Sea Shepherd Austrália bloqueia as operações ilegais da indústria baleeira japonesa

As operações de pesca ilegal por parte da frota baleeira japonesa foram bloqueadas às 08:00 (horário australiano) de ontem. O Steve Irwin juntou-se ao Bob Barker, bloqueando o navio fábrica baleeiro Nisshin Maru. Os navios perseguiram a frota baleeira ilegal e interceptaram o Nisshin Maru às 10:00 horas (horário australiano) de ontem.

Os dois navios da Sea Shepherd, registrados na Holanda, seguiram o navio fábrica até o fim da Terra e voltaram. O Steve Irwin e o Bob Barker perseguiram o Nisshin Maru ao sul no Mar de Cooperação, até que chegaram na plataforma de gelo Amery, momento em que o Nisshin Maru mudou o curso e dirigiu-se ao norte. O Bob Barker e o Steve Irwin estão mantendo uma distância segura do Nisshin Maru e pretendem seguir o navio-fábrica pelo tempo que durar a temporada de caça às baleias.

Os arpoadores Yushin Maru 2 e Yushin Maru 3 estão nas proximidades, mas não estão caçando baleias. Todos os cinco navios estão no mar de Cooperação. Esta posição é perto da costa da Antártida, no Território Antártico Australiano, e está diretamente ao sul da Índia.

A temperatura é de nove graus centígrados negativos, o mar em torno dos navios está preenchido com inúmeros icebergs e os ventos estão aumentando. Apesar do frio, as equipes estão de bom humor. Já estamos no mar à bordo do Steve Irwin por 103 dias desde a partida em Melbourne, na Austrália, no dia 05 de novembro de 2012.

O Co-Líder da Campanha, Senador Bob Brown, disse: “Em setembro de 2007, o governo australiano declarou que teria a coragem de enfrentar os baleeiros. Bem, já fazem mais de 5 anos e se não fosse a Sea Shepherd, mais de quatro mil baleias teriam perdido suas vidas como resultado desses caçadores cruéis e bárbaros. A Sea Shepherd está fazendo o trabalho que o povo australiano quer que seja feito, eles não querem ver as baleias na Austrália sendo massacradas por estes caçadores baleeiros do Japão”.

O Sam Simon, navio registrado australiano, está a cerca de 300 quilômetros a leste do Bob Barker e do Steve Irwin, bloqueando o Sun Laurel, navio de abastecimento da frota baleeira, que está transportando óleo combustível pesado (HFO). Este ato em si, bem como o ato de abastecer outro navio em alto-mar, seria considerado ilegal de acordo com a MARPOL (Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios), Anexo 1, Regulamento 43, incluindo o capítulo 9 especial, que proíbe o uso e transporte de HFOs na área, com a exceção de navios envolvidos em garantir a segurança dos navios ou em uma operação de busca e salvamento. O Capitão do Sam Simon, o australiano Luis Manuel Pinho, informou ao Diretor Australiano da Sea Shepherd, Jeff Hansen, da incursão do Sun Laurel na área abaixo de 60° ao sul, que oficialmente comunicou a posição do navio petroleiro para o Autoridade Marítima de Segurança Australiana (AMSA).

“Eu acredito que a Antártida é um dos lugares mais bonitos da Terra, um lugar que dá um sabor de ser um dos últimos lugares selvagens em nosso planeta”, diz Hansen. “Isso é motivo de alimentação das baleias no verão, é um estabelecido santuário de baleias e é ilegal matar baleias nos termos da lei federal australiana. No entanto, aqui nós vimos estes caçadores do Japão arpoando uma baleia Minke adulta, na cara dos australianos, e em águas da Austrália”.

A tripulação do Bob Barker ficou horrorizada ao ver o Yushin Maru 2 arpoar ilegalmente uma baleia em uma posição de 68° 02′ Sul, 75° 44′ Leste, às 17:53 no dia 15 de fevereiro, dentro do Território Antártico Australiano.

