Sofia Jonsson

Entre 50 a 100 baleias-piloto indefesas foram levadas para um fiorde em Vestmanna, nas Ilhas Faroé, na manhã de hoje, onde cada baleia adulta, machos e fêmeas, e seus filhotes, foram barbaramente massacrados, numa orgia de sangue que manchou as águas de um escarlate profundo.
 
Esta atrocidade vergonhosa seguiu o rastro da recente partida da Sea Shepherd das Ilhas Faroé, após prevenir com sucesso o derramamento de sangue por vários meses durante a Operação Ilhas Ferozes, uma campanha em defesa das baleias-piloto. Devido ao orçamento limitado da Sea Shepherd, só pudemos passar dois meses nas Ilhas Faroé, e nenhuma única baleia foi morta durante este tempo.
 
Durante os meses de julho e agosto de 2011, quando os navios da Sea Shepherd, o Steve Irwin e o Brigitte Bardot, estiveram na área, a polícia das Ilhas Faroé aconselhou todas as comunidades locais a não matar qualquer baleia. Estima-se que 668 baleias-piloto foram mortas nas Ilhas Faroé durante julho e agosto de 2010, em comparação a zero baleias mortas durante os mesmos meses deste ano, como resultado da presença da Sea Shepherd.
 
“Eu acho que os baleeiros das ilhas Faroé são covardes”, disse o Capitão Paul Watson. “Eles não mataram uma única baleia quando estávamos lá. Eles esperaram, sabendo que acabaríamos tendo que ir embora, e depois de uma semana da nossa partida, eles retomaram seu ritual macabro e bárbaro de uma matança cruel e horrível. Eu só tenho uma palavra para descrever esses assassinos, e essa palavra é – covardes”.
 
As mortes de hoje justificam a presença e as táticas da Sea Shepherd nas Ilhas Faroé este ano. É bastante evidente que se os navios e a tripulação da Sea Shepherd não estivessem nas ilhas durante os últimos dois meses, centenas de baleias provavelmente teriam sido massacradas.
 
“Eles agora vão sentar-se para sua refeição de carne de baleia, envenenada de mercúrio e gordura, e vão sorrir e se orgulhar de terem tirado tantas vidas cruelmente”, disse a Chefe de Cozinha e tripulante, Laura Dakin, da Austrália. “É fácil matar os indefesos, os bebês e as mães, criaturas tão fáceis de massacrar, que não podem lutar. Estes homens são pateticamente covardes”.
 
A Sea Shepherd tem planos de voltar para as Ilhas Faroé no próximo ano, para mais uma vez patrulhar as águas em defesa dos indefesos.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do ISSB

A matança começou nas Ilhas Faroé

news_110408_1_3_Slaughter_has_begun_0070Os carniceiros bárbaros do Protetorado dinamarquês das Ilhas Faroé começaram sua matança medonha mais cedo este ano, com o sangrento abate de 60 baleias-piloto indefesas. Em um mundo no qual nações civilizadas ajudam no resgate de baleias encalhadas, o único lugar do planeta que não demonstra nenhuma misericórdia é este grupo de ilhas situadas entre a Escócia e a Islândia.

A Sea Shepherd Conservation Society irá com seus navios para as Ilhas Faroé este ano,  para mais uma vez intervir na defesa das baleias de bandidos que cortam, esfaqueiam e golpeiam socialmente estas criaturas complexas, lindas e sensíveis.

Todavia, nem todos das Ilhas Faroé são impiedosos. Algumas poucas almas bravas estão falando em oposição aos seus sádicos compatriotas, e um de nossos adeptos nas Ilhas Faroé enviou-nos as fotos desta atualização nesta manhã. A pessoa que enviou as fotos comentou: “Eu desejo que a Sea Shepherd esteja aqui. A matança não foi rápida e algumas baleias levaram de um a dois minutos para morrer… terrível de ver”.

news_110408_1_2_Slaughter_has_begun_0069A Sea Shepherd foi às Ilhas Faroé no passado, mas desta vez nós retornaremos mais fortes, melhor equipados, e mais experientes, e nós agora estamos com uma tecnologia que irá servir bem às baleias neste ano. Entretanto, até que nossos navios possam chegar nas costas encharcadas de sangue das Ilhas Faroé, os carniceiros terão um livre reinado para atormentar e infligir um vicioso massacre em famílias inteiras de dóceis e maravilhosos cetáceos.

As Ilhas Faroé recebem todas os benefícios da União Europeia, mas se consideram isentos das leis da União Europeia. A matança às baleias-piloto é uma violação da Convenção de Berna. A Islândia não pode entrar na União Europeia até que parem de matar baleias, enquanto às Ilhas Faroé é dada uma isenção pela Dinamarca. A Sea Shepherd Conservation Society tem unido forças com a Fundação Brigitte Bardot, na Europa, para colocar as Ilhas Faroé dentro das submissões das leis da Europa.

