Em 1971 dois jovens movidos pela paixão e pela vontade de preservar o Planeta Terra embarcaram em um navio em direção ao Alasca com o objetivo de parar com os testes nucleares que estavam destruindo com aquele ecossistema. Estas pessoas eram o Capitão Paul Watson e seu parceiro Robert Hunter. Neste mesmo ano estas duas personalidades acabariam encabeçando da criação da ONG mais conhecida do mundo, o Greenpeace.

Sete anos mais tarde, estes dois ambientalistas, decidem deixar o Greenpeace e fundar outra ONG mais ativista, ágil e menos burocrática. Surge, então, em 1977, a primeira ONG de proteção dos mares do planeta, a Sea Shepherd Conservation Society, fundada pelo Capitão Paul Watson.

Nestes 30 anos de atuação, a Sea Shepherd Conservation Society e seus voluntários ficaram conhecidos como Pirata dos Mares, depois de afundar 11 navios baleeiros ilegais e abalroar e impedir a pesca de dezenas de barcos pesqueiros ilegais e predatórios.

Eleito por inúmeras vezes o maior ambientalista de todos os tempos por diversos meios de comunicação conceituados no mundo inteiro, Paul Watson, teve seu auge de reconhecimento em 2000 , entrando para a lista dos 100 maiores heróis da história.

Na década de 70, a Sea Shepherd lutou contra a matança de baleias por baleeiros piratas japoneses no Pacífico e deu início à sua campanha de proteção às focas no Canadá, a qual persiste até hoje.

Na década de 80 foi a vez de lutar pelas baleias-piloto que estavam sendo sacrificadas nas Ilhas Faroes, bem como, a captura de golfinhos em redes de pesca de atum na América Central.

Em 1990 e 1991 a organização atuou como Guarda Costeira das Ilhas Galápagos e Trinidad&Tobago. Durante a década de 90 promoveu-se a campanha de proteção as Baleias Cinza nos EUA e, entre 1999 e 2000, a Sea Shepherd participou ativamente da recuperação dos animais marinhos afetados pelo derramamento de óleo no litoral da França e Turquia, e também promoveu, na Alemanha, um boicote a produtos provenientes das Ilhas Faroe que continuam matando milhares de baleias a cada ano.

Hoje, a Sea Shepherd possui escritórios na Austrália, Canadá, Estados Unidos, Inglaterra, Holanda, França e África do Sul e mais recentemente, Brasil.

O Instituto Sea Shepherd Brasil – Guardiões do Mar desde a sua fundação, em junho de 1999, vem promovendo, defendendo e apoiando a preservação dos ecossistemas marinhos brasileiros. Diversas ações em parceria com outras ONGs, empresas e órgãos governamentais já foram desenvolvidas com sucesso. Entre estas podemos citar: arrastões de limpeza de praia, implantação de lixeiras, atividades de educação ambiental, sobrevôos para monitoramento e fiscalização do litoral, coordenação de equipe durante as atividades de recuperação da Baia de Guanabara afetada pelo derramamento de 2.500 toneladas de petróleo e elaboração de Plano de Recuperação de Cetáceos, o qual foi entregue à Petrobrás.

Recentemente, conseguimos a condenação da empresa pesqueira Pescados Amaral, de Itajaí, SC, que foi condenada pelo Juiz da Vara Federal Ambiental de Porto Alegre em janeiro de 2007. A empresa foi condenada a pagar indenização superior a R$ 300 mil pelos danos ambientais e ainda multa de R$ 97.550,00 por cada vez que for autuada efetivando a pesca predatória de arrasto dentro das 03 milhas náuticas da costa gaúcha (5.556m). O valor da indenização deverá ser destinado ao Fundo Estadual do Meio Ambiente do RS, a ser utilizado na forma do art. 13 da Lei 7.347/85 ou preferencialmente por órgãos federais em medidas de preservação e educação ambientais relacionadas à pesca no litoral do Estado do Rio Grande do Sul.

A Sea Shepherd precisa de você para continuar promovendo ações de forma ágil e eficaz. Portanto, se você também se revolta com a situação do nosso litoral e no mundo, torne-se um Guardião do Mar e faça a diferença.

Ajude a Sea Shepherd a proteger os oceanos e seus animais, filie-se a nós hoje.

A HISTÓRIA DA SEA SHEPHERD CONSERVATION SOCIETY

Na frente da batalha pela conservação da vida marinha

Um breve histórico:

A Sea Shepherd Conservation Society foi oficialmente fundada no estado de Oregon, nos EUA, em 1981. Já havia a idéia de sua criação quando o Capitão Watson fundou a Earth Force Society em Vancouver, no Canadá, em 1977. O objetivo inicial de ambas organizações era o de proteção e conservação de mamíferos marinhos, visando, como meta imediata, o fim da caça ilegal às baleias e focas, porém, posteriormente, a Sea Shepherd expandiu sua missão, incluindo toda a vida marítima.

Em 1978, com apoio financeiro de Cleveland Amory, do Fund for Animals, a Sociedade comprou seu primeiro navio, o inglês Westella, e rebatizou-o de Sea Shepherd. Sua primeira missão foi viajar rumo às águas gélidas do Leste do Canadá para interferir na atual matança de filhotes de focas Harp, conhecidas como “casaco branco”. No mesmo ano, a Sea Shepherd perseguiu e albarroou o notório navio baleeiro Sierra num porto português, pondo fim à sua infame carreira de fantasma dos mares.
O sucesso da campanha contra a caça às focas e o albarroamento do Sierra marcaram o início das 160 viagens históricas da Sea Shepherd durante as próximas duas décadas, assumindo um papel de fiscalização e execução de leis internacionais de conservação aonde elas não se aplicam – em alto-mar.

A Sea Shepherd continua realizando sua missão, apoiando e fazendo cumprir tratados internacionais, como acordados pela Carta Mundial da Natureza das Nações Unidas, comprometendo-se com a erradicação da caça ilegal de baleias; contra o assassinato de tubarões para uso de suas barbatanas, a destruição de habitats, os crimes contra a vida marinha e a violação de leis que regem os oceanos.

Linha do Tempo:

1977

Abril: Paul Watson rompe com o Greenpeace.

Junho: Watson estabelece a Earth Force Environmental Society,em Vancouver, no Canadá. Seus co-fundadores são Starlet Lum, Ron Precious e o capitão Al Johnson, o “Jet”, co-fundador do Greenpeace. A Earthforce foi precursora da Sea Shepherd Conservation Society.

1978:

Fevereiro: Capitão Watson lidera a primeira Campanha Earth Force de Proteção à Caça Predatória de Elefantes no Leste da África, objetivando investigar o comércio do marfim e a caça predatória dos elefantes. A campanha abrangeu o Quênia, Somália, Tanzania, Uganda e Sudão. A equipe de seis pessoas, incluindo Jet Johnson, Dr. Bruce Bunting e Cliff Ward participaram de patrulhas anti-predatórias e entrevistando as pessoas encarregadas da posse dos animais. A Earth Force então elabora e apresenta uma investigação ao Congresso dos Estados Unidos em prol de uma legislação que dê fim à caça predatória de elefantes.

Setembro: Watson encontra-se com Cleveland Amory , do Fund For Animals (Fundo Pelos Animais). Cleveland concorda em patrocinar a compra de um navio a ser usado em uma campanha contra a caça às focas no Canadá.

Novembro\Dezembro: Com suporte financeiro do Fund For Animals e da e da Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals – RSPCA (Sociedade Real Pela Prevenção da Crueldade com os Animais, Watson apodera-se do Westella e rebatiza-o de Sea Shepherd. Paul e um pequeno grupo de voluntários passam dois meses reformando o navio-o, preparando-o para a viagem de entrega aos EUA.

1979:

Janeiro: O Sea Shepherd é estreado no comando do Capitão Watson em uma jornada através do Oceano Atlântico, que dura duas semanas e aporta no Porto de Boston em meados de janeiro. Dois pescadores que haviam sido contratados para auxiliar na entrega do navio tentam sabotá-lo, ambos são presos e escoltados pra fora. A equipe então começa os preparativos para a primeira jornada do navio em campanha.

Março: O Sea Shepherd é o primeiro navio a lançar-se ao gelo com o proposito de proteger as focas da matança, salvando mais de mil filhotes na costa Leste do Canadá, jogando nas suas peles brancas um spray de tinta vermelho indelével e não tóxico para acabar com seu valor comercial, sendo presos por isso.

Abril: O Sea Shepherd parte de Boston para Bermuda, no Caribe, para preparar uma campanha para perseguir o Sierra, navio baleeiro. No início dos anos 70, esse navio assassino foi responsável pela quase total destruição da baleia jubarte no Caribe, apesar de uma proibaição internacional concernindo a caça de baleias.

