Uma Grande Vitória Para as Baleias

O Japão perdeu a moratória fica de pé.

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Apesar de subornar nações com táticas insidiosas, a proposta do Japão para derrubar a moratória de 31 anos sobre caça comercial falhou por 41 votos contra 27 com 2 abstenções.

A proposta com o título enganoso: The Way Forward foi na verdade uma tentativa de retroceder para antes de 1987, quando o abate comercial de baleias era legal

Após a mais que bem vinda, Declaração de Florianópolis, de ontem, esta derrota a proposta japonesa fez da 67ª reunião da Comissão Internacional da Baleia um evento histórico impressionante para as baleias do mundo.

A Declaração de Florianópolis afirma que o propósito da CBI é a conservação das baleias e que a morte comercial de baleias não deve mais ser discutida.

O Japão agora está ameaçando deixar a IWC, mas eles estão ameaçando deixar quase todo ano que não conseguem o que querem.

Aqui está a repartição dos votos:

Primeiro os bandidos votando na proposta japonesa.

Nações baleeiras
Japão
Noruega
Islândia

Nações não baleeiras sem nenhum interesse na caça à baleia, mas em dívida com o Japão.

Antígua
Benin
Camboja
Costa do Marfim
Granada
Guiné-Bissau
Quênia
Kiribati
Laos
Libéria
Ilhas Marshall
Mauritânia
Mongólia
Marrocos
Nauru
Nicarágua
São Cristóvão e Névis
Santa Lúcia
São Vicente
São tomé
Ilhas Salomão
Suriname
Tanzânia
Tuvalu

Contra a proposta

Nações baleeiras
Dinamarca
Estados Unidos

Nações não baleeiras
Argentina
Austrália
Áustria
Bélgica
Brasil
Bulgária
Chile
Colômbia
Costa Rica
Croácia
Chipre
República Checa
República Dominicana
Equador
Finlândia
França
Gabão
Alemanha
Índia
Irlanda
Israel
Itália
Lituânia
Luxemburgo
México
Países Baixos
Nova Zelândia
Panamá
Peru
Polônia
Portugal
Eslováquia
Eslovênia
África do Sul
Espanha
Suécia
Suíça
Reino Unido
Uruguai

Abstenções
Coréia
Rússia

A IWC se reúne novamente em 2020. Joji Morashita não é mais o presidente da IWC.

Atualização da Comissão Internacional da Baleia (IWC): O retorno do Japão à proposta da Whaling Comercial “The Way Forward” acabou de ser votado e negado pela comissão.

Outra vitória para as baleias, especialmente considerando que ontem a “Declaração de Florianópolis” foi aprovada e consiste em mudar o propósito da IWC para a conservação das baleias e não para fins de gerenciamento de estoque por mais tempo. Vendo que a caça às baleias não pertence ao século XXI.

Anteriormente, o Japão, a Noruega, a Islândia e as Ilhas Faroé (Dinamarca) não mostraram qualquer respeito por quaisquer regras ou regulamentos deste ou de qualquer outro organismo regulador.

Durante o discurso do Japão após a derrota de sua proposta ameaçou deixar o IWC.

De fato, uma vitória para ver as resoluções indo em frente, mas a questão permanece, será respeitada por essas nações baleeiras?

Apesar da decisão de Florianópolis e apesar da derrota da proposta japonesa, o Japão continua a matar baleias no Oceano Antártico e Pacífico Norte. E a Islândia, Noruega e Dinamarca continuam a matar baleias e, no caso da Islândia, ameaçadas de extinção e baleias azuis. o Atlântico Norte.

No geral, a 67ª Reunião da Comissão Baleeira Internacional foi um sucesso para as baleias.

Obrigado a todas as nações que apoiaram as baleias e um muito especial agradecimento ao Brasil pela Declaração de Florianópolis. Obrigado aos nossos parceiros anti-caça furtiva, Costa Rica e Equador, e especialmente ao Gabão, por sua forte defesa das baleias neste encontro histórico.

