BBC Earth apresenta uma nova visão sobre os tubarões na série Shark, sábado, 26 de dezembro

Produzido pela premiada Unidade de História Natural (UHN) da BBC, a série “Shark” mostra novos aspectos de mais de 30 espécies de tubarões, filmados ao redor do planeta durante dois anos

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Considerados os predadores mais exitosos do planeta, os tubarões são animais inteligentes, mas muitas vezes ainda incompreendidos.  Com o objetivo de apresentar ao espectador uma nova visão sobre estas incríveis criaturas, o BBC Earth apresenta a trilogia Shark, com dois programas da série inédita e o making of Shark: Beyond The Bite, neste sábado, 26 de dezembro, a partir das 19 horas, com reapresentações.

PICTURE SHOWS: A one tonne Great White Shark jumps out of the sea in South Africa at 20mph to catch a fur seal.

PICTURE SHOWS: A one tonne Great White Shark jumps out of the sea in South Africa at 20mph to catch a fur seal.

2015 marca o quadragésimo aniversário de lançamento do filme “Jaws” (Tubarão), dirigido por Steven Spielberg. O predador sempre foi temido e apresentado como perigoso nos filmes de cinema e programas de TV. A série Shark mudará tudo o que você sempre pensou sobre os tubarões por meio de imagens incríveis de mais de 30 espécies em comportamentos raros e alguns nunca antes vistos, como um tubarão que caminha sobre a terra, os inéditos wobbegongs. A série apresenta tubarões nunca filmados antes na Groenlândia, além das espécies mais conhecidas, como os grandes tubarões brancos e os cabeça-de-martelo.

Uma equipe da Unidade de História Natural da BBC recebeu a missão de viajar por dezenas de lugares, ao redor do mundo, atrás das diferentes espécies de tubarões e contou com as mais modernas câmeras de high definition HD e de alta velocidade. Graças aos avanços tecnológicos e a uma nova geração de ousados operadores, foram captadas imagens espetaculares subaquáticas e também de helicóptero, sob o gelo polar, em manguezais, naufrágios, recifes de coral e em vários outros ambientes.

PICTURE SHOWS: Great White Sharks in South Africa feed on fish and fur seals and have evolved extraordinary senses to find their prey.

PICTURE SHOWS: Great White Sharks in South Africa feed on fish and fur seals and have evolved extraordinary senses to find their prey.

Sobre Shark, a produtora Rachel Butler conta que: “Nosso objetivo foi se aproximar do habitat natural dos tubarões para revelar que não são apenas animais perigosos com sangues e dentes, mas captar momentos como da mãe e seus filhotes, as redes de relacionamento, os rituais de acasalamento”.

Existem mais de 500 espécies de tubarão, todos pertencentes a uma família mais ampla: o maior, o tubarão-baleia, com até 20 metros, e o menor, o tubarão lanterna anão, que pode caber na palma da mão e brilha no escuro. A equipe da Unidade de História Natural da BBC registrou o namoro, os baby tubarões em desenvolvimento, como eles crescem e até mesmo como os tubarões limpam os seus dentes.

Com narração do ator britânico Paul McGann, a produção de Shark  é assinada por Steve Greenwood, também responsável por outras séries de sucesso como Expedition New Guinea e Natural World, com a produção executiva de  Michael Gunton que trabalhou em Life Story, Hidden Kingdoms e Africa.

  • Primeiro programa da série Shark:

Este episódio concentra-se nas adaptações dos tubarões aos diferentes ambientes, o que lhes garantem o sucesso como predadores. O ponto alto do episódio apresenta um tubarão branco perseguindo focas em uma caçada filmada por debaixo d’água, no ar e em câmera lenta.

  • Segundo programa da série Shark:

Os diferentes aspectos do comportamento dos tubarões estão no segundo e último episódio. Grandes tubarões brancos comunicam-se por meio da linguagem corporal e os tubarões cinzentos que vivem nos recifes têm ajuda para verificar os seus dentes. Tubarões limão dão à luz a filhotes que crescem abrigados em viveiros especiais no mangues.