Desde o dia 29 de janeiro, a frota da Sea Shepherd tem perseguido a frota baleeira japonesa por cerca de 2.500 milhas para o oeste do Mar de Ross.

O Yushin Maru 1 está a centenas de quilômetros ao leste da nossa posição, e com pouco combustível.

Veja o vídeo do Bob Barker bloqueando a transferência da baleia Minke morta pelos baleeiros:

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Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Navio da Sea Shepherd está na rampa de lançamento do Nisshin Maru

SSS Bob Barker encontra o Nisshin Maru no Mackenzie Bay. Foto: Glenn Lockitch

Hoje, o SSS Bob Barker encontrou o navio da frota baleeira japonesa da fábrica, o Nisshin Maru, no Mar de Cooperação, a 280 milhas náuticas a leste da Estação Antártica de Pesquisa Mawson da Austrália, que está a 2.425 milhas náuticas a sudoeste de Perth, na Austrália Ocidental, e 2.606 milhas náuticas a sudoeste da Tasmânia (na posição de 64 graus, 36 minutos Sul e 75 graus, 06 minutos Leste). Estamos agora a 17 milhas da base australiana de pesquisa Davis. O Yushin Maru 2 foi encontrado com o Nisshin Maru .

O Bob Barker, navio de bandeira holandesa e comandado pela Austrália, confirmou a identificação visual do Nisshin Maru, às 10:00 horas (horário da Austrália).

Esta posição coloca o navio-fábrica na Baía Prydz, fora da Costa Ingrid Christensen, na Terra da Princesa Elizabeth, no Santuário de Baleias do Oceano Antártico.

O Capitão do Bob Barker, o sueco Peter Hammarstedt, informou que o Yushin Maru 2 tentou impedir o Bob Barker de bloquear o Nisshin Maru e as operações ilegais de caça do Japão, cruzando perigosamente a proa do Bob Barker, chegando a uma distância de 600 metros e ameaçando utilizar dispositivos sônicos.

O Capitão Hammarstedt fez a seguinte declaração: “De surpresa, nós encontramos o Nisshin Maru parado nas primeiras horas da manhã. Suspeitamos que eles tinham a intenção de começar a caça e o processamento de baleias junto com o Yushin Maru 2 . Mas junto com o nascer do sol, a tripulação da ‘Estrela da Morte de Cetáceos’ viu o Bob Barker no horizonte, chegando para encerrar suas operações de caça ilegal hoje e daqui em diante”.

“Minha equipe e eu estamos eufóricos hoje, porque agora temos a certeza de que nenhuma baleia vai subir por aquela rampa diante de nós nesta bonita manhã. Toda a nossa equipe, os voluntários em terra e simpatizantes devem sentir muito orgulho de saber que, por causa de sua paixão e apoio, estas belas e majestosas baleias estão sendo protegidas. Vamos bloquear esta rampa de lançamento e fazer todos os esforços para garantir que nenhuma baleia seja morta. A santidade do Santuário de Baleias da Antártica foi restaurada”.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, disse: “O último navio-fábrica baleeiro restante no mundo, o mais maligno navio já construído, foi bloqueado hoje pela Sea Shepherd. Esta embarcação e seus consortes ilegais estão desprezando o Tribunal Federal da Austrália e não deviam estar no Santuário de Baleias da Antártida estabelecido fora da costa da Austrália. Este é o último prego no caixão da indústria baleeira japonesa e da caça de baleias, que não tem lugar no século 21. É hora dos caçadores de baleias japoneses receberem a mensagem: Vocês não são bem-vindos em águas australianas, voltem para o Japão e acabem com suas cruéis e bárbaras operações ilegais de caça de baleias”.

O Bob Barker está agora um quilômetro atrás do Nisshin Maru , 17 milhas ao largo da costa do Território Antártico Australiano.

O SSS Steve Irwin está caminhando para essa posição a toda velocidade, com o Yushin Maru 3 o seguindo. O Steve Irwin está a 250 milhas náuticas do Nisshin Maru.