Junho: O Sea Shepherd volta de Bermuda para Boston para recrutar uma equipe para a campanha de perseguição do Sierra.

Julho: Depois de infiltrar-se na operação internacional criminosa fazendo um relatório da movimentação do Sierra, o Capitão Paul Watson leva o Sea Shepherd ao mar para persegui-lo. Encontra então o notório navio baleeiro em águas portuguesas. No dia 16 de julho, ele tromba com o navio duas vezes e o inutiliza. O Sierra então arrasta-se até o porto de Leixoes, Portugal, e o Sea Shepherd rende-se à Marinha Portuguesa. A história vira manchete pelo mundo todo, expondo as operações piratas baleeiras e suas conexões com os japoneses e noruegueses nessas ações ilegais. O Capitão do Porto decreta que não haverá prestação de queixas contra o Capitão Watson e sua equipe pelo episódio com o Sierra.

Novembro: Capitão Watson viaja para Lisboa e encontra o Sierra sendo reparado, descobrindo tambem que o Sea Shepherd recebeu ordem de confisco mesmo não sendo prestadas queixas, sem haver audiência ou chance de defesa. Essa foi a decisão de um juiz português subornado pela Sierra Trade Company , sendo as tentativas de recurso negadas.

Dezembro: Capitão Watson e sua equipe descobrem, na véspera de Natal, que as autoridades portuguesas roubaram o navio. Para impedir que o navio fosse entregue à Sierra Trade Company, Cpitão Watson e o engenheiro-chefe Peter Woolf abrem um buraco na lataria do Sea Shepherd no dia de Ano-Novo no Porto de Leixoes.

1980:

Fevereiro: A Sierra Trade Company gasta mais de um milhão de dólares para consertar o Sierra. O dono da empresa, Andrew Behr planeja retomar a caça às baleias em meados de fevereiro. Seus planos são destruídos quando quando dois homens e uma mulher adentram nas águas negras do Porto de Lisboa durante a calada da noite do dia 6 de fevereiro. Abrem um buraco na lataria do Sierra sem agredir ou causar danos à equipe do navio, levando ao fim permanentemente a carreira ilegal do navio baleeiro mais cruel do mundo.

Março: Para impedir a equipe da Sea Shepherd de interferir na caça às focas em 1980, Capitão Watson recebe ordem de prisão de 10 dias no primeiro dia da caça por violar a Caça às Focas Canadense em 1979 por abordar uma caça sem permissão do governo. Capitão Watson é ainda banido das gélidas águas e áreas de caça às focas por 3 anos.

Abril: No dia 28 de abril, os baleeiros piratas Ibsa I e Ibsa II são afundados em Vigo, Espanha. Os afundamentos evidenciam as violações que a frota espanhola baleeira cometeu. No mesmo mês, o agente da Shepherd Jet Johnson espalha pôsteres de recompensa por toda as cercanias do porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, oferecendo $25,000 pelo baleeiro ilegal Astrid. Os donos do barco não confiavam na sua própria equipe, então aposentaram o navio.

Setembro: Como repercussão da publicidade do afundamento dos baleeiros piratas em Porutgal e Espanha, a Marinha Sul-Africana afunda o Susan e o Theresa, depois de tomá-los dos donos do Sierra. Todas as operações baleeiras ilegais no Atlântico cessaram.

Outubro: Capitão Watson vende os direitos da história Sea Shepherd e Sierra à Warner Brothers, podendo assim comprar mais um pesqueiro Yorkshire na Inglaterra. O pesqueiro St. Giles então é batizado de Sea Shepherd II. A embarcação é removida de Hull para Greenock, na Escócia, para reparos e reformatação.

1981:

Março: Capitão Watson lidera uma equipe com três caiques oceânicos rumo ao Golfo de São Lourenço, no Canadá, violando sua condicional. Centenas de focas recebem spray de tinta azul, não-tóxico e indelével. Watson desafia o Canadá a prendê-lo. Sua sentença de 1980 é posteriormente revogada através de recurso.

6 de abril: A Sea Shepherd Conservation Society é oficialmente registrada como organização de caridade, no estado do Oregon, EUA.

Maio: O Sea Shepherd II parte em sua primeira viagem, para Alexandria, na Virgínia, para se preparar para a campanha da Sibéria Soviética na proteção da baleia Cinza

Junho: O Sea Shepherd II, pela primeira vez, passa pelo Canal do Panamá, em rota à Los Angeles em Vancouver objetivando expor publicamente a caça ilegal de baleias Cinza.

Julho/Agosto: O Sea Shepherd II documenta a atividade ilegal soviética de caça às baleias na costa da Sibéria e é perseguido por navios soviéticos. O Capitão Watson retorna para os EUA com as provas da ilegalidade soviética, que são entregues ao Congresso.

Setembro/Dezembro: O Sea Shepherd II é estacionado no Píer 70, em Seattle, para sua promoção e realização de atividades beneficentes. Em dezembro, o navio ruma à Los Angeles.

1982:

Janeiro: O Sea Shepherd parte de Los Angeles para Honolulu, no Havaí, para preparar-se para a campanha contra a matança dos golfinhos na ilha de Iki, no Japão.

Março: Para evitar confronto com a equipe de Sea Shepherd II, o governo japonês convida o Capitão Watson à ilha de Iki para negociar com os pescadores. Watson, juntamente com o capitão da American Airlines Jet Johnson, a aeromoça da Air France Mina Fukuda (como intérprete) e o produtor de filmes Peter Brown, depois de três dias de negociação, convencem os pescadores a darem um fim à matança de golfinhos.

Maio: O livro do Capitão Watson, Sea Shepherd: Minha Luta Pelas Baleias e Focas,é publicado pela W.W. Norton. O livro foi escrito com o famoso jornalista Warren Rogers com introdução de Cleveland Amory.

Equipe irlandesa da Sea Shepherd acampa na ilha de Iniskea, no Mar da Irlanda, para interferir na matança de focas Cinza por pescadores irlandeses. A equipe passa a noite no meio das focas, acabando com todas as tentativas dos pescadores de matá-las.

Junho: O Sea Shepherd II volta a Seattle e Vancouver, no Canadá, para se preparar para a campanha contra a matança de focas na Costa Leste do Canadá.

Setembro: Capitão Watson e o membro da equipe Tate Landis atravessam, com sucesso, o Golfo da Geórgia, de Naniamo à Praia Jericho, em Vancouver. O percurso, de 56 km, nunca havia sido completado. A travessia foi organizada para chamar a atenção para o caso da matança de focas no Canadá.

No mesmo mês, o Capitão Jet Johnson, ex-piloto da Força Aérea Canadense, pilota o avião onde o Capitão Watson e Carroll Vogel lançam dezesseis leves saquinhos de tinta vermelha no deck de um navio espião soviético na costa do Estado de Washington. Cada saquinho tem atrelado a si uma mensagem escrita em russo protestando contra a matança soviética de baleias. Um caça americano persegue o avião da Sea Shepherd, mas o Capitão Johnson escapa da perseguição voando de volta para o espaço aéreo canadense. Paul Watson é o único dos três a ser preso, acusado de operação de risco de aeronave, apesar de não ser o piloto. As queixas são retiradas quando os russos não apresentam testemunhas concretas.

Outubro: A caça às focas na Irlanda chega ao fim, o governo irlandês decreta o fim da caça à foca Cinza no Mar da Irlanda. É uma clara vitória da Sea Shepherd e seus membros.

Novembro: A equipe escocesa da Sea Shepherd acaba por completo com a matança de focas Cinza nas ilhas escocesas de Orkney. A equipe da Sea Shepherd arranca abruptamente rifles das mãos dos caçadores e fisicamente impedem o atracamento de navios nos berços de nascença das focas. A Sea Shepherd Islands Trust compra a Ilha de Orkney de Little Green Holm, sendo assim a ilha é transformada num santuário permanente de focas Cinza.

Dezembro: O Sea Shepherd parte de Vancouver, Canadá, rumo à ilha de Grenada, no Mar do Caribe, levando à ilha material de biblioteca e suprimentos agrícolas e médicos. O navio passa por Coos Bay, Oregon, São Francisco, Los Angeles e Laguna Beach.

1983:

Janeiro: O Sea Shepherd II passa, pela segunda vez pelo Canal do Panamá, agora a caminho de ilha de Grenada. O navio entrega a carga de suprimentos em São Jorge, Grenada, antes do navio partir para Portland, Maine.