  • Shark: Beyond the Bite:

O making of mostra, do Ártico aos trópicos, como é preciso um cinegrafista específico para pular na água e filmar tubarões. O programa mostra a preparação e o planejamento para capturar as cenas incríveis apresentadas na série, bem como os encontros entre as criaturas e os cinegrafistas.

Ficha Técnica

Shark (2×50)
Produtor: Steve Greenwood

Produtora: Rachel Butler

Produtor executivo: Michael Gunton

Status dos navios da Sea Shepherd

O STEVE IRWIN sob o comando do Capitão Sid Chakravarty (India) está no mar em rota de Melbourne para Fremantle e de Fremantle para baixo no Oceano Antártico. O plano é chegar lá no fim de Dezembro. O navio baleeiro japonês fora-da-lei  está no Pacífico e é esperado para chegar no Oceano Antártico no fim de Dezembro.

O MARTIN SHEEN sob o comando da Capitã Oona Layolle está no Golfo da Califórnia trabalhando com a Marinha Mexicana para proteger a Vaquita, ameaçada de extinção .

O JAIRO MORA SANDOVAL está no Cabo Verde trabalhando no projeto de conservação com a Biosphera.

O BOB BARKER está em Istambul na estação de reparos, sob manutenção.

O SAM SIMON está em Bremen, Alemanha, sendo preparado para as ações de 2016.

O BRIGITTE BARDOT está em Marseille, França, sendo também preparado para as ações de 2016.

O FARLEY MOWAT está em Tampa, Florida e o JULES VERNE está em Key West, Florida. Ambos os navios estão sendo preparados para proteger o “corredor” de Galapagos (Ilha Cocos, Ilha Malpelo e os Galapagos)

Sea Shepherd tem um nono navio (ainda sem nome) sendo construído na Turquia. A construção estará completa em Setembro de 2016.

Além disso, a Sea Shepherd tem uma equipe em terra em Taiji, Japão para os golfinhos e está ativa em mais de 40 países.

A Sea Shepherd enviou um navio para defender as baleias e a manutenção de navios são caras.  A Sea Shepherd não solicita a doação de dinheiro nas ruas. Todo o suporte é voluntário.

A Sea Shepherd faz o que pode com os recursos disponíveis. Nós podemos somente fazer mais com mais suporte.

Quando críticos perguntam, porque a Sea Shepherd não está fazendo mais? A resposta é simples. Nós poderíamos fazer mais se nós tivéssemos o suporte.

A Sea Shepherd não é um dos grandes grupos ecológicos.  A Sea Shepherd é primeiramente, um movimento voluntário e nossa força está na base voluntária e na base de apoio. A medida que o base de suporte cresce, a Sea Shepherd pode fazer mais, muito mais.

Se você se preocupa em defender a vida nos Oceanos, se você quer ver um ativismo que funciona, que tem resultados e salva vidas, junte-se à Sea Shepherd e se envolva fisicamente como um membro da tripulação, voluntário em terra ou colaborador.

Nós precisamos construir uma base de suporte maior para sermos mais efetivos.

Esta semana se você está em Tampa, Florida, visite o FARLEY MOWAT e dê a eles sua ajuda.

Se você está em Paris, venha ver o filme “Como mudar o Mundo” e ajude a Sea Shepherd França.

Paul Watson

Operação Rio Doce/Regência – Núcleo ES – PARTE 1

WE ARE: Marcos Neiva, Cíntia Silva, Thiago Barrack, Rafael Poltronieri e João Linhares (Instinto Imagem)

O Núcleo do Estado do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil em parceria com a Organização ‘Instinto Imagem’, estiveram e estarão continuamente presentes no litoral Norte capixaba, Linhares/Rêgencia. O Núcleo do ES realiza uma visita Técnica e de monitoramento contínua no local em conjunto com a sua equipe de Biólogos e voluntários.