O Yushin Maru 1 está localizado a centenas de milhas náuticas a leste do Mar de Cooperação, e com pouco combustível.

O SSS Sam Simon ainda está “escoltando” o Sun Laurel, navio coreano de reabastecimento da frota baleeira, a cerca de 600 milhas náuticas do Nisshin Maru.

O Co-Líder da Campanha, Senador Bob Brown disse: “Não se pode sequer começar a imaginar a dor enorme e sofrimento que estas baleias suportam quando são perseguidas, caçadas e têm um arpão explosivo atravessando seu corpo. Saber que as baleias no Santuário de Baleias do Oceano Austral estão seguras me enche de alegria absoluta. É um bom dia para as baleias, é um bom dia para a Sea Shepherd!”.

Os navios da Sea Shepherd estiveram completamente empenhados em encontrar o Nisshin Maru desde 29 de janeiro. A busca cobriu 2.550 milhas náuticas, a partir do meio do mar de Ross até o mar da Cooperação.

Navio-fábrica japonês Nisshin Maru. Foto: Glenn Lockitch

O Nisshin Maru desde a proa do Bob Barker. Foto: Glenn Lockitch

Bob Barker encontra o Yushin Maru 2. Foto: Glenn Lockitch

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Com navio quase sem combustível, frota baleeira pressiona navio de reabastecimento a entrar no território antártico australiano

Caos se espalha na frota baleeira ao deixar o navio arpoador perigosamente com baixo nível de combustível

Sun Laurel - registrado no Panamá, navio de reabastecimento de propriedade sul-coreana para a frota baleeira japonesa. Foto: Billy Danger

Uma fonte anônima dentro da Coréia informou que a frota baleeira japonesa está em desordem total, com o navio da Sea Shepherd Austrália, o SSS Sam Simon, perseguindo o navio de reabastecimento para a frota baleeira japonesa, o navio panamenho registado e sul-coreano de propriedade, Sun Laurel. O Sam Simon planeja seguir o Sun Laurel, na esperança de ser levado diretamente ao encontro do Nisshin Maru.

A fonte detalhou que o Sun Laurel  só foi contratado para abastecer a frota baleeira japonesa até meados de fevereiro, mas devido ao programa de caça do Japão ser tão intimamente ligado a seus interesses comerciais de pesca, eles estão usando sua influência dentro da indústria de pesca, na tentativa de pressionar o Sun Laurel a reabastecer os baleeiros abaixo de 60 graus em Território Antártico da Austrália, com a ameaça de colocar o Sun Laurel na lista negra para contratos futuros se eles não fizerem o reabastecimento.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, afirma: “O Yushin Maru está em uma situação desesperadora, muito possivelmente incapaz de se manter em segurança em caso de uma emergência. A frota baleeira japonesa não estaria nessa situação se não fossem párias por sua caça ilegal, indesejáveis para reabastecer em qualquer porto em terra sem escrutínio, e proibidos nos portos australianos, eles tiveram que contratar um navio de reabastecimento simplesmente para serem alimentados por sua caça ilegal. Estes caçadores estão desprezando uma decisão do Tribunal Federal da Austrália e não deveriam estar no Santuário Antártico das Baleias, em primeiro lugar. O navio sul-coreano, o Sun Laurel, está fornecendo combustível para as operações ilegais da frota baleeira japonesa, o que é semelhante ao fornecimento de equipamentos para caçadores de elefantes na África.”

O Co-líder da Operação Tolerância Zero, Bob Brown, declarou: “Mais uma vez, a frota baleeira do Japão está desrespeitando a lei internacional. Agora está atraindo o governo da Coreia do Sul, que tão sabiamente decidiu ser contra a caça às baleias no ano passado. A Coreia do Sul deve pedir que este petroleiro volte para casa. Caso contrário, ele convida a uma condenação mundial, ao invés dos elogios recentes tão apreciados.”