Neste verão, a Sea Shepherd estará nas águas das Ilhas Faroé. Nós estaremos nas praias e estaremos no ar. Nós seremos ativos na Dinamarca e pretendemos criar uma controvérsia que irá ser divulgada ao redor do mundo. Pretendemos dar fim à essa carnificina ilegal.

news_110408_1_4_Slaughter_has_begun_0072Nas Ilhas Faroé há pessoas gentis e inteligentes que tiveram que engolir a vergonha deste massacre por anos, que têm tido medo de falar devido à ameaça dos covardes que torturam e matam as baleias. Esta é a hora de confrontar estes covardes e esta é a hora de retornar às praias obscenamente sangrentas das Ilhas Faroé para enfrentar esses bandidos, que se deleitam gabando-se em como “Deus” deu-lhes a “função” ou o “direito” de nadar no sangue das baleias, rasgar os fetos dos corpos de suas mães e cortar, esfaquear, e golpear estas magníficas e gentis criaturas até a morte. Eles chamam sua matança de “presente de Deus”.

O único problema é que o único Deus que poderia tolerar tal horror é Satanás, e as Ilhas Faroé parecem servir ao seu Deus do mal, com todas as devoções assassinas de seitas que têm anulado a decência comum e misericórdia em nome de uma bárbara tradição que não tem lugar no século 21, nem lugar em uma sociedade civilizada, e certamente não tem lugar na União Europeia.

Traduzido por Bruna Vieira, voluntária do ISSB.

O pequeno segredo mortal da Namíbia: o abate das focas peludas

Comentário de Pat Dickens, Coordenador da Sea Shepherd África do Sul

Colônia de focas na Namíbia

Colônia de focas na Namíbia

Em menos de quatro meses, o abate de focas peludas irá começar, e cerca de 90 mil focas serão brutalmente abatidas a golpes de clavas até sua morte, no que é agora o maior assassinato da vida selvagem marinha do planeta. Isso é considerado o mais brutal de todos os abates, e é agora responsável pela morte de mais focas do que a temporada de caça canadense de focas.

Em 1º de julho de 2011, o assassinato anual de 85 mil focas bebês e mais 6 mil adultas começa na Namíbia. Pelos próximos 139 dias, bebês aterrorizados serão separados de suas mães e violentamente espancados até a morte. Filhotes e mães serão cercados… homens com clavas irão se movimentar e as focas serão massacradas. A areia na praia irá literalmente ficar manchada de vermelho, com sangue, e os corpos ensangüentados jogados na traseira de veículos que os aguardam. Logo depois, tratores serão trazidos para limpar e restaurar a praia antes que os turistas cheguem para ver a colônia, pois tudo isso acontece numa determinada reserva das focas.

O cabo das focas peludas consta no Apêndice 2 do CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção). Isto significa que sua sobrevivência está dependente de conservação. Eles têm uma taxa de mortalidade natural de 30 %  nas primeiras semanas de vida. O abate começa quando os filhotes de focas têm apenas sete meses de idade, ainda pequenos filhotes, e muito dependentes de suas mães.

A perda do habitat, a pesca comercial, a poluição, e a fome, são também as principais ameaças para estes animais. Entre 1994 e 2000, foi estimado que 300 mil focas morreram de fome, mesmo enquanto as taxas de nascimento dos filhotes decaem com cada passar de ano. Em 1993, a taxa de nascimento era de 164.248, em 2000, era de 147.823, e em 2006 foi de apenas 107.910, porém o governo da Namíbia permite que 90 mil focas sejam cruelmente assassinadas a cada ano… embora alguns se refiram a isso como um “descarte”.

Trabalhadores retiram a pele de milhares de focas bebês e dispõem seus restos mortais
Trabalhadores retiram a pele de milhares de focas bebês e dispõem seus restos mortais

O “descarte” é dirigido por apenas um homem, Hatem Yavuz, que tem o contrato para comprar cada pele resultante do abate de focas da Namíbia até 2019. Ele paga $7 por couro, enquanto turistas estrangeiros pagam $ 12 para ver a colônia. Enquanto Yavuz eventualmente venderá seus casacos de pele por $ 30 mil, os trabalhadores locais da Namíbia recebem menos de um salário mínimo. Não há sistema de lucros compartilhados no local, e menos de 150 nativos são empregados para participar do “descarte”. “Para que elas (as focas) sintam menos dor, elas precisam ser mortas com uma clava com um prego na ponta”, diz Yavuz, que descreve a si mesmo como um amante dos animais.

Fatos relacionados:

O SPCA da Namíbia, que tem o poder legal e o mandato para prevenir crueldade e acabar com o “descarte”, na verdade aprova o violento abatimento de 85 mil focas bebês.

O ato de proteção dos animais de 1962 da Namíbia dá ao SPCA o poder de prender e deter qualquer um pego abatendo um animal à morte.

A Sea Shepherd da África do Sul e a Iniciativa de Salvamento das Focas da África do Sul (SASSI) estão considerando uma variedade de opções orientadas para a ação neste ano.

Um grande agradecimento a todos envolvidos na proteção da nossa fauna da exploração dos homens.

Traduzido por Tomaz Horn, voluntário da ISSB.