A improbidade administrativa, a má gestão pública/privada e a falta da fiscalização em conjunto com a Água suja com rejeitos de minério, chegaram ao litoral do Espírito Santo há praticamente 1 mês após o rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG).

Regência: Encontro do Rio com o Mar.

A lama já avança por mais de 40km de extensão mar adentro, correndo o risco de atingir ao Sul os Distritos de Barra do Riacho, Santa Cruz (onde possui um dos mais importantes criadouros marinhos do Oceano Atlântico) e Nova Almeida. O Arquipélago de Abrolhos onde abriga uma das maiores concentrações de peixes por metro quadrado do planeta, em quantidade e variedade, localizado ao Norte, também não se encontra totalmente protegido do mar de lama. Segundo relatos da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a lama só iria se dispersar 3km para o Norte, mas, na verdade, já são mais de 30km segundo o próprio Órgão Ambiental Estadual.

Regência: Rio de lama com o Mar de lama

Satélite da Nasa mostra evolução da lama no Rio Doce (Foto: Reprodução/ WorldView Nasa)

A equipe do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil realizou incursões nas áreas afetadas e das quais existiriam sinais de omissão e a “venda” da verdade absoluta. A nossa equipe também prontificou-se a dar o suporte ao salvamento e a reabilitação de animais marinhos possivelmente encontrados ainda vivos afetados pela lama no local.

A Equipe de voluntários e Biólogos do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil trabalhou tanto por Terra quanto pela água (Rio e Mar) com medições via GPS, e, já agenda a possibilidade de sobrevoar a região para analisar com toda clareza e verdade o quanto realmente da área marinha está sendo afetada pela lama (Norte e Sul).

“Na boca dos culpados, até a verdade é suspeita. Queremos tirar as nossas próprias conclusões vindas de análises feitas pelos nossos próprios voluntários e profissionais. Nunca recebemos financiamentos de empresas poluidoras e muito menos dependemos desse sistema do qual participa no trabalho da possível contenção da lama. Além do mais, não gastamos 1L de água se quer da população local para o consumo próprio. Diferentes de outros e outras, temos consciência e seguimos muito bem estruturados em nossas operações. Mesmo assim, ainda tentam nos criticar. Incomodamos muita gente. Sabemos disso. A verdade para alguns é árdua, infelizmente. Somente iremos crer nos resultados das análises realizadas através dos nossos próprios profissionais e voluntários.” Relatou Thiago Barrack, Coordenador do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil.

Bóias para a contenção de derramamento de óleo e petróleo sendo utilizadas pela equipe da Samarco para tentar barrar a lama.

Rio Doce: Seria só lama?

O Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil obteve também o contato e coletou variados depoimentos, desde moradores, pescadores, comerciantes, índios, turistas, curiosos, crianças, e até Agentes do CTA, Projeto Tamar, iCMBio e consultores da própria Samarco. A partir destes depoimentos começamos a descobrir a incerteza da palavra verdade do qual abrange uma Vila preservada e residida por um povo simples, descendentes de índios, caboclos e pescadores, chamada: Regência. Hoje, infelizmente, tomada pela cor marrom e amarelada da lama!

Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil ao lado do Gestor da Reserva Biológica de Comboios.

Voluntária do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil coletando depoimentos dos moradores.

Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil ao lado de uma tribo indígena local do qual nos prestou depoimentos.