A fonte informou que o Yushin Maru está separado da frota por centenas de quilômetros, com muito pouco combustível e incapaz de prosseguir, a menos que seja reabastecido. Isso indica que o Yushin Maru foi totalmente abandonado pelo Nisshin Maru e o resto da frota baleeira japonesa nesta hora de necessidade.

O Capitão do SSS Steve Irwin, Siddharth Charkravarty, relata: “Enquanto buscávamos o Nisshin Maru, o Steve Irwin encontrou o Yushin Maru extremamente alto para fora da água, indicando que eles tinham muito pouco combustível. Alguns dias mais tarde, quando os baleeiros tentaram trocar o Yushin Maru com o totalmente abastecido Yushin Maru 3, o Steve Irwin perseguiu o Yushin Maru na direção oposta do navio-fábrica baleeiro por 150 milhas. Durante esta perseguição, o Yushin Maru não conseguiu alcançar a sua velocidade máxima de 20 nós, mal era capaz de atingir 16-17 nós, confirmando que eles estavam com pouco combustível e, portanto, rodando a uma velocidade de economia de combustível”. Desde então, segundo este relatórios de origem coreana, o Yushin Maru está conservando suas reservas de combustível escassas e é incapaz de percorrer a distância entre eles o Nisshin Maru.

Ao invés de permanecer com seu navio irmão, ou até mesmo transferir combustível para ele, o Yushin Maru 3 optou por abandonar o Yushin Maru nas águas traiçoeiras do Oceano Austral, a fim de perseguir o navio da Sea Shepherd, Steve Irwin.

O fundador da Sea Shepherd, Paul Watson, disse: “Esta ação mostra a negligência do comandante baleeiro, não só pela santidade das baleias do Santuário de Baleias da Antártica, mas pelo total desprezo pela vida e segurança das tripulações que trabalham nestes navios de morte. No ano passado, na Operação Vento Divino, quando um dos navios da Sea Shepherd, o Brigitte Bardot, ficou comprometido, paramos a nossa campanha inteira para escoltá-los e garantir a sua segurança. Não é surpreendente que os baleeiros não compartilham esse tipo de camaradagem um para o outro, uma vez que toda a sua motivação para estar nessas águas é a ganância implacável”.

O capitão Peter Hammarstedt, a bordo do SSS Bob Barker, disse, “A Operação Tolerância Zero teve vitórias em tantas formas, interceptando os navios baleeiros para o abastecimento de combustível, e, assim, reduzindo sua temporada, deixando dois dos três navios arpoadores da frota inteiramente fora de operação e mantendo o único arpoador remanescente com o navio-fábrica correndo, e que limita severamente sua capacidade de caçar nas águas cristalinas da Antártida. Também interceptou a frota baleeira antes que eles tivessem a chance de disparar um único arpão”.

O Bob Barker continua a perseguir e caçar o navio-fábrica, o Nisshin Maru, sem ninguém atrás dele ​​e auxiliado por uma frota de drones aéreos de reconhecimento.

Os membros da tripulação do SSS Sam Simon observam o Sun Laurel a distância. Foto: Billy Danger

"O Yushin Maru está em uma situação desesperadora" - Jeff Hansen, diretor da Sea Shepherd Austrália. Foto: Tim Watters

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd corta fornecimento de combustível da frota baleeira

SSS Sam Simon intercepta o petroleiro de reabastecimento dos baleeiros, o Sun Laurel

O capitão do SSS Sam Simon, Luis Manuel Pinho, com o Sun Laurel a distância. Foto: Billy Danger

MELBOURNE, Austrália – Esta manhã, às 06h30 (horário da Austrália), o navio da Sea Shepherd Austrália, o SSS Sam Simon, encontrou o navio de reabastecimento da frota baleeira japonesa, o navio registrado no Panamá e de propriedade coreana, Sun Laurel, a 1.250 milhas ao sul de Albany, na Austrália (55 graus e 41 minutos a sul e 119 graus e 08 minutos a leste).