Ainda em janeiro, a equipe do Sea Shepherd II, tendo presenciado as condições deploráveis do zoológico de São Jorge em Grenada, entra no zoológico durante a noite e liberta todos os primatas. Cada macaco é sedado e libertado na selva na ilha. O Capitão Watson responde às criticas à operação dizendo que a Sea Shepherd não levou os macacos para a ilha e que sua equipe certamente não ficaria sentada e inerte assistindo os animais serem maltratados sem fazer nada para aliviar seu sofrimento. “Além do mais,” diz ele, “esses primatas não podem causar mais estragos do que o Homo sapiens já causou à essa ilha.”

Fevereiro: O Sea Shepherd II realiza as preparações finais para a campanha contra a caça às focas em Portland, Maine. O Capitão Watson participa do programa Today Show em debate com Jim Winters, membro do governo canadense.

Março: O Sea Shepherd II bloqueia o porto de St. Johns, em Newfoundland, impedindo a frota canadense de caça às focas de partir por duas semanas. O Sea Shepherd II então direciona-se ao Golfo de São Lourenço, Canadá, e escolta quatro navios caçadores para fora do berçário de focas Harp.

Abril: A RCPM, Polícia Federal canadense, e a Guarda Costeira Canadense atropelam o Sea Shepherd II num ataque de gás lacrimogênio, ao gélido norte da Nova Escócia. Capitão Watson e 19 membros da equipe são presos, acusados de conspiração para violar o Ato de Proteção às Focas, aproximando-se de área de caça de focas sem autorização legal e interferindo na matança dos animais.

Junho: A equipe da Sea Shepherd é indiciada em Perce, Québec, e condenada por violar o Ato de Proteção às Focas. A intensidade política da proteção da caça às focas é evidenciada pela severidade da sentença imposta. Capitão Watson é condenado a 15 meses de prisão por conspiração para violar o Ato de Proteção às Focas e a 6 meses por violar o Ato aproximando-se a menos de 8 metros de área de caça de focas. Juntamente com a ordem de prisão de 21 dias, Capitão Watson é multado em $75.000 e o Sea Shepherd II recebe ordem de confisco. O Capitão Watson ainda é condenado a não poder manter nenhuma espécie de contato com nenhum jornalista de nenhum lugar do mundo por um período de 3 anos, além de ser banido das cinco províncias do Leste do Canadá por 3 anos. O engenheiro Paul Pezwick recebe ordem de prisão por 7 meses e uma multa de $7.000 . O resto da equipe recebe multa de $3.000 para cada um.

Dezembro: Capitão Watson e o engenheiro Paul Pezwick recebem ordem de prisão no dia 20 de dezembro, no Québec, para começarem a cumprir suas sentenças. Nove dias depois, a Corte Recursal libera ambos, atendendo ao recurso das sentenças.

1984:

Janeiro: A Corte Recursal do Québec sentencia em favor do Capitão Watson e da equipe da Sea Shepherd . As condenações da Primeira Corte são revogadas e as queixas retiradas. O governo canadense recorre da decisão da Corte Recursal, resultando na contínua custódia do Sea Shepherd II. A embarcação é removida de Charlottetown, na ilha de Prince Edward, para Halifax, na Nova Escócia, e mantido sob guarda na Base Naval do Canadá.

Fevereiro: Desprovidos de navio, Capitão Watson e sua equipe encontram-se confinados na praia. Em terra, Watson lança uma campanha em favor dos lobos, fundando o grupo Amigos do Lobo, organizando uma alta intervenção contra a caça de lobos em Northern British Columbia, no Canadá. Na hostil cidade de Fort Nelson, Capitão Watson trava um debate e conferência de imprensa com centenas de caçadores, resultando em fervorosas discussões que se fizeram notícia nacional.

Capitão Watson e Robert Hunter publicam Cry Wolf!, sobre as campanhas anti-caça dos lobos, expondo a corrupção da cidade de Northern British Columbia nos programas governamentais de erradicação da caça aos lobos. O ex Ministro do Meio Ambiente da cidade escreve a apresentação do livro.

A publicidade gerada pela exposição da corrupção na campanha dos lobos de Watson provoca o pedido de demissão do Ministro do Meio Ambiente da cidade, Anthony Brumett.

1985:

Abril: A Suprema Corte Canadense mantém a sentença da Corte Recursal a favor da Sea Shepherd, devolvendo-lhe o Sea Shepherd II. Capitão Watson recruta uma equipe de voluntários para reparar o navio e prepará-lo para uma viagem trans-Atlântica rumo à Europa.

Maio: A Sea Shepherd Conservation Society processa o governo canadense pelos danos causados ao Sea Shepherd II enquanto sob sua custódia por 22 meses.

Julho: O Sea Shepherd II deixa Halifax e pára em St. Pierre e Miquelon para reparos antes de partir para a Islândia. Lá, o Sea Shepherd II entrega um aviso ao governo islandês para que acabe com a caça ilegal de baleias e que haja de acordo com a Comissão Internacional de Regulamentação de Atividade Baleeira. Quando questionado por um jornal irlandês o que a Sea Shepherd faria se a Irlanda não atendesse aos avisos, Capitão Watson responde que eles “afundariam a frota irlandesa”. O Sea Shepherd II é posto sob vigilância da polícia . A visita a Reykjavik, no entanto, foi uma mudança de situação, e a equipe do Sea Shepherd II engaja-se em mapear o porto e localizar a fábrica de processamento de baleias na cidade de Hvalfjordur.

Agosto: O Sea Shepherd II parte da Islândia rumo ao protetorado dinamarquês das ilhas de Faeroe para intervir contra a matança de baleias-piloto. Capitão Watson e sua equipe encontram-se com o Primeiro Ministro de Faeroes a alerta-os que a Sea Shepherd Conservation Society lançará uma campanha opondo-se à matança ilegal de baleias-piloto pelos habitantes de Faeroe.

Setembro até Dezembro: O Sea Shepherd II parte de Faeroe para Londres, na Inglaterra, preparando-se para uma viagem de auxílio à Etiópia em associação com a Band Aid. Capitão Watson e Bob Geldof já haviam trabalhado juntos anos antes para o jornal alternativo Georgia Straight. Com a permissão do Conselho de Operações, o Sea Shepherd II é carregado com barris de combustível diesel para suprimento aos tanques de auxílio na Etiópia.

Dezembro: Depois de deixar Londres, o Sea Shepherd II recebe intervenção no porto de Brest, na França, pelo Conselho de Operações das Nações Unidas. O Conselho havia mudado de idéia quanto ao aparato burocrático e uma nova regra estabelece que o Sea Shepherd II não é uma embarcação registrada, logo não pode transportar suprimentos de apoio. O navio é enviado a Plymouth para descarregar os suprimentos. Quando o Capitão Watson pede ao Conselho que abra uma exceção pelo motivo de o navio estar carregando suprimentos sob o objetivo de auxílio humanitário, o burocrata responsável diz que não existe a concessão de exceções. O Capitão Watson então lembra ao burocrata que soldados que foram buscados em Dieppe, na Normandia, durante a Segunda Guerra Mundial, foram levados de volta à Inglaterra por navios não registrados como transportador de passageiros. O burocrata responde que se ele estivesse no comando na ocasião, os navios não teriam sido autorizados a transportar os soldados sem registro apropriado.

1986:

Junho: O Sea Shepherd II parte de Plymouth para Malmo, Suíça, para comparecer à conferência da Comissão Internacional de Caça às Baleias (Internacional Whaling Comission – IWC)

Julho: O Sea Shepherd II parte de Malmo para as ilhas de Faeroe para documentar e obstruir a caça esportiva das baleias-piloto. Capitão Watson envia uma equipe de cinco pessoas para encontrar-se com o governo. Os cinco são presos e detidos sem queixas apresentadas. O Sea Shepherd II recusa-se a partir das águas de Faeroe enquanto toda a equipe não for libertada. A ilha responde com ataques de gás lacrimogêneo e alvejadas de tiro de rifle. Uma bala atinge o navio a milímetros da cabeça do Capitão Watson, ele então imediatamente ordena que a equipe inicie a defesa do Sea Shepherd II com canhões de água e carregados com tortas de limão e chocolate. Os atacantes da cidade são humilhantemente melados e o Sea Shepherd II escapa com documentação das atividades baleeiras e um dramático confronto. O incidente é filmado e transmitido numa produção premiada da BBC intitulada Black Harvest.

Setembro: O Sea Shepherd II volta a Bristol, na Inglaterra, para reparos e manutenção.

Novembro: Ativistas da Sea Shepherd voltam à Islândia e iniciam ação contra a atividade baleeira ilegal. O engenheiro da Sea Shepherd Rod Coronado e David Howitt elaboram o afundamento de dois dos quatro navios da frota baleeira islandesa no porto de Reykjavik. Eles ainda destroem a estação de processamento de baleias de Hvalfjodur. Essa missão acaba com as atividades baleeiras comerciais islandesas pelos próximos 16 anos. O ataque torna-se notícia mundial.