Sea Shepherd Conservation Society

Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress

Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress

Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress

FLORIANÓPOLIS, SC, 10.09.2018 – IWC-SC – protesto durante de ongs ambientais 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

FLORIANOPOLIS, SC, 10.09.2018 – EVENTO – Vice-Minister for Foreign Affairs Mitsunari OKAMOTO and taniai masaaki membro do parlamento japones falao na 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em florianopolis brasil na tarde desta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

FLORIANOPOLIS, SC, 10.09.2018 – EVENTO – plenaria de abertura da 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em florianopolis brasil na tarde desta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

FLORIANOPOLIS, SC, 10.09.2018 – EVENTO – joji morishita fala na 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em florianopolis brasil na tarde desta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress

Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress

FLORIANÓPOLIS, SC, 13.09.2018 – IWC-SC – embaixador da Representação Permanente do Brasil junto a Organismos Internacionais (Rebraslon) em Londres, Hermano Telles Ribeiro e comissario do brasil na cib 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em Florianópolis nesta Quinta-feira 13. . (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

FLORIANÓPOLIS, SC, 10.09.2018 – IWC-SC – protesto durante de ongs ambientais 67ª reunião anual de Membros da IWC (International Whaling Commission) em Florianópolis nesta segunda-feira 10. (Foto: Naian Meneghetti/Brazil Photo Press/Folhapress)

 

Fonte: https://seashepherd.org/2018/09/14/a-win-for-the-whales/

Gigantes do Mar, 80 murais pelo mundo por Erick Wilson

O Projeto Gigantes do Mar e o Projeto Megafauna Marinha do Brasil entregaram no dia 19 de janeiro de 2017, na Vila Tupy, Praia Grande em São Paulo, os murais de números 10 e 11, feitos pelo artista plástico e Embaixador do Mar da Sea Shepherd Brasil Erick Wilson.

 

Banner convite do evento

O artista Erick Wilson busca conscientizar as pessoas sobre a importância da vida dos animais marinhos, os oceanos, a natureza e o meio ambiente por meio de suas pinturas. Ele é conhecido pela arte de pintar grandes murais e fazer desenhos muito realistas que retratam, com riqueza de detalhes, a beleza dos oceanos.

Apoiador do Sea Shepherd, Erick contou com a presença dos voluntários no evento de entrega de suas obras de arte em comemoração aos 50 anos de Praia Grande/SP, cidade onde passou sua infância. O Projeto Gigantes do Mar tem como objetivo entregar 80 murais pelo mundo que retratem a vida marinha.

Equipes em interação antes do início dos trabalhos, mural e tenda ao fundo – foto Mega Fauna Marinha

Mural de entrega #10 Erick Wilson e Carlos Pedrosa

 

Os voluntários da Sea Shepherd Brasil montaram uma tenda na arena do evento e fizeram um grande trabalho de conscientização com as pessoas que passavam por lá, abordando assuntos relacionados à preservação dos oceanos, lixo plástico e o micro lixo deixado nas praias pelos banhistas.

 

Voluntários e população interessada em saber sobre a atuação da Sea Shepherd e a campanha de conscientização sobre o lixo plástico e micro lixo.

Representação de uma rede com lixo encontrados nos mangues de Praia Grande por voluntários do Ecofaxina.

 

A Sea Shepherd mais uma vez se fez presente num evento de conscientização ambiental na praia. Na ocasião instruiu as pessoas que passavam pelo local sobre os impactos dos lixos deixados no meio ambiente e participou da ação de limpeza na praia com demais entidades.

O trabalho de coletar o micro lixo na praia fez com que vários voluntários se mobilizem para o desafio de limpeza do dia

Na tenda da Sea Shepherd os voluntários puderam trabalhar a conscientização ambiental com os visitantes.

 

Esclareceu, portanto, que não apenas alerta a respeito de limpeza e conservação do meio ambiente, mas também FAZ acontecer com SUAS atitudes.Na ação promovida pela Sea Shepherd foi divulgada a atividade do dia sobre o micro lixo no Desafio dos 10 Metros, que tem o intuito de promover a mobilização das pessoas para que limpem a praia ao seu redor.
A campanha ensina que cada pessoa que estiver na praia deve recolher todo lixo e micro lixo encontrado na areia e na água a sua volta.
Assim, com essa pequena atitude, ela irá gerar um impacto positivo na natureza e na vida marinha, uma vez que os lixos podem ser ingeridos pelos animais que os confundem com comida.