O navio da Sea Shepherd, SSS Steve Irwin, mudou curso para se encontrar com o Sam Simon e planeja bloquear o acesso ao navio petroleiro por quaisquer navios baleeiros ilegais que tentem reabastecer.

O Sun Laurel reabastece o Nisshin Maru várias vezes durante a temporada de caça às baleias. Ao interceptar o Sun Laurel, o Sam Simon tem, literalmente, cortado o fornecimento de combustível para a frota baleeira, com o potencial de forçar os baleeiros a reduzir sua curta temporada.

O Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, fez o seguinte comentário: “Um enorme golpe foi dado hoje a esses caçadores de baleias ilegais do Japão. Por ser um navio australiano registrado, o país cuja legislação federal esses caçadores estão desacatando, impedir seu suprimento de combustível é um resultado incapacitante. Além do mais, o Sam Simon fez parte do programa de “pesquisa” japonês, de modo que ter um dos seus próprios navios voltando contra eles deve ser um golpe psicológico. É hora de controlar a frota do Japão e voltar para Tóquio”.

O SSS Bob Barker continua a perseguir o navio-fábrica, o Nisshin Maru. “O navio de massacre de baleias, o Nisshin Maru, pode correr, mas não pode se esconder. Com uma frota aérea de aviões e um helicóptero auxiliando a nossa frota, podemos continuar a acompanhar, perseguir e perturbar estes caçadores”, disse o capitão Peter Hammarstedt, a bordo do Bob Barker . Desde que a Sea Shepherd interceptou a frota baleeira, em 29 de janeiro, os baleeiros se espalharam e fugiram para o oeste. Com base no curso do Sun Laurel quando ele foi localizado, acredita-se que o Nisshin Maru está correndo por aproximadamente 1.500 milhas. Isso equivale a uma média de 200 quilômetros por dia, dando aos baleeiros muito pouco tempo para parar e matar baleias.

O navio arpoador Yushin Maru 3 continua a ser incapaz de matar as baleias, já que está perseguindo o Steve Irwin e relatando a posição do navio para a fuga do Nisshin Maru.

“O que ocorre aqui é como um jogo gigante de navios de guerra ao longo de centenas de milhares de milhas náuticas quadradas”, disse o capitão do Sam Simon, Luis Manuel Pinho, de Ocean Reef, Austrália Ocidental. “Há bloqueio, interceptação, blefe, manobras por posições e vantagens, corte e manutenção de linhas de abastecimento, afastamentos e precauções. O objetivo dos baleeiros japoneses é matar as baleias e nosso objetivo é ter certeza de que não farão isso.”

O Co-líder da Operação Tolerância Zero, Bob Brown, disse: “O Sun Laurel foi localizado mais de 1.000 milhas ao sul de Albany. É preciso não esquecer que pouco mais de 30 anos atrás, a Austrália era uma nação baleeira, e a última baleia, uma baleia fêmea, foi morta em 20 de novembro de 1978, fora de Albany. Atualmente, a Austrália é um dos defensores mais apaixonados de baleias no mundo, e espero que um dia, em breve, o Japão possa ser visto como o mesmo.”

Apesar de informar o Governo australiano que suas operações seriam no Mar de Ross nesta temporada, a frota baleeira passou o tempo todo em águas territoriais australianas da Antártida e em águas próximas à Ilha Macquarie.

Navio da frota baleeira japonesa de reabastecimento, o Sun Laurel. Foto: Billy Danger

Vista do Sun Laurel do SSS Sam Simon. Foto: Billy Danger

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Navio da Sea Shepherd não está mais sendo perseguido

Sea Shepherd aplaude governo australiano

O capitão Peter Hammarstedt na ponte do SSS Bob Barker. Foto: Glenn Lockitch

Hoje cedo, aproximadamente às 07:30 (horário da Austrália), o navio da Sea Shepherd, SSS Bob Barker, estava no lado leste da Ilha Macquarie quando recebeu a boa notícia de que o navio baleeiro japonês de segurança da frota, o Shonan Maru 2, não tinha chegado a 15 quilômetros da Islândia.