1987:

Maio e Junho: Com o Sea Shepherd II na Inglaterra precisando de reparos, a sociedade precisa de uma embarcação para opor-se à crescente atividade de pesca com redes de arrastão no Pacífico Norte. A Sea Shepherd compra um cercador pesqueiro de atum chamado Bold Venture. A embarcação não é apropriada para a campanha, então a Sociedade consegue trocar o navio por um gaiado pesqueiro de atum chamado The Gratitude, que é rebatizado de Divine Wind e é pronto para a viagem no Pacífico.

Julho e Agosto: O Divine Wind concentra sua atenção nas ilhas Aleutian, no Pacífico Norte, parando em Amchtika e Attu, documentando as “redes fantasmas”. Na viagem de volta, o navio pára nas ilhas de Pribilof, no Alaska, também chamadas de Ilhas das Peles de Focas, para investigar a situação da caça às focas ao norte. A expedição descobre e remove milhas e milhas de redes de caça.

1988:

Janeiro: Capitão Watson, a ativista Dra. Joanna Forwell e o diretor da Sea Shepherd sueca Sten Borg viajam para a Islândia. Capitão Watson exige que a Islândia retire as queixas contra ele e a Sea Shepherd por afundar metade da frota baleeira islandesa, ao qual a Islândia nega-se. Capitão Watson então anuncia à mídia islandesa que as ações dos agentes da Sea Shepherd são justificadas como legítima política de ação porque a Islândia recusou-se a sanar o problema da caça ilegal de baleias, prestando queixa contra a Sea Shepherd por sabotagem. A Sea Shepherd então anuncia que quaisquer acusações criminais contra a Sea Shepherd não eram legítimas porque a Sea Shepherd não recebeu nenhuma condenação.

Março: Um agente da Sea Shepherd documenta a matança de golfinhos por um pesqueiro americano chamado Sea King. A Sea Shepherd Conservation Society concede o uso dessa filmagem a Sam LaBudde, do Instituto Earth Island . A filmagem da Sea Shepherd é exibida a bordo de um cercador de atum, juntamente com um filme de LaBudde. O filme da Sea Shepherd, editado por Peter Brown, é lançado e escandaliza a indústria do atum, contribuindo para o banimento da carnificina de golfinhos pela indústria do atum americana.

Novembro: O Divine Wind é vendido e a Sea Shepherd usa os fundos para melhoramentos no Sea Shepherd II.

1989:

Julho: Após receber reparos na Holanda e Inglaterra, o Sea Shepherd II cruza o Atlântico rumo à Key West, na Flórida, para levar equipe e suprimentos para o Canal do Panamá e Puntarenas, na Costa Risca. Em Puntarenas, o Sea Shepherd II intercepta dois cercadores de atum venezuelanos. As embarcações são impedidos de partir enquanto não permitem que o Capitão Watson e seus oficiais inspecionem o arquivo oficial do navio e o local de estoque de peixes, à procura de evidências de morte de golfinhos. Somado à evidência obtida, o arquivo do cercador Pan Pacific revela as localidades de atividade pesqueira onde houve matança de golfinhos.

Agosto: O Sea Shepherd II intercepta e persegue vários navios pesqueiros de atum para longe de grupamentos de golfinhos no leste tropical do Pacífico.

1990:

Março: A Sea Shepherd Conservation Society reúne-se para uma consulta com um biólogo marinho e um físico para encontrar um método para afundamento de redes de arrastão sem impactos ambientais . Um método eficaz é encontrado, testado e preparado.

Janeiro/ julho: O Sea Shepherd II é preparado para a campanha no Pacífico Norte à caça de redes de arrastão. Em junho, as engrenagens do navio são sabotadas e a campanha é atrasada por quase dois meses.

Agosto: O Sea Shepherd II parte de Seattle em busca de frotas de redes de arrastão no Pacífico Norte. Uma frota japonesa é encontrada a 1400 milhas da Costa Norte do Hawaii. O Sea Shepherd II atropela duas embarcações de rede japonesas e afunda cerca de 60 milhas de redes. O prejuízo japonês excede 2 milhões de dólares. O vídeo-documentário da ação da Sea Shepherd é exibido pelo mundo todo, incluindo a televisão japonesa. A resposta oficial japonesa foi de que “nada aconteceu”.

1991:

Janeiro: O Sea Shepherd II parte de San Diego rumo à Key West, na Flórida, através do Canal do Panamá. Na Guatemala, o Sea Shepherd II descobre o cercador de atum mexicano Tungui com suas redes na água e golfinhos lutando para libertar-se. Apesar da escuridão da noite, Capitão Watson ordena que os mexicanos libertem os golfinhos. Quando eles se recusam, ele atropela e danifica o cercador, ligando uma mangueira de alta-pressão nas hélices do navio. Os golfinhos são então libertados. A Guatemala agradece oficialmente a Sea Shepherd pela intervenção.

Julho: O Sea Shepherd II parte de Trindad em busca de redes de arrastão chinesas. Perto de Barbados, um barco de rede chinês é descoberto. Os chineses tentam intimidar o Sea Shepherd II colidindo com ele, atingindo seu lado direito superior. Capitão Watson então responde por fazer o mesmo com o navio da rede, atropelando-o no meio.

Em Trindad, a equipe da Sea Shepherd é recebida maravilhosamente pela sua Guarda Costeira, sendo feita sua aliada oficial.

A Sea Shepherd torna-se um auxílio oficial à Guarda Costeira de Trinidad & Tobago, colaborando na investigação e exposição da propina que os oficias do governo de Trinidad recebem da indústria da pesca de Taiwan. A Sea Shepherd convoca uma conferência de imprensa e expõe a situação das propinas de Taiwan ao governo de Trinidad em troca de subsídio de combustível e não-interferência na caça marinha em Trinidad & Tobago. Os políticos subornados são presos. A Sea Shepherd doa e entrega quatro rifles à Guarda Costeira para ajudá-los no policiamento da costa contra as redes de arrastão ilegais.

Novembro: Sea Shepherd compra o antigo navio de patrulha da Guarda Costeira americana Cape Knox. A embarcação é rebatizada de Edward Abbey em homenagem ao escritor amigo de Capitão Watson e membro do Conselho da Sea Shepherd. O navio é comprado em Charleston, na Carolina do Sul e levado à Northfolk, na Virgínia, para receber as devidas mudanças.

Dezembro: O Sea Shepherd III parte das Bahamas com uma equipe que inclui 14 membros da nação Gitk’san Wet’su’e’tem , de British Columbia. Para a viagem, o nome do navio é mudado para Aligat, que significa Guerreiro. Capitão Watson funda a campanha pessoalmente, cujo objetivo é interceptar a viagem Quinquencenária do Nina, Pinta e Santa Maria. No caminho, a equipe pára na ilha de San Salvador para reportar isso às First Nations. As caravelas Columbus são encontradas aproximando-se de Porto Rico. O Santa Maria é detido até que o Cônsul espanhol em Porto Rico assine uma carta de desculpas por quinhentos anos de injustiça aos povos indígenas das Américas.

20 de dezembro: A Assembléia Geral da ONU aprova a Resolução 46/215 banindo a pesca de arrastão por todo o mundo a partir de janeiro de 1993.

1992:

Fevereiro: O Sea Shepherd II e o Edward Abbey partem de Key West, Flórida, pelo Canal do Panamá rumo às ilhas Cocos, na costa da Costa Rica. Ao chegarem à ilha, diversos caçadores são descobertos. O Sea Shepherd II, sob o comando do capitão John Huntermer, e o Edward Abbey, sob o comando de Capitão Watson, atacam os caçadores com canhões de água, de tortas, bombas de fedor e armas de paintball. Um vídeo dos caçadores é enviado às autoridades na Costa Rica.

Março: O Sea Shepherd II e o Edward Abbey intervêm contra cercadores de atum que estavam matando golfinhos Pacífico Leste Tropical e os expulsam da área. O Edward Abbey é levado a Acapulco para reparos. Devido ao ataque ao cercador de atum mexicano Tungui no ano anterior , as autoridades mexicanas deveriam tomar o navio em custódia. Por isso, Capitão Watson entra não – declaradamente em um domingo. Os reparos são finalizados nos próximos três dias sem que as autoridades mexicanas desconfiassem de nada. Ao ser finalmente descoberto, o Edward Abbey parte rapidamente, sem que pudesse ser alcançado pelos navios de perseguição das autoridades mexicanas.

Maio: Um membro da equipe da Sea Shepherd descobre o navio de arrastão ilegal Jiang Hai em Kaohsiung, Taiwan. O navio é afundado no porto por violar a resolução da ONU que bane a pesca de arrastão.