Após obtermos e analisarmos toda a documentação captada, a equipe do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil em conjunto com o “Instinto Imagem”, chegaram á uma linha de raciocínio. Os relatos dos moradores, índios e pessoas das quais residem e vivem na região, não coincidiam com os relatos e também depoimentos colhidos pela nossa mesma Equipe, através dos Técnicos e analistas ambientais federais dos quais ali trabalhavam. Existia ali, segundo os nossos depoimentos colhidos, uma contradição entre o que estava vivo, e, agora, infelizmente morto e omisso, tudo, ocasionado pela lama. Tínhamos ,ali, então, a obrigação de descobrir. – “Defender, Conservar e Proteger” –

“Á partir dessa linha de raciocínio e com os depoimentos contraditórios, nós, do Núcleo do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil em conjunto com a organização ‘Instinto Imagem’, nos reunimos e traçamos uma nova linha de estratégia. Começamos então a procurar a OMISSÃO. Queriamos comprovar se realmente haviam-se provas escondidas, animais marinhos mortos e enterrados. Queriamos saber qual o lado estava correto. Mesmo tendo a plena certeza de que o lado certo, não era o lado do “sistema”. Iniciamos então, uma busca no local indicado por moradores. Começamos a cavar e a gravar tudo o que encontrávamos, enterrado ou não. O local do qual estávamos era uma área deserta, bem ao lado da junção do rio de lama com o mar de lama. O acesso somente poderia ser feito através de uma embarcação. Felizmente, no local, apenas encontravam-se a equipe do Núcleo do ES e do ‘Instinto Imagem’ trabalhando, e, o piloto da nossa embarcação nos aguardando. No final, infelizmente a “caça ao tesouro” não foi tão agradável. Realmente algumas provas e amostras encontradas não foram nada animadoras para nós. Sentimos realmente o possível cheiro da “mentira e da omissão” naquele lugar.” Disse Thiago Barrack, Coordenador do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil.

“Houveram desencontros de informações entre pessoas que vivem e sobrevivem na comunidade durante anos com agentes dos orgãos fiscalizadores. Para mim a omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira. A omissão é um dos crimes mais graves, porque todas as atrocidades são cometidas por conta dela sem que ninguém se sinta culpado.” Finalizou Thiago Barrack.

Bando de Trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) ainda com vida ao lado do Mar de lama.

Trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) anilhado e encontrado morto no Mar de lama.

Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil captando informações da anilha do Trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) encontrado morto no Mar de lama.

Ovo de uma possível tartaruga encontrado ao redor do Mar de lama.

Espécie de peixe encontrada morta aos arredores do Mar de lama.

Todas as provas encontradas serão levadas para a análise e estudadas pela nossa equipe Técnica e de Biólogos. A equipe de Biólogos do Núcleo do ES do Instituto Sea Shepherd Brasil já se encontra trabalhando para obter maiores informações e dados das amostras colhidas. Os restantes das provas serão mantidas em confinamento interno da equipe e da organização nacional, para possíveis futuras questões jurídicas.

PRONUNCIAMENTO DO NÚCLEO DO ES DO INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL:

“ O Núcleo do Espírito Santo do Instituto Sea Shepherd Brasil gostaria de “parabenizar” a Samarco e a todos os envolvidos, até mesmo os orgãos públicos fiscalizadores dos quais deveriam ter prevenido antecipadamente esse desastre e verdadeiro crime ambiental. Enfim, vai aqui o nosso “Parabéns” a vocês. Além de pagar pelo assassinato da 5ª maior bacia hidrográfica brasileira, e, agora, já também assassinando os nossos Oceanos, vocês também debocharam da prevenção. PARABÉNS !!! ;-)” (Barulho de palmas de todos os envolvidos do Núcleo do ES na Operação) 

Conheça quem são e o que disseram os participantes por trás desta operação.