Banner da campanha sobre o Micro Lixo e Desafio dos 10 metros

A participação da Sea Shepherd no evento abriu com chave de ouro os trabalhos de ações diretas do ano de 2017 e contamos com voluntários, simpatizantes e defensores dos oceanos para fazer ainda mais pelos ecossistemas marinhos.

O mural com a raia manta é a imagem real do animal fotografado na natureza pelo Projeto Megafauna Marinha do Brasil.

Operação Rio Doce/Regência – Núcleo ES – PARTE 1

WE ARE: Marcos Neiva, Cíntia Silva, Thiago Barrack, Rafael Poltronieri e João Linhares (Instinto Imagem)

O Núcleo do Estado do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil em parceria com a Organização ‘Instinto Imagem’, estiveram e estarão continuamente presentes no litoral Norte capixaba, Linhares/Rêgencia. O Núcleo do ES realiza uma visita Técnica e de monitoramento contínua no local em conjunto com a sua equipe de Biólogos e voluntários.

A improbidade administrativa, a má gestão pública/privada e a falta da fiscalização em conjunto com a Água suja com rejeitos de minério, chegaram ao litoral do Espírito Santo há praticamente 1 mês após o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Regência: Encontro do Rio com o Mar.

A lama já avança por mais de 40km de extensão mar adentro, correndo o risco de atingir ao Sul os Distritos de Barra do Riacho, Santa Cruz (onde possui um dos mais importantes criadouros marinhos do Oceano Atlântico) e Nova Almeida. O Arquipélago de Abrolhos onde abriga uma das maiores concentrações de peixes por metro quadrado do planeta, em quantidade e variedade, localizado ao Norte, também não se encontra totalmente protegido do mar de lama. Segundo relatos da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a lama só iria se dispersar 3km para o Norte, mas, na verdade, já são mais de 30km segundo o próprio Órgão Ambiental Estadual.

Regência: Rio de lama com o Mar de lama

Satélite da Nasa mostra evolução da lama no Rio Doce (Foto: Reprodução/ WorldView Nasa)

A equipe do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil realizou incursões nas áreas afetadas e das quais existiriam sinais de omissão e a “venda” da verdade absoluta. A nossa equipe também prontificou-se a dar o suporte ao salvamento e a reabilitação de animais marinhos possivelmente encontrados ainda vivos afetados pela lama no local.

A Equipe de voluntários e Biólogos do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil trabalhou tanto por Terra quanto pela água (Rio e Mar) com medições via GPS, e, já agenda a possibilidade de sobrevoar a região para analisar com toda clareza e verdade o quanto realmente da área marinha está sendo afetada pela lama (Norte e Sul).

“Na boca dos culpados, até a verdade é suspeita. Queremos tirar as nossas próprias conclusões vindas de análises feitas pelos nossos próprios voluntários e profissionais. Nunca recebemos financiamentos de empresas poluidoras e muito menos dependemos desse sistema do qual participa no trabalho da possível contenção da lama. Além do mais, não gastamos 1L de água se quer da população local para o consumo próprio. Diferentes de outros e outras, temos consciência e seguimos muito bem estruturados em nossas operações. Mesmo assim, ainda tentam nos criticar. Incomodamos muita gente. Sabemos disso. A verdade para alguns é árdua, infelizmente. Somente iremos crer nos resultados das análises realizadas através dos nossos próprios profissionais e voluntários.” Relatou Thiago Barrack, Coordenador do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Bóias para a contenção de derramamento de óleo e petróleo sendo utilizadas pela equipe da Samarco para tentar barrar a lama.

Rio Doce: Seria só lama?

O Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil obteve também o contato e coletou variados depoimentos, desde moradores, pescadores, comerciantes, índios, turistas, curiosos, crianças, e até Agentes do CTA, Projeto Tamar, iCMBio e consultores da própria Samarco. A partir destes depoimentos começamos a descobrir a incerteza da palavra verdade do qual abrange uma Vila preservada e residida por um povo simples, descendentes de índios, caboclos e pescadores, chamada: Regência. Hoje, infelizmente, tomada pela cor marrom e amarelada da lama!

Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil ao lado do Gestor da Reserva Biológica de Comboios.

Voluntária do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil coletando depoimentos dos moradores.

Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil ao lado de uma tribo indígena local do qual nos prestou depoimentos.

Após obtermos e analisarmos toda a documentação captada, a equipe do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil em conjunto com o “Instinto Imagem”, chegaram á uma linha de raciocínio. Os relatos dos moradores, índios e pessoas das quais residem e vivem na região, não coincidiam com os relatos e também depoimentos colhidos pela nossa mesma Equipe, através dos Técnicos e analistas ambientais federais dos quais ali trabalhavam. Existia ali, segundo os nossos depoimentos colhidos, uma contradição entre o que estava vivo, e, agora, infelizmente morto e omisso, tudo, ocasionado pela lama. Tínhamos ,ali, então, a obrigação de descobrir. – “Defender, Conservar e Proteger” –

“Á partir dessa linha de raciocínio e com os depoimentos contraditórios, nós, do Núcleo do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil em conjunto com a organização ‘Instinto Imagem’, nos reunimos e traçamos uma nova linha de estratégia. Começamos então a procurar a OMISSÃO. Queriamos comprovar se realmente haviam-se provas escondidas, animais marinhos mortos e enterrados. Queriamos saber qual o lado estava correto. Mesmo tendo a plena certeza de que o lado certo, não era o lado do “sistema”. Iniciamos então, uma busca no local indicado por moradores. Começamos a cavar e a gravar tudo o que encontrávamos, enterrado ou não. O local do qual estávamos era uma área deserta, bem ao lado da junção do rio de lama com o mar de lama. O acesso somente poderia ser feito através de uma embarcação. Felizmente, no local, apenas encontravam-se a equipe do Núcleo do ES e do ‘Instinto Imagem’ trabalhando, e, o piloto da nossa embarcação nos aguardando. No final, infelizmente a “caça ao tesouro” não foi tão agradável. Realmente algumas provas e amostras encontradas não foram nada animadoras para nós. Sentimos realmente o possível cheiro da “mentira e da omissão” naquele lugar.” Disse Thiago Barrack, Coordenador do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil.

“Houveram desencontros de informações entre pessoas que vivem e sobrevivem na comunidade durante anos com agentes dos orgãos fiscalizadores. Para mim a omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira. A omissão é um dos crimes mais graves, porque todas as atrocidades são cometidas por conta dela sem que ninguém se sinta culpado.” Finalizou Thiago Barrack.

Bando de Trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) ainda com vida ao lado do Mar de lama.

Trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) anilhado e encontrado morto no Mar de lama.

Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil captando informações da anilha do Trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) encontrado morto no Mar de lama.

Ovo de uma possível tartaruga encontrado ao redor do Mar de lama.

Espécie de peixe encontrada morta aos arredores do Mar de lama.

Todas as provas encontradas serão levadas para a análise e estudadas pela nossa equipe Técnica e de Biólogos. A equipe de Biólogos do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil já se encontra trabalhando para obter maiores informações e dados das amostras colhidas. Os restantes das provas serão mantidas em confinamento interno da equipe e da organização nacional, para possíveis futuras questões jurídicas.

PRONUNCIAMENTO DO NÚCLEO DO ES DO INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL:

“ O Núcleo do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil gostaria de “parabenizar” a Samarco e a todos os envolvidos, até mesmo os orgãos públicos fiscalizadores dos quais deveriam ter prevenido antecipadamente esse desastre e verdadeiro crime ambiental. Enfim, vai aqui o nosso “Parabéns” a vocês. Além de pagar pelo assassinato da 5ª maior bacia hidrográfica brasileira, e, agora, já também assassinando os nossos Oceanos, vocês também debocharam da prevenção. PARABÉNS !!! ;-)” (Barulho de palmas de todos os envolvidos do Núcleo do ES na Operação) 

Conheça quem são e o que disseram os participantes por trás desta operação.