Junho: Capitão Watson vem à Eco-92. Informa à mídia escandinava que a Sea Shepherd vai detectar e interferir em qualquer operação baleeira de qualquer nacionalidade que não obedeça às normas da Comissão Internacional Baleeira (IWC).

Julho: O Sea Shepherd III e o Edward Abbey partem de Santa Cruz, Califórnia, rumo ao Pacífico Norte. Ambos navios detectam uma frota de arrastão japonesa na Costa Norte do Hawaii. Os membros das equipes cortam e confiscam as redes, atropelam um dos navios e expulsam os outros da área. As redes abandonadas são confiscadas. O governo japonês faz uma reclamação oficial aos EUA. De volta aos EUA, o Edward Abbey é interceptado pela Guarda Costeira. Capitão Watson então recebe a investigação e entrega aos oficias o vídeo com registro completo da operação. O Japão então retira as queixas oficiais.

Setembro: O Sea Shepherd II é aposentado em Uclulet, em Vancouver. Depois de 12 anos de serviço, o navio tem muitos problemas mecânicos e estruturais, tornando-se muito custosa sua manutenção. Não se aposenta tranquilamente, porém. Ele torna-se um centro de debate depois que a Associação de Pilotagem do Canadá tenta extorquir multas excessivas para assediar a Sea Shepherd. Capitão Watson então despe o navio de todo o equipamento de valor e o vende.

Setembro: A equipe da Sea Shepherd continua a monitorar e documentar a pesca ilegal de arrastão em Kaohsiung, Taiwan. A Sea Shepherd descobre que 43 novas embarcações estão sendo adaptados com 65.000 milhas de redes. A documentação é encaminhada aos EUA como prova.

Outubro: O governo dos EUA aprova a lei H.R. 2152 que autoriza os EUA a intervir contra o arrastão em alto mar.

Novembro: A Sea Shepherd adquire uma embarcação de arrastão construída no Japão e registrada em Taiwan de um vendedor americano em Honolulu, no Hawaii. A finalidade da compra é usar o navio como espião em frotas de arrasto.

26 de dezembro: Depois de meses de observação, Capitão Watson conduz um time ao norte da Noruega em busca de navios baleeiros noruegueses ilegais. Dwight Worker orquestra o afundamento do baleeiro norueguês Nybraena

1993:

Janeiro: A Sea Shepherd desafia o governo norueguês a processá-los pelo afundamento do Nybraena. A Noruega recusa-se a responder.

O livro de Paul Watson, Earthforce! An Earth Warrior’s Guide to Strategy (Earthforce! Um guia de estratégia de um guerreiro pela Terra) é publicado.

Março: A Sea Shepherd documenta matança ilegal de baleias Orca no Mar de Bering pela embarcação pesqueira de registro americano Northern Hawk. O documento é recusado pelas autoridades americanas.

O Edward Abbey é re-registrado como uma embarcação de pesquisa canadense e batizado de Sirenian.

Abril: O Sirenian viaja para Clayoquot Sound, na ilha de Vancouver, para dar início a um controverso verão de protesto contra o desmatamento do magnífico vale de Clayoquot.

Maio: Capitão Watson adquire um aposentado navio de gelo da Guarda Costeira canadense Thomas Carleton, em Halifax, Nova Escócia, rebatizado de Cleveland Amory. O navio necessita de três meses para fazer-se pronto para o mar.

Julho: O Cleveland Amory parte de Halifax rumo a Grand Banks, em Newfoundland, objetivanto obstruir práticas ilegais de pesca. Ao chegar, o Cleveland Amory depara-se com embarcações do governo canadense e policias. Capitão Watson está totalmente consciente de que ele e sua equipe estão sob vigilância quando ele ordena que o arrastador cubano Rio Las Casas retire suas redes e volte a Havana. O cubano é informado pelo Departamento Canadense de Pesca que o Cleveland Amory não tem autoridade para dar tal ordem. Capitão Watson então reage parando ao lado da embarcação cubana e instruindo sua equipe a bombardeá-los com bombas de fedor. Capitão Watson então corta a rede de arrasto. Os cubanos então retiram-se de Banks. A Real Polícia Montada do Canadá dá voz de prisão ao Capitão Watson, que ignora a ordem e ruma ao norte de Banks, de onde ele expulsa uma embarcação de arrastão espanhola. A controvérsia política resulta em 10 embarcações cubanas deixando Banks de volta para casa. Seus prejuízos excedem 35 milhões de dólares. A Polícia Montada então custodia o Cleveland Amory e prende Capitão Watson fora do limite de 200 milhas. Capitão Watson é acusado de três crimes e o Cleveland Amory é levado a St. John’s Newfoundland sob guarda.

Agosto: Visando evitar os transtornos e os obstáculos burocráticos envolvidos na liberação do Cleveland Amory, Capitão Watson vende o navio a um comprador privado. Dessa maneira, a Sea Shepherd livra-se de pagar $30.000 em multas impostas pelo governo canadense e termina com mais dinheiro do que quando investiu.

1994:

Janeiro: Uma equipe da Sea Shepherd afundanda, abrindo um buraco, o ilegalmente operado navio norueguês Senet, ao sul da Noruega. A investigação do afundamento revelou às autoridades norueguesas que o navio havia acabado de voltar do contrabando de uma nova engrenagem da Dinamarca. Não foram prestadas queixas contra a Sea Shepherd pelo afundamento, o dono do navio recebe uma multa por contrabandear.

O livro de Paul Watson Ocean Warrior, My Battle to End the Illegal Slaughter on the High Seas (Guerreiro dos Oceanos, minha batalha para acabar com o fim da matança ilegal em alto mar.) é publicado.

O escritório da Sea Shepherd em Santa Mônica, Califórnia, é danificado pelo terremoto Northridge.

Março: A Sea Shepherd adquire o navio britânico Switzer Mercator e rebatiza-o de Whales Forever. O navio é levado à Holanda para reparos e adequação.

A Sea Shepherd propõe a criação de uma indústria que pode substituir a letal e cruel caça às focas. Capitão Watson lidera uma expedição ás gélidas águas das Ilhas Madalena e, com sucesso, prova as praticidade da criação de uma indústria alternativa, não-letal, que empregaria as focas por usar seus pêlos quando caídos de suas mudas, podendo ser usados na confecção de peças de roupa, como suéteres, ou como enchimento para sacos de dormir e roupa de cama, uma alternativa ao edredom. Capitão Watson recruta dois caçadores locais para participar da coleta de pêlos.

Junho: O navio Whale Forever, da Sea Shepherd, recebe dois ataques de sabotagem, ambos maliciosos. O primeiro causa pequenos danos, já o segundo causa, deliberadamente, uma explosão e um incêndio na casa de máquinas do navio, o que causa danos substanciais, que levam um mês para serem reparados.

Julho: O Whales Forever parte da Holanda para confrontar operações baleeiras ilegais na costa norte da Noruega. A viagem provoca extensiva cobertura da mídia na Europa. A embarcação norueguesa Andenes intercepta o Whales Forever. A tripulação do Andenes tenta atingir a equipe do Whales Forever, mas o Capitão Watson os supera todas as vezes. Frustrado, o capitão do Andenes calcula mal seu próximo movimento e atropela o Whales Forever. O impacto arrebenta seu tanque de gasolina e amassa sua traseira, provocando o derramamento de centenas de galões de gasolina no deck do navio e ensopando três membros da equipe. A equipe da Sea Shepherd apressa-se em tentar conter o vazamento de gasolina e evitar uma explosão. Apesar do Andenes disparar duas vezes contra o Whales Forever com seu canhão de bordo, o Whales Forever , com sucesso, conseguiu não ser custodeado pela Marinha Norueguesa e retorna às Ilhas Escocesas de Shetland.

Setembro: O Whales Forever completa com sucesso uma viagem de levantamento de fundos pela Alemanha e recebe extensiva cobertura da mídia às baleias. Capitão Watson debate com o Embaixador da Noruega na televisão alemã. O Whales Forever recebe reparos em Bremerhaven e descobre-se que ele recebeu extensivos danos pela Marinha Norueguesa.

Outubro: O Whales Forever cruza o Atlântico rumo à Bermuda e Flórida, onde Capitão Watson vende o navio por mais que a Sea Shepherd havia pago. Os fundos são guardados para a compra de um novo navio.

1995:

Janeiro: O Serviço Nacional de Pesca Marinha anuncia sua decisão de exterminar os leões marinhos californianos que freqüentam o Ballard Locks, em Seattle, Washington, para criação de trutas. A Sea Shepherd negocia um acordo com a cidade de São Francisco que vai permitir que os leões sem lar habitem a Baía de São Francisco. A Sea Shepherd apresenta ainda um plano de construir uma barreira hidráulica para prevenir leões marinhos de avançar o compartimento dos peixes em Ballard Locks.

Março: A empresa de roupa de cama alemã Kirchhoff Bettwarenfabrik demonstra à Sea Shepherd interesse em comercializar produtos provenientes de filhotes de focas Harp livres de crueldade. O ator/ativista Martin Sheen concorda em apoiar a Sea Shepherd em seus esforços pela conservação das focas. Juntamente com Capitão Watson e uma equipe, eles viajam para o Golfo de São Lourenço. Antes que eles pudessem chegar até as focas nas águas gélidas, um grupo de caçadores de focas enfurecidos invade o hotel nas Ilhas Madalena onde eles estavam hospedados. Eles arrombam portas para entrar no quarto do Capitão Watson e o espancam. A polícia só intervêm para expulsar Capitão Watson da ilha. A campanha recebe cobertura internacional da mídia.

Julho: A embarcação da Sea Shepherd Sirenian vai à Columbia Britânica, no Canadá, para documentar a abertura de temporada de pesca do salmão, a escassez do peixe e a disputa entre a pesca comercial, esportiva e nativa sobre quem seria responsável pela escassez do peixe. A Real Polícia Montada Canadense seguiu o Sirenian com dois catamarans durante toda a campanha. Capitão Watson avisa que o salmão Coho está em iminente risco de extinção e clama por um fim imediato à pesca deles. O governo canadense declara uma moratória de pesca na Columbia Britânica, mas a retira depois de ser pressionado pela indústria pesqueira.

Agosto: A tribo indígena Makah, da Baía de Neah, em Washington, reclama o direito de caçar baleias Cinza Californianas baseadas em um tratado de 1855, que eles queriam que fosse reconsiderado em nome de “valores culturais e espirituais.” Os Makah ainda disseram que eles acreditavam ter o direito sobre a caça comercial de baleias. Mais de doze tribos na costa da Columbia Britânica acertaram que eles iriam requerer uma extensão de seus direitos de pesca incluindo as baleias, caso a petição dos Makah fosse aprovada. Graças a duas visitas do Sirenian a Baía de Neah, à presença constante da Sea Shepherd, à campanha da mídia e ao trabalho com o congressista Jack Metcalf, o governo dos EUA retira o apoio à petição formal dos Makah antes da reunião da Comissão Baleeira Internacional, na Escócia.

Agentes de campo da Sea Shepherd encontram-se com representantes do governo irlandês e apresenta razões proibitivas para a pesca de arrastão em águas irlandesas. O governo irlandês então concorda e decreta o fim da pesca de arrastão na Irlanda.

Setembro: Capitão Watson é posto em julgamento na Suprema Corte de Newfoundland, respondendo a três acusações criminais feitas pelo governo em retaliação à campanha de 1993 em Grand Banks. Diante de um juiz e um júri, Capitão Watson cita o World Chart for Nature como sua autoridade para intervir. O júri aceita o argumento e seus crimes recebem justificativa legal. Ele é condenado pela menor acusação, por jogar bombas de fedor, sendo sentenciado a trinta dias. Apela e é libertado uma semana depois.

Outubro: Paul Watson é votado para receber o Prêmio Eugene Rogers de 1995 pelas Nações Unidas do Canadá pelo seu trabalho em defesa dos salmões em Columbia Britânica. O prêmio é negado depois que a Sociedade do Canadá Oriental de Vida Selvagem protesta contra. Capitão Watson responde que “Me parece que nós não perdemos nossa capacidade de gerar controvérsia. É difícil receber um prêmio quando você realmente está fazendo algo que mereça um.”.

1996:

Março: Sea Shepherd volta ao Golfo de São Lourenço acompanhada dos diretores da Kirchhoff Bettwarenfabrik, um ano depois do tumulto com as focas. O pêlo de filhotes de focas Harp é coletado com sucesso sem incidentes. A empresa planeja contratar pessoas para coletar pêlo suficiente para comercializar a produção em 1997.

Canadá mata 250.000 focas.

Julho: Sea Shepherd adquire um arrastador de registro britânico construido na Noruega, o Skandi Ocean. O navio é rebatizado de Sea Shepherd III e começa a ser adaptado e reformado em Edimburgo, na Escócia.

Dezembro: O Ministro da Pesca da Inglaterra contrata a equipe da Sea Shepherd para guardar seus barcos de patrulha durante os feriados.

1997:

Março: O Sea Shepherd III faz um test-drive da Escócia à Bremerhaven, na Alemanha, onde recebe mais reparos.

Capitão Watson é preso em Bremerhaven pela polícia alemã, numa operação da Interpol norueguesa. Ele é detido por um dia e solto pelo promotor de Bremen, que decreta que as prisões contém informação contraditória. Capitão Watson é livre para viajar pela Alemanha.

Abril/ junho: Preocupado que o mandado de prisão norueguês possa impossibilitar sua viagem pela Europa, capitão Watson entrega-se na Holanda, dia 02 de abril. A prisão ordenada pela Noruega estabelece que o Capitão Watson cumpra tempo de pena pelo afundamento do baleeiro ilegal Nybraena em 1992. Uma tempestade de protestos internacionais segue, incluindo protestos nas embaixadas da Noruega e Alemanha. Depois de uma audiência, o pedido de extradição da Noruega é negado e Watson é libertado depois de 90 dias na prisão.

Setembro: O diretor da Sea Shepherd do Pacífico Norte Michael Kundu vai à Sibéria com uma equipe da mídia para documentar a matança ilegal de baleias por nativos siberianos. Apesar de sua vida ser ameaçada, ele volta para reportar-se à reunião da IWC em Mônaco. A equipe de filmagem traz de volta provas da caça comercial ilegal de baleias, incluindo filmagens de baleias estripadas sendo processadas em comida em comida para fazenda de criação de peles de raposa. A Rússia continua a defender a matança como caça de “subsistência” , livra da moratória da baleia.

Outubro: O Sea Shepherd III faz sua viagem de estréia ao Mediterrâneo, anunciando a intenção da Sociedade de intervir contra a constante pesca de arrastão que lá acontece. Os arrastadores italianos, principais praticantes, imediatamente anunciam que eles darão um fim à prática. O Sea Shepherd III traz o Congressista Jack Metcalf e uma delegação de anciãos da tribo Makah para a reunião da IWC em Mônaco para representar a oposição ao pedido dos Makah de permissão para caça de baleias Cinza.

1997:

Março: O Sea Shepherd III faz um test-drive da Escócia à Bremerhaven, na Alemanha, onde recebe mais reparos.

Capitão Watson é preso em Bremerhaven pela polícia alemã, numa operação da Interpol norueguesa. Ele é detido por um dia e solto pelo promotor de Bremen, que decreta que as prisões contém informação contraditória. Capitão Watson é livre para viajar pela Alemanha.

Abril/ junho: Preocupado que o mandado de prisão norueguês possa impossibilitar sua viagem pela Europa, capitão Watson entrega-se na Holanda, dia 02 de abril. A prisão ordenada pela Noruega estabelece que o Capitão Watson cumpra tempo de pena pelo afundamento do baleeiro ilegal Nybraena em 1992. Uma tempestade de protestos internacionais segue, incluindo protestos nas embaixadas da Noruega e Alemanha. Depois de uma audiência, o pedido de extradição da Noruega é negado e Watson é libertado depois de 90 dias na prisão.

Setembro: O diretor da Sea Shepherd do Pacífico Norte Michael Kundu vai à Sibéria com uma equipe da mídia para documentar a matança ilegal de baleias por nativos siberianos. Apesar de sua vida ser ameaçada, ele volta para reportar-se à reunião da IWC em Mônaco. A equipe de filmagem traz de volta provas da caça comercial ilegal de baleias, incluindo filmagens de baleias estripadas sendo processadas em comida em comida para fazenda de criação de peles de raposa. A Rússia continua a defender a matança como caça de “subsistência” , livra da moratória da baleia.

Outubro: O Sea Shepherd III faz sua viagem de estréia ao Mediterrâneo, anunciando a intenção da Sociedade de intervir contra a constante pesca de arrastão que lá acontece. Os arrastadores italianos, principais praticantes, imediatamente anunciam que eles darão um fim à prática. O Sea Shepherd III traz o Congressista Jack Metcalf e uma delegação de anciãos da tribo Makah para a reunião da IWC em Mônaco para representar a oposição ao pedido dos Makah de permissão para caça de baleias Cinza. O Sea Shepherd III ganha um espaço de graça no Porto de Monte Carlo e o Príncipe Albert presenteia Capitão Watson com um convite para a recepção oficial das delegações da IWC. Quando Capitão Watson chega à recepção, os islandeses, noruegueses, japoneses e caribenhos deixam a cerimônia, em protesto.

Novembro/dezembro: O Sea Shepherd III parte da França, parando em Gibraltar e Madeira rumo à Key West, na Flórida. No caminho entre Gibraltar e Madeira, o navio passa por um furacão, sem maiores danos.

1998:

Janeiro: O Sea Shepherd III dirigi-se a Wilmington, na Carolina do Norte, para preparar o navio para a campanha de proteção às focas Harp no Golfo de São Lourenço, no Canadá.

A Sea Shepherd participa de um grande evento de caridade em Anchorage, Alaska, apresentado por Pierce Brosnan que conta com a presença de diversas celebridades como Willian Shatner, Alexandra Paul, Michelle Yeoh, e John Paul e Eloise DeJoria.

Março: Com a mortandade de focas caçadas aumentando a um número de ameaça à extinção, 500.000 por ano, o governo canadense continua a obstruir as permissões necessárias para iniciar a indústria não-letal das focas, baseada em colher os pêlos de muda dos filhotes de focas Harp. Independentemente disso, o Sea Shepherd III viaja ao Golfo de São Lourenço, a primeira embarcação de conservação presente na matança canadense anual de vida selvagem animal desde 1983. O navio traz jornalistas internacionais à caçada, expulsando os caçadores do principal berçário de focas. Celebridades convidadas à caçada incluem Farlei Mowat , John Paul DeJoria e sua filha Alexis, e Bronwen Booth, a filha da Primeira-Dama inglesa Shirley Blair. Brigitte Bardot havia confirmado presença, porém seu avião quebrou a caminho.

Capitão Watson é premiado com o Genesis Award for Lifetime Achievement em Los Angeles, Califórnia. O prêmio é apresentado por Pierce Brosnan e Martin Sheen.

Setembro/ novembro: Com as indústrias baleeiras da Noruega e Japão prometendo futuro comércio lucrativo, a tribo indígena Makah reclama o direito de caçar baleias baseada num tratado de 1855 com os EUA, em contravenção com a lei de conservação subseqüente. Para evitar um processo, os EUA corroboram com a perpetração da falsidade, os Makah recebem a garantia de exceção à moratória mundial das atividades baleeiras e são autorizados a assassinar baleias Cinza por motivos “culturais. Devido ao fato dessa concessão poder dar a cada nação uma nova categoria de atividade baleeira, a Sea Shepherd manda dois navios à baía de Neah, em Washignton, onde a eles juntam-se cidadãos locais e outros ativistas anti- baleeiros. Apesar da violência, prisões e assédio do governo, a coalizão de ativistas protege as baleias locais e obtém sucesso em focar atenção suficiente da mídia à caça para fazer os Makah desistirem sem matar nenhuma baleia.

Outubro: O Depto. Canadense de Pesca e Oceanos introduz as Propostas de Revisão Regulatória concernindo a caça às focas . Há uma adição à proposta não-letal da Sea Shepherd sobra a colheita de pêlos de filhotes de focas Harp ao anexo das regulações da caça canadense de focas. A alternativa da Sea Shepherd ganha declarações oficiais de apoio de grupos da indústria de pesca canadense, de conservação, de direitos dos animais e organizações acadêmicas, além das províncias de New Brunswick e Nova Escócia.

1999:

Fevereiro: A Sea Shepherd financia um programa de pesquisa com o especialista em esturjoões Dr. Vadim Birstein e a Sociedade do Esturjão que determina a extensão do comércio ilegal de caviar russo e seus efeitos do esturjão em perigo no Mar Cáspio.

Março: Um voluntário da Sea Shepherd persuade os maiores mergulhadores de La Paz, México, um local de base para os tubarões Baleia, a adaptar uma política de não-assédio para todos os turistas e mergulhadores visando proteger os tubarões que alimentam-se em Baja todo verão. Turistas não são mais permitidos a tocar, agarrar ou cavalgar nos tubarões de La Paz.

Dia 20: Capitão Watson recebe o Earth Trustee, premiação ambiental numa cerimônia do Dia da Natureza da ONU no U.N. Plaza.

Abril: A Sea Shepherd alemã persuade a Aldi’s, uma das maiores distribuidoras alimentícias na Europa, a rescindir seu contrato com as ilhas Faeroe, até que eles concordem em acabar com a matança de baleias Piloto em nome da “tradição”.

Maio: O tripulante veterano da Sea Shepherd, Daniel Vairo e seu primo Alexandre Castro, fundam o Instituto Sea Shepherd Brasil no Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Maio: A Sea Shepherd volta a baía de Neah, em Washington, com o Sirenian, quando as baleias Cinza voltam ao Mar de Bering na sua migração ao norte. Devido às numerosas prisões de nossos ativistas e apreensões de embarcações pela Guarda Costeira americana, os Makah conseguem matar uma baleia em 19 de maio. A Sea Shepherd continua a trabalhar com grupos de cidadãos para persuadir a administração americana a retirar a permissão dos Makah quanto às baleias, modificando a cláusula baleeira no Tratado de Makah e fazer com q a IWC formalmente vote na falta de qualificação dos Makah.

2000:

Janeiro: Um cano da Petrobrás rompe perto do Rio de Janeiro e derrama mais de 300.000 galões de óleo cru na Baía de Guanabara. Voluntários da Sea Shepherd coordenam a operação de resgate de vida animal atingida. O governo do Rio Grande do Sul contrata a Sea Shepherd Brasil para desenvolver um plano de resgate a animais atingidos por derramamento de óleo.

Fevereiro: O Sea Shepherd III perde o registro de Belize quando Capitão Watson recusa-se a pagar propina para os oficiais de Belize. O navio é re-registrado sob as Ilhas Cayman e rebatizado de Ocean Warrior.

Março: O Ocean Warrior vai às Ilhas Galápago. Sea Shepherd inicia negociações com as autoridades da ilha visando a providência de embarcações de conservação e de equipe para patrulhas de conservação para que possa haver maior proteção para o biologicamente singular Parque Nacional de Galápagos. O Ocean Warrior então transita pelo Canal do Panamá rumo a Miami, Flórida.

Abril: Paul Watson assina um tratado com o estado do Rio Grande do Sul dando ao ISSB autoridade para conduzir patrulhas anti caça-animal pelo litoral sul. Capitão Watson acompanha o presidente da ISSB Alexander Castro no primeiro vôo de patrulha na costa.

Junho: A Sea Shepherd junta-se à coalizão de apoio ao estabelecimento da Área de Proteção Ambiental Internacional (Ocean Wilderness) do Golfo de Maine. A área protege uma parte singular da herança ecológica da América do Norte, começando por 12 milhas em alto mar e estendendo-se ao fim da Zona Exclusiva de Comércio de 200 milhas, incorporando 10 milhas de cada lado das fronteiras do Canadá e EUA. Com essa extensão, uma grande variedade de habitats e vida marinha pode ser protegida.

2001:

Janeiro: O petroleiro Jéssica passa pela ilha de São Cristóvão em Galápagos, derramando 160.000 galões de óleo diesel e 80.000 galões de combustível fóssil . O Sirenian é o primeiro navio a estar presente na cena, e passa três semanas ajudando o Parque Nacional de Galápagos e um grupo especial da Guarda Costeira americana a limpar o óleo e resgatar a vida animal atingida.

Fevereiro: Sea Shepherd testemunha em uma audiência pública em Seattle, Washington, na Estimativa Ambiental (EA) da caça às baleias dos Makah, pelo governo americano, e entrega comentários ao Serviço Nacional de Pesca, encontrando o processo explanando que a EA foi deficiente e a favor da caça, então o lançamento da EA final é adiado.

Março: A embarcação de patrulha da Sea Shepherd Sirenian apreende quatro palangres presos na Reserva Marinha de Galápagos. Incidentes de caça começam a diminuir nas áreas patrulhadas pelo Sirenian.
O Sirenian assegura provas de corrupção na Marinha Equatoriana e expõe-nas ao público.

Julho: Durante a reunião anual da IWC , o Ocean Warrior viaja a Sta. Lucia, nas ilhas Caribenhas e filma um pescador descarregando uma baleia assassinada no mesmo dia em que o governo nega oficialmente que Sta. Lucia caça baleias. A Sea Shepherd coordena uma campanha internacional via e-mail contra as nações caribenhas votando com o Japão na IWC em troca de “insumos de pescaria”. Sta. Lucia então recebe mais de 400 cancelamentos de reservas turísticas, como conseqüência.

Julho/ agosto: A equipe do Ocean Warrior patrulha praias de ninhadas de tartarugas marinhas ameaçadas em Tobago e apóia um grupo de conservação local no pedido de leis mais rígidas concernindo a conservação das tartarugas marinhas.

