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A Sea Shepherd pede o apoio de um navio do Greenpeace

Terça-feira, 11 de janeiro de 2011.

Equipe Delta é lançada para rastrear o arpoador Yushin Maru

Equipe Delta é lançada para rastrear o arpoador Yushin Maru

Os navios da Sea Shepherd Conservation Society, o Steve Irwin, o Bob Barker e o Gojira, mantiveram a frota baleeira japonesa fugindo desde o início de sua temporada de caça às baleias. A Sea Shepherd pode declarar com certeza que dois dos três navios lançadores de arpões da frota ilegal baleeira não foram capazes de matar uma só baleia nesta temporada. Os lançadores de arpões foram localizados antes de iniciarem a caça, e ficaram sob observação contínua pelos últimos 13 dias.

O Nisshin Maru e um outro navio lançador de arpões têm fugido da frota da Sea Shepherd. A Sea Shepherd espera que nenhuma baleia tenha sido levada, no entanto, há a possibilidade de que os baleeiros tenham conseguido ou ainda consigam caçar enquanto fogem.

O Yushin Maru #2 parou de seguir o Bob Barker mas foi substituído pelo Yushin Maru #1. Portanto, pelo menos por alguns dias, todos os três navios lançadores de arpões não estavam em posições de matar baleias. Os dois navios, atualmente seguindo o Bob Barker e o Steve Irwin, decidiram que manter a Sea Shepherd longe do navio fábrica Nisshin Maru é mais importante do que matar baleias. O Gojira continua escoltando os outros dois navios da Sea Shepherd, enquanto mantém o Nisshin Maru e o Yushin Maru #2 fugindo.

Este é, até agora, o ano mais efetivo para salvar baleias. A habilidade de matar baleias dos baleeiros japoneses foi severamente comprometida. Nós estimamos que sua cota de mortes será reduzida em dois terços.

Voluntário da equipe Delta observa o Yushin Maru à distância

Voluntário da equipe Delta observa o Yushin Maru à distância

Tudo que é preciso para impedir 100% a frota japonesa é um terceiro navio de grande porte para manter o terceiro navio japonês lançador de arpões ocupado, mas a Sea Shepherd não tem outro navio de grande porte. O Greenpeace Foundation, no entanto, tem um navio em Taiwan. Um navio do Greenpeace no Oceano Ártico poderia acabar com a morte de baleias por completo, e tudo que o Greenpeace precisaria fazer seria aparecer.

O Greenpeace está angariando fundos substanciais na sua “campanha” para defender baleias no Oceano Ártico, apesar de não ter enviado um navio para confrontar os japoneses desde 2006. A Sea Shepherd acredita que o Greenpeace tem uma obrigação moral de usar seus fundos para acabar com a caça a baleias no Oceano Ártico na forma mais efetiva e eficiente possível.

A Sea Shepherd está formalmente solicitando o auxílio do Greenpeace Foundation para cooperar e alcançar a parada total das atividades baleeiras ilegais do Japão. Mesmo um navio do Greenpeace faria uma enorme diferença no Santuário de Baleias do Oceano Ártico. A Sea Shepherd informaria as coordenadas da frota japonesa e um navio do Greenpeace poderia estar no local em apenas duas semanas.

A oportunidade de acabar permanentemente com a caça de baleias no Santuário de Baleias do Oceano Ártico está aqui agora. Nós temos uma chance de mandar a frota japonesa para casa sem posses e com arpões livres de sangue.

O Greenpeace não precisa apoiar as táticas da Sea Shepherd, nem mesmo se comunicar com os navios da Sea Shepherd, a não ser para receber as coordenadas, já que estamos seguindo a frota japonesa. O navio do Greenpeace só precisa aparecer.

Certamente o Greenpeace deve perceber que a proteção dessas baleias magníficas deve vir primeiro, antes de qualquer descontentamento que o Greenpeace possa ter em relação à Sea Shepherd. Essa é uma oportunidade de mostrar para o mundo que a cooperação entre organizações pode trazer resultados positivos.

As vidas de centenas de baleias podem ser poupadas com o apoio de um navio adicional para distrair os baleeiros de suas vítimas. O Greenpeace tem navios e recursos, eles simplesmente precisam se envolver. Não pelo bem da Sea Shepherd, mas pelas baleias e pelos seus defensores, que querem ver um fim para o massacre de baleias no Oceano Ártico.

Traduzido por Marcelo C. R. Melo, voluntário do ISSB.

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