Operação Rio Doce – Regência – ES

GUARDIÕES DO RIO DOCE:

Marcos Neiva

“Fiquei bastante decepcionado com o governo de um modo geral no Brasil. Quanta omissão! Quanto descaso com as pessoas e com todo o ecossistema que foi afetado. NUNCA mais Regência será igual ao que era antes. Erros corriqueiros acontecendo em série. Já não bastava a falta de um programa preventivo, agora então sugerir a contenção de óleo para a lama foi o erro mais descabido e grotesco que um profissional responsável por esta área poderia cometer…” Marcos Neiva (Técnico Segurança do Trabalho/Acadêmico de Ciências Biológicas/Ativista Sea Shepherd Brasil – ES)

Cíntia Silva

“Este crime ambiental, cujos danos terão implicações por dezenas de anos, ainda é visto com leviandade e tratado como mero acidente. O que me preocupa, aquém da irreversibilidade das perdas para a vida animal -já suficientemente desrespeitada por aqueles que se indignam preferencialmente quando da perda de seres vivos que representam recurso financeiro- é o fato de que o local não está cheio de pessoas desenvolvendo medidas para salvar o pouco que nos resta, mas um covil de urubus sobre um rio morto que rende estudos e notícias”. Cíntia da Silva Varzim (Professora/Bióloga pela UFRGS/Ativista Sea Shepherd Brasil – ES)

Rafael Poltronieri

“Foi impactante e triste observar as águas tomadas pela lama. Até que ponto os animais que vivem nessa região irão pagar pela inconseqüência dos seres “humanos” ? A Nossa missão foi muito bem sucedida. Através do nosso trabalho levamos um pouco de justiça e esperança!” Rafael Poltronieri (Analista de TI/Ativista Sea Shepherd Brasil – ES)

João Linhares

“A Operação Linhares/Regência, foi de extrema importância já que a população merece um parecer real sobre a maior tragédia ambiental do planeta e muitas coisas estão sendo omitidas. Estamos sendo um porta voz de todas as pessoas e animais afetados. Foi difícil controlar a tristeza e “engolir” as lágrimas, mas estávamos no local com o propósito de realizar uma investigação minuciosa para repassar a população de forma transparente e é isso que vai acontecer. Seguindo as palavras do Thiago Barrack “Aqui ninguém se corrompe, a gente mostra a verdade!”.” João Linhares (Diretor e Fotógrafo – Instinto Imagem/Suporte Sea Shepherd Brasil – ES)

Thiago Barrack

“O desastre protagonizado pela mineradora Samarco é profícuo na produção de cenários apocalípticos. O Rio Doce e a sua junção com o litoral capixaba foi convertido em um verdadeiro abatedouro de seres aquáticos de variadas espécies. Ficou claro durante esta operação que as providências tomadas pelo governo brasileiro, a Vale e a BHP para prevenir os danos foram claramente insuficientes. Mas agora a história é outra, estamos aqui, e a vida marinha local agora tem voz!” Thiago Barrack Lavander (Gestor Empresarial/Coordenador Regional do Núcleo do Espírito Santo do Sea Shepherd Brasil)


Instituto Sea Shepherd Brasil
Núcleo Espírito Santo – ES
nucleoes@seashepherd.org.br
www.seashepherd.org.br

Suporte:
João Linhares – Instinto Imagem
www.instintoimagem.com
www.facebook.com/instintoimagem

A preservação dos tubarões é tema de palestra no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro

Diante de uma plateia atenta e visivelmente interessada pelo tema, foram abordadas várias questões como a importância ambiental, suas características, as espécies no litoral brasileiro e os incidentes com humanos em Pernambuco.

“Tubarões são animais que despertam a curiosidade, mas também o medo nas pessoas. É muito importante mostrar a importância destes belos animais para mantermos os oceanos saudáveis, sendo fundamentais para a vida no Planeta, bem como desmistifica-los como animais agressivos” – comenta Luiz André Albuquerque, Diretor Regional do ISSB no Rio de Janeiro.

O evento ocorreu no dia 22 de outubro e foi organizado pela professora e coordenadora do Curso Técnico de Meio Ambiente, Monica Belchior, ao qual agradecemos mais este convite e esperamos poder retornar para outros debates.

Nossos agradecimentos também à Direção do Colégio Pedro II, na pessoa da Sra. Lygia Vuyk de Aquino, Chefe da Seção de Ensino Técnico.