O Capitão do Bob Barker, Peter Hammarstedt, disse: “aproximadamente às 07:00 (horário da Austrália), fomos contatados via rádio pelo comandante da base da Ilha Macquarie, que pediu a posição do Shonan Maru 2, o navio armado do governo japonês que é o cão de ataque da frota baleeira ilegal do Japão. O comandante da base da Ilha Macquarie tinha sido notificado pela Divisão Antártica Australiana para esperar a chegada potencial do Shonan Maru 2. Isso mostra claramente que o governo australiano estava falando sério sobre monitorar a situação”.

Às 07:30 (horário da Austrália), o comandante da base chamou de volta quando viram uma embarcação em seu radar e queriam confirmar sua identidade. O capitão Peter Hammarstedt confirmou que o navio era de fato o Bob Barker, e não o Shonan Maru 2.

Depois de se informar sobre a perseguição do navio armado do governo japonês nos últimos dias, o comandante da base estava preocupado com o bem-estar e a segurança da tripulação da Sea Shepherd, e desejou-lhes uma viagem segura.

“A Ilha Macquarie é na Tasmânia e a Austrália tornou muito claro para o governo do Japão que os navios baleeiros não têm permissão para entrar no limite do mar territorial da Austrália devido à sua recusa em obedecer a uma ordem do Tribunal Federal da Austrália para impedi-los de matar baleias”, disse o Capitão Hammarstedt. “Estou entusiasmado com a maneira que Canberra tem respondido a esta situação na Ilha Macquarie, da mesma forma como se um navio baleeiro que agressivamente entrasse no rio Derwent em Hobart, ou ancorasse provocadoramente no porto de Sydney.”

O Capitão Hammarstedt continuou a dizer: “Como nós levamos a bandeira australiana, minha equipe e eu estávamos muito felizes de estar navegando na bela área listada como Patrimônio Mundial da Ilha Macquarie. É ótimo saber que podemos contar com o apoio do povo da Austrália, e hoje com o governo australiano, que são contra a matança ilegal de baleias no Santuário de Baleias da Austrália”.

O co-líder da Operação Tolerância Zero, Bob Brown, vai realizar uma conferência de imprensa em Brisbane, para relatar esta atualização sobre a saga durante a noite. Brown declarou: “O governo australiano tem agido rapidamente para evitar uma repetição da incursão do ano passado nas águas da Ilha Macquarie. No entanto, o Shonan Maru 2 ignorou esta forte objeção da Austrália invadindo nossa Zona Econômica Exclusiva”.

O diretor da Sea Shepherd Austrália e co-líder da campanha em defesa das baleias, Jeff Hansen, elogiou as ações do Governo Federal, dizendo: “A Sea Shepherd Austrália aplaude o Ministro Federal do Meio Ambiente, o Deputado Tony Burke, em sua resposta rápida a essa questão. Entretanto, não devemos esquecer que estes caçadores de baleias ainda desconsideram completamente a Ordem do Tribunal Federal da Austrália de 2008, navegando profundamente na Zona Econômica Exclusiva australiana. A frota baleeira japonesa não tem nenhum respeito pelo direito internacional, que proíbe a matança de baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, e nenhum respeito pelo Tribunal Federal australiano, um tribunal que eles estão desprezando ao matar baleias no Santuário de Baleias da Austrália”.

Com o Bob Barker, agora livre da perseguição, ​​o Capitão Peter Hammarstedt e a tripulação do Bob Barker pode retomar a sua caça pelo navio-fábrica baleeiro, o Nisshin Maru.

O radar do Bob Barker. Foto: Glenn Lockitch

O primeiro imediato do Bob Barker, Carlos Bueno, traça o curso preciso através da Ilha Macquarie. Foto: Glenn Lockitch

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil