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Estaleiro pressagia tragédia ambiental no litoral catarinense

Por Hugo Malagoli do Núcleo de Voluntários ISSB de SC

Um investimento de mais de três bilhões de dólares e o velho papo de geração de empregos custeados pela destruição implacável do meio ambiente.

A empresa OSX, “filha mais nova” do Grupo EBX, (do bilionário Eike Batista) famoso pelos crimes contra o meio ambiente e por não respeitar as legislações ambientais em vários países, sendo inclusive expulso da Bolívia, está com planos de construir na enseada de São Miguel, Município de Biguaçu (SC), um estaleiro gigantesco (numa área de 155,33 hectares ou cerca de 1.600.000 m2, equivalente a aproximadamente 155 campos de futebol) para a construção de petroleiros, navios-sonda e plataformas de extração de petróleo visando suprir a demanda do pré-sal.

O que muitos não sabem é que esse empreendimento está bem no meio de duas reservas biológicas e poderá atingir ainda uma terceira. Confira o EIA/RIMA da obra, disponível no site da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA):

http://www.fatma.sc.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=97&Itemid=225

Destacamos os seguintes pontos da obra, acompanhe:

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Será cavado um canal entre a área do empreendimento e a barra da Baía Norte de Florianópolis, com cerca de 12,3 km de extensão, 160 m de largura e 9 m de profundidade, fruto da dragagem de 8.750.000 m3 de areia do fundo marinho. O aterro da Via Expressa Sul surgiu da dragagem de 7.800.000 m3 de areia do Banco da Tipitinga.
É possível que ocorram alterações nas correntes marinhas no interior da Baía Norte de Florianópolis, com “alteração da paisagem (impacto visual do tráfego de embarcações e do próprio estaleiro)”. Para a elaboração do diagnóstico socioeconômico, foi feita a caracterização das localidades inseridas na Área de Influência Direta (AID): Sambaqui, Praia do Forte, Daniela, Jurerê Tradicional e Jurerê Internacional.

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O estudo de balneabilidade do EIA-RIMA do empreendimento foi realizado nas praias localizadas nas AIDs do estaleiro: as que contornam a orla da Baia Norte (Sambaqui, Daniela, Jurerê Internacional e Praia do Forte em Florianópolis; São Miguel, em Biguaçu, do Magalhães, do Tinguá e do Antenor, em Governador Celso Ramos).

O empreendimento surgirá nas áreas de influência/proteção da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo, Área de Proteção Ambiental de Anhatomirim (APA) e Estação Ecológica de Carijós.

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Estudos de modelagem numérica de dispersão de óleo no mar, no caso de um acidente com vazamento, indicaram que para o período de verão há uma maior tendência de retenção do óleo no interior da Baía Norte. (Quadro abaixo)

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Confira a seguir os principais impactos do empreendimento, segundo o RIMA (dezembro de 2009) elaborado pela empresa Carujo Jr. – Estudos Ambientais&Engenharia Ltda – contratada pela OAX, empresa do Grupo EBX (Eike Batista):

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