“Clean Up Day 2015”: Sea Shepherd Brasil realiza atividades em Ilhabela/SP, Rio de Janeiro/RJ e Cabedelo/PB

Realizado anualmente no dia 19 de Setembro, o “Clean Up Day – Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias” – é um evento internacional de conscientização e de ação a respeito do que podemos fazer para melhorar a qualidade do meio ambiente e dos mares, salvando assim milhares de espécies marinhas.

Este ano, o  Instituto Sea Shepherd Brasil realizou atividades nas cidades de Ilhabela, em São Paulo, na Capital do Rio de Janeiro e na cidade de Cabedelo, na Paraíba.

Em Ilhabela, a ação mundialmente reconhecida ocorreu em todo o arquipélago e foi realizada em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente do município, o Parque Estadual de Ilhabela como também outras entidades. A limpeza da Praia do Curral e do Parcel de Santa Cruz, localizado no sul da ilha, foi coordenada pela equipe do Sea Shepherd Brasil  e a Operadora de Mergulho Mar e Vida EcoTrip os quais formaram equipes, instruíram os voluntários e dividiram tarefas. A limpeza do lixo da praia e do fundo do mar contou com 04 (quatro) voluntários  terrestres, 08 (oito) mergulhadores SCUBA  e o apoio de um jet-ski.

Praia do Curral – Ilhabela/SP lotada de mesas dos bares ao longo da orla

Equipe de mergulho Mar e Vida Eco Trip preparados para a limpeza do fundo do mar.

Equipe Sea Shepherd Brasil na areia da praia recolhendo embalagem de alimentos e bitucas de cigarro.

A fim de minimizar os impactos do lixo nos organismos marinhos, ao final de cada mergulho de limpeza, alguns animais ainda aprisionados no lixo como lagostins, ofiúros, caranguejos e poliquetas foram separados do “lixo fantasma” e devolvidos vivos ao mar. Assim foi possível garantir que os organismos incrustantes ou escondidos no meio do lixo fossem devidamente salvos e devolvidos ao seu local de origem.

Todo o lixo retirado (papel, metais, plásticos, madeira, vidro, tecidos, borracha, bitucas de cigarro e embalagens de alimentos) foi catalogado e armazenado em sacos reforçados. O descarte deste lixo foi adequadamente para o Centro de Triagem de Ilhabela, que dará a sua destinação final.

Resgate dos animais marinhos do lixo

O lixo da praia continha 267 bitucas de cigarro e muita embalagem de alimentos

 

“O lixo dos oceanos e canais é avaliado como um dos problemas de poluição mais grave que acometem o nosso planeta. Muito mais que desagradável aos olhos, uma maré crescente de lixo marinho ameaça a saúde dos homens, animais, comunidades e economias do mundo todo. O oceano enfrenta muitos desafios, mas o lixo não pode ser um deles. O lixo dos oceanos é totalmente evitável e os dados que você coleta são parte da solução” – explicou Mara Lott, Coordenadora do Instituto Sea Shepherd Brasil em Ilhabela.

Resgate de Fauna dos resíduos descartados incorretamente

 No Rio de Janeiro, a atividade foi realizada na Praia da Urca, local onde os voluntários da Sea Shepherd já mantém um trabalho constante de preservação há 03 (três) anos.

Lixo flutuante recolhido pela equipe do Rio Va´a

Juntamente com os parceiros do Projeto BG500 e tendo o apoio da Subprefeitura ZS, da Associação de Moradores da Urca – Amour, do Rio Va’a (Canoa Polinésia), da EmbraPec, do Projeto Hippocampus (que mesmo não podendo estar lá fisicamente, ajudou muito ao divulgar e convocar seus seguidores para o evento), foi coletada uma razoável quantidade de resíduos sólidos.

Resgate de Fauna dos resíduos descartados incorretamente

O trabalho foi desenvolvido em 03 (três) focos: o lixo flutuante que foi recolhido pelos voluntários do Rio Va’a que trouxeram sacos cheios nas canoas; a limpeza na faixa de areia e nos canteiros em volta do prédio do antigo Casino da Urca e a limpeza subaquática, que focou em retirar a parte final de uma rede fantasma que há quase 02 (dois) anos tem as partes removidas e triadas pelo Projeto BG500.