O Sirenian apreende mais dois barcos comerciais de nadadeiras de tubarão na Reserva Marinha de Galápagos e fecha um campo de caça de pepino-do-mar. Sea Shepherd oferece uma recompensa pela prisão dos responsáveis pela mutilação sexual assassina de 15 leões-do-mar de Galápagos. Os pescadores são identificados, mas voam para terra.

Agosto: O Ocean Warrior apreende o grande palangre equatoriano San Jose caçando nas ilhas Coco, na Costa Rica, confisca suas 30 milhas de corda e suas caças ilegais, tubarões, tartarugas, veleiros e golfinhos.

O Ocean Warrior pára nos Galápagos para suprimentos para o Sirenian. Devido à exposição da corrupção da Marinha em março, a Marinha Equatoriana coloca o Ocean Warrior sob guarda e ordena que o navio deixa Galápagos, levando o diretor da Sea Shepherd – Galápagos Sean O’Hearn . Sean recusa-se a partir e é preso pela Marinha. O prefeito de Puerto Ayora liberta Sean, que vai para o Equador para falar com a mídia e recorrer da decisão de deportação pela Marinha.

Setembro: O Ocean Warrior atraca em Seattle para reparos, adaptação e pintura.

2002:

31 de janeiro: O pelangre equatoriano San Jose que foi detido pelo Ocean Warrior em 2001 é descoberto culpado por pesca ilegal nos limites do Parque Nacional de Reserva Marinha das ilhas Coco. O navio é confiscado pelas Cortes.

O livro de Capitão Watson Sea Wars, Twenty-Five Years on the Front Lines with the Harp Seals.

Fevereiro: O barco de patrulha de Sea Shepherd Sirenian intercepta caçadores no Parque Nacional de Reserva Marinha de Galápagos. A equipe da Sea Shepherd juntamente com a equipe de patrulha do Parque quebram um campo de caça de pepinos-do-mar e libertam 8.850 pepinos.

Março: O Ocean Warrior parte de Seattle, Washington, para a Costa Rica para assinar um tratado com o governo costa riquenho e a Fundação Ilhas Coco, dando à Sea Shepherd autoridade de intervir em operações ilegais de pescaria nas ilhas Coco.

Abril/ maio: O Ocean Warrior pega o pelangre Varadero I caçando em alto mar na Guatemala. Capitão Watson contacta as autoridades guatemaltecas e pede aconselhamento, recebendo permissão de acompanhar o pelangre até San José. A embarcação é ordenada que pare a 20 milhas da linha de pesca e libere todos os tubarões e peixes presos nos ganchos. O Varadero I concorda, mas tenta fugir. O Ocean Warrior ataca com mangueiras de incêndio para forçar o caçador a reclamar. O Varadero I acidentalmente atinge a proa do Ocean Warrior, causando danos a ele mesmo e nada ao nosso navio. Na manhã seguinte, o Ocean Warrior escolta o Varadero I quando o capitão do Porto de São José informa ao Capitão Watson que ele aprisionaria o Ocean Warrior por usar força contra o Varadero I. O proprietário da embarcação costa riquenha havia subornado o capitão do porto. Capitão Watson libera o Varadero I e segue rumo à Costa Rica. Chegando lá, Capitão Watson é acusado de tentativa de homicídio e destruição de propriedade , devido a acusações da equipe do Varadero I . Capitão Watson apresenta a filmagem do confronto com o Varadero I como prova de que não houve violência direcionada à equipe do navio e que o Ocean Warrior agiu sob instruções do governo guatemalteca.

As queixas são retiradas e Capitão Watson é liberado. O Ocean Warrior então segue ao Parque Nacional das Ilhas Coco para entregar a doação de um gerador de energia, um sistema de vigilância de radar e outros equipamentos para os patrulheiros do parque. Dez dias depois, o Ocean Warrior volta e descobre que outro promotor e juiz reabriram o caso sob pressão da indústria de pesca costa riquenha. Não he queixas devido á insuficiência de provas, mas as cortes ordenam que Capitão Watson seja preso e detido indefinidamente sem direito à fiança até que as queixas possam ser feitas. Capitão Watson redargue que não irá concordar com nenhuma voz de prisão ao menos que existam queixas oficiais. Capitão Watson então despista a polícia e volta a seu navio e deixa as águas costa riquenhas rumo à Cidade do Panamá.

19 de abril: Sea Shepherd muda o nome do Ocean Warrior para Farley Mowat em homenagem ao escritor e diretor da Sea Shepherd canadense , a bandeira das ilhas Cayman é substituída por uma canadense. O Farley Mowat reabastece no Panamá e parte em 31 de maio para cooperar com um pedido do Parque Nacional de Galápagos na perseguição ao navio caçador costa riquenho Maria Canella II.

Junho: O Farley Mowat procura o Maria Canella II por 2 semanas, sem sucesso. O navio então ancora na ilha de Santa Cruz, em Galápagos, para entregar suprimentos ao navio patrulheiro da Sea Shepherd Sirenian.

Julho: O Farley Mowat apreende 12 milhas de linha de pesca de pelangre ilegais no Parque Nacional de galápagos e entrega à equipe do Sirenian para voltar ao QG do Parque.

Julho/ agosto: O Farley Mowat cruza o Pacífico Sul de Galápagos para reabastecer no Tahiti rumo à Auckland, Nova Zelândia, para preparar-se para a campanha em oposição à frota baleeira na Antártica

Dezembro: O Farley Mowat parte de Auckland, pára em Hobart e continua rumo à Antártica.

2003:

Janeiro: O Sirenian completa seu terceiro ano de serviço em parceria com o parque Nacional de Galápagos.

O Farley Mowat permanece na Antártica até o fim de janeiro, sem obter sucesso em localizar a frota baleeira japonês, pois os japoneses, sabendo dos planos da Sea Shepherd, mudaram a agenda de suas operações a fim de escapar do Farley Mowat.

Capitão Watson é convidado para uma reunião da Conservação Internacional na República Dominicana para discutir estratégias de proteção do Corredor dos Galápagos.

Março: Capitão Watson lidera uma investigação de helicóptero à caça de focas na costa do Canadá.

Abril: Capitão Watson é eleito o diretor do Sierra Club USA.

O Farley Mowat cruza o Pacífico de Auckland a Victória, British Columbia, numa missão de busca e destruição de pelangres. Centenas de milhas deles foram interceptados e destruídos.

Agosto: A equipe da Sea Shepherd da Nova Zelândia viaja às Ilhas Solomon para documentar a captura ilegal de golfinhos.

Outubro: Uma equipe da Sea Shepherd chega em Taiji, Japão. O documentário da Sea Shepherd da matança de golfinhos é exposto por todo o mundo na primeira página da mídia de jornais e televisão.

Novembro/ dezembro: Allison Lance e Alex Cornelissen mergulham na baía de Taiji para cortar redes para libertar 15 golfinhos esperando pela morte. Ambos são presos e passam 3 semanas na cadeia antes de serem libertados.

2004:

Janeiro: O Sirenian completa seu quarto ano no Parque Nacional de Galápagos.

Março: O Farley Mowat parte de Seattle rumo aos Galápagos.

Abril/ junho: O Farley Mowat patrulha o Parque Nacional dos Galápagos para interceptar caçadores, prende um pelangre costa-riquenho, uma embarcação equatoriana e um cercador meio americano meio equatoriano. A Sea Shepherd libera mais de 10 toneladas de atum presos.

Junho: O Farley Mowat viaja à ilha de Malpelo na costa da Colômbia. A equipe chega a tempo de começar as negociações para assegurar a entrega de um barco de patrulha para o Parque Nacional de Malpelo.

Julho: O Farley Mowat pára em Curacao , nas Antilhas Holandesas, para preparar-se para campanha na costa do Brasil.

Agosto: O Farley Mowat parte para São Luís, Brasil.

Setembro/ outubro: O Farley Mowat patrulha a costa do Brasil. Trabalhando com o ISSB, uma relação de trabalho é desenvolvida com os patrulheiros do Parque Nacional de Fernando de Noronha.

Novembro: O Farley Mowat volta a Curaçao, onde o artista alemão Geert Von Jon pinta um mural de baleia e golfinho no navio em preparação para uma campanha de proteção às focas em 2005 . Uma equipe da Sea Shepherd vai a Taiji, no Japão, para proteger golfinhos e a Sea Shepherd organiza um Dia Internacional de Protesto contra a matança de golfinhos no Japão em 19 de novembro.

Dezembro: O Farley Mowat parte de Curacao para Bermuda para preparação final para a campanha de proteção às focas no Canadá Oriental.

2005:

Fevereiro/ abril: O Farley Mowat parte de Bermuda, reabastece em Portland, Maine, cuida da burocracia em Halifax e entra no Golfo de São Lourenço para intervir contra a matança de filhotes de foca. Uma equipe da