Operação Rio Doce – Regência – ES

GUARDIÕES DO RIO DOCE:

Marcos Neiva

“Fiquei bastante decepcionado com o governo de um modo geral no Brasil. Quanta omissão! Quanto descaso com as pessoas e com todo o ecossistema que foi afetado. NUNCA mais Regência será igual ao que era antes. Erros corriqueiros acontecendo em série. Já não bastava a falta de um programa preventivo, agora então sugerir a contenção de óleo para a lama foi o erro mais descabido e grotesco que um profissional responsável por esta área poderia cometer…” Marcos Neiva (Técnico Segurança do Trabalho/Acadêmico de Ciências Biológicas/Ativista Sea Shepherd Brasil – ES)

Cíntia Silva

“Este crime ambiental, cujos danos terão implicações por dezenas de anos, ainda é visto com leviandade e tratado como mero acidente. O que me preocupa, aquém da irreversibilidade das perdas para a vida animal -já suficientemente desrespeitada por aqueles que se indignam preferencialmente quando da perda de seres vivos que representam recurso financeiro- é o fato de que o local não está cheio de pessoas desenvolvendo medidas para salvar o pouco que nos resta, mas um covil de urubus sobre um rio morto que rende estudos e notícias”. Cíntia da Silva Varzim (Professora/Bióloga pela UFRGS/Ativista Sea Shepherd Brasil – ES)

Rafael Poltronieri

“Foi impactante e triste observar as águas tomadas pela lama. Até que ponto os animais que vivem nessa região irão pagar pela inconseqüência dos seres “humanos” ? A Nossa missão foi muito bem sucedida. Através do nosso trabalho levamos um pouco de justiça e esperança!” Rafael Poltronieri (Analista de TI/Ativista Sea Shepherd Brasil – ES)

João Linhares

“A Operação Linhares/Regência, foi de extrema importância já que a população merece um parecer real sobre a maior tragédia ambiental do planeta e muitas coisas estão sendo omitidas. Estamos sendo um porta voz de todas as pessoas e animais afetados. Foi difícil controlar a tristeza e “engolir” as lágrimas, mas estávamos no local com o propósito de realizar uma investigação minuciosa para repassar a população de forma transparente e é isso que vai acontecer. Seguindo as palavras do Thiago Barrack “Aqui ninguém se corrompe, a gente mostra a verdade!”.” João Linhares (Diretor e Fotógrafo – Instinto Imagem/Suporte Sea Shepherd Brasil – ES)

Thiago Barrack

“O desastre protagonizado pela mineradora Samarco é profícuo na produção de cenários apocalípticos. O Rio Doce e a sua junção com o litoral capixaba foi convertido em um verdadeiro abatedouro de seres aquáticos de variadas espécies. Ficou claro durante esta operação que as providências tomadas pelo governo brasileiro, a Vale e a BHP para prevenir os danos foram claramente insuficientes. Mas agora a história é outra, estamos aqui, e a vida marinha local agora tem voz!” Thiago Barrack Lavander (Gestor Empresarial/Coordenador Regional do Núcleo do Espírito Santo do Sea Shepherd Brasil)


Instituto Sea Shepherd Brasil
Núcleo Espírito Santo – ES
nucleoes@seashepherd.org.br
www.seashepherd.org.br

Suporte:
João Linhares – Instinto Imagem
www.instintoimagem.com
www.facebook.com/instintoimagem

Sea Shepherd Brasil e Projeto BG500 resgatam tartaruga marinha na Enseada de Botafogo, no Rio de Janeiro

Voluntários do Núcleo Rio de Janeiro do Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) e integrantes do Projeto BG500 realizaram na manhã do dia 02/12, o resgate de uma tartaruga marinha, da espécie verde – Chelonia Mydas – na Enseada de Botafogo.

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O pedido de resgate foi motivado pelo comportamento irregular apresentado pela tartaruga marinha, que nadava com muita dificuldade, boiando com a parte traseira na maior parte do tempo, dificultando-lhe a respiração e movimentação adequada.

Ao chegarem ao local, os voluntários cariocas do ISSB oficiaram o 1º Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro – 1º GMar/CBMERJ e solicitaram apoio, pois a tartaruga se encontrava dentro da área militar.

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Tiveram imediato apoio dos bombeiros locais, que prestaram auxílio com um bote.

Após o devido resgate, verificou-se que a tartaruga apresentava um quadro de fibropapilomatose, principal doença que afeta as tartarugas marinhas no mundo todo e pode até matá-las. Eram 03 (três) tumores, sendo um bem grande próximo da cabeça e dois menores na nadadeira direita. Além disso, existiam duas lesões grandes no casco, provavelmente causadas por hélices de embarcações.

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A tartaruga, que media cerca de 60 centímetros e 20 quilos, foi então levada para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Universidade Estácio de Sá (Cras/Unesa), em Vargem Pequena, Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde receberá tratamento e sendo possível, será futuramente reintroduzida em seu habitat natural, em uma ação de conscientização e comemoração que pretendemos realizar.

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Agradecemos o apoio do Comando do 1º GMar/Botafogo, na pessoa do Ten. Cel Amadeu Pereira Sequeira da Fonseca pela ajuda no resgate e ao Prof. Jeferson Pires, médico veterinário e coordenador do Cras/Unesa, no recebimento do animal para tratamento.

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Participaram da ação, os voluntários do ISSB Adriana Moretta, Rodolfo Giordano e Luiz André Albuquerque e os integrantes do Projeto BG500 Ed Bastos e Fabiana Chaves.

Instituto Sea Shepherd Brasil participa de ação de limpeza em Lucena-PB

Voluntários do Instituto Sea Shepherd Brasil participaram no último sábado, dia 15 de novembro, de mais uma ação de limpeza costeira em praias paraibanas.

Foto: João Velozo

A ação realizada em conjunto com o Projeto Praia Limpa e o Projeto Clean Nature, nas praias  de Lucena e Gameleira. Ao longo do trecho de aproximadamente 5km de costa, voluntários das três organizações envolvidas recolheram algo em torno de 400 kg de resíduos sólidos.

Foto: João Velozo

O Município de Lucena se destaca como uma das principais atrações turísticas da Paraíba, sobretudo pelas suas belas e pouco frequentadas praias se comparadas com outros municípios costeiros do Estado. Entretanto, a situação do lixo marinho não é diferente do restante delas.

Foto: João Velozo

É que, embora em certos locais não haja uma grande circulação de banhistas (mas de veículos que trafegam ilegalmente em Área de Preservação Permanente), a quantidade de resíduos que chega graças à força das correntes marinhas é absurda. Aproximadamente 80% de tudo que foi recolhido pelos voluntários da Sea Shepherd encontrava-se em uma área de 2km ao longo da costa.

A situação ainda é agravada pelo fato de não haver lixeiras distribuídas para que frequentadores do litoral depositem o lixo de forma adequada. Segundo o Prefeito Marcelo Monteiro, as lixeiras colocadas à disposição pela Prefeitura Municipal foram retiradas porque muitas vezes eram utilizadas por moradores para incinerar o lixo que nelas se encontrava.

Importante frisar que a presença do chefe do executivo local no final do evento de limpeza serviu para que todos fizéssemos sugestões de como melhorar a gestão de resíduos sólidos em Lucena, além de recebermos convites por parte do mandatário atual para desenvolver projetos futuros que envolvam a conscientização e sensibilização dos moradores e frequentadores das praias Lucenenses.

O Instituto Sea Shepherd Brasil agradece a todos que participaram do ato, em especial ao amigo e surfista profissional Erbeliel Andrade, que desenvolve projeto similar na cidade de Baia da Traição além dos parceiros do Projeto Praia Limpa e Clean Nature, Paulo Lucena, Carol Matias e Ana Karlla Silva por toda ajuda na logística e estrutura. Sem essas pessoas, nada disso seria possível. E que venham outros projetos.

Muito mais que apenas divulgar petições ou compartilhar notícias indignadas na internet, aCampanha Dirty Sea Project lançada pela Sea Shepherd está percorrendo o litoral brasileiro desenvolvendo Educação Ambiental e limpezas de orla e submersa.

Fique atento em seu estado e ajude a Sea Shepherd a manter as praias limpas.