“Com a ajuda de muitas mãos e olhos, finalmente este último pedaço de uma grande rede de arrasto foi recolhido, nos possibilitando libertar suas últimas centenas de animais presos e não vai matar mais ninguém. Foi o ano com a menor quantidade de resíduos sólidos coletados. Esse é o nosso objetivo e dos nossos colaboradores. Agradecemos a todos que vieram à partir da divulgação feita nas redes sociais” – falou Ed Bastos, Coordenador do Projeto BG500 e voluntário do Sea Shepherd Brasil.

Equipes Núcleo RJ e BG 500 no Clean Up Day do Rio de Janeiro

Em Cabedelo/PB, os voluntários percorreram 2 km em um trajeto que abrange os pontos mais críticos das praias de Camboinha e do Poço.

Equipe Sea Shepherd da Paraíba anexo da Prefeitura Municipal de Cabedelo. Foto: ISSB

“O resultado do nosso trabalho que é, foi e sempre será voluntário (sem patrocínio, apoio ou regalo por parte de qualquer entidade cujos interesses colidem com os da conservação ambiental) não é pra ser comemorado. O “Clean Up Day” não é um dia de celebração, confraternização, autopromoção ou regozijo, pelo contrário. É uma data que para nós da Sea Shepherd não difere tanto de outras, nas quais empreendemos ações de campo, mas que tem a sua importância na conscientização.” – disse Igor Trigueiro, Coordenador Regional do Instituto Sea Shepherd Brasil na Paraíba.

Coleta de lixo na Paraíba - Foto: Katherine Viana

Uma dúzia de abnegados voluntários retiraram 0,3 ton. de duas praias da região metropolitana de uma capital que recebe milhares de turistas ao ano, mesmo tendo ciência de que esta ação não vai resolver os problemas locais, contudo, buscam desenvolver uma conscientização ambiental importante na região.

Inutilização dos petrechos de pesca ilegais recolhidos. Foto: ISSB

“Apesar da retirada dos bares da beira-mar do Poço, outros continuam por lá ocupando irregularmente uma região de APP (Área de Preservação Permanente) e, no lugar dos removidos, autônomos fornecem aquilo que os banhistas convenientemente desejam…comida e bebida na areia da praia. Os restos? Podem muito bem fazer companhia às 8 milhões de toneladas de plástico (apenas de plástico) que jogamos todos os anos nos oceanos. Lixeiras? Não registramos. Limpeza regular das praias ao menos igual à que é feita nas ruas? Segundo os moradores, inexiste.” – completa Igor Trigueiro.

Equipe Sea Shepherd da Paraíba - Foto: ISSB

Mas durante a ação ambiental constatou-se algo cotidiano. Além da costumeira aglomeração de resíduos sólidos, mais uma vez foram encontradas redes de “pesca fantasma”. Petrechos proibidos que causam grandes danos à vida marinha. Os voluntários retiraram 20 kg destas redes e inutilizaram, conforme manda a cartilha da campanha “Mares de Sangue”, do Instituto Sea Shepherd Brasil. E é aí que o “Dirty Sea Project” vira “Redes em Chamas”. As redes tiveram que ser inutilizadas e o restante do lixo pesado e descartado adequadamente.

Parece um tanto óbvio agora, o porquê de tantas tartarugas, raias, tubarões, aparecerem mortos na costa. 06 em cada 10 tartarugas marinhas morre em função da ingestão de lixo. O restante fica à mercê da pesca “acidental” (bycatch) e das redes de espera ilegais espalhadas ao longo da costa. A rede que recolhemos é uma pequena amostra do que temos espalhado em nosso litoral e que, por falta de fiscalização/punição/leniência continuam onde estão. E continuam onde estão não apenas porque os órgãos de fiscalização ambiental na Paraíba encontram-se sucateados. Eles sempre estiveram. Ainda que a Superintendência do IBAMA local se incomodasse com essa situação (o que não parece ser o caso), a Autarquia Federal dispõe apenas de 03 embarcações para fiscalizar todo litoral brasileiro. É um convite à delinquência. Fica o registro de mais uma ação de limpeza em que se constatam os mesmos problemas dos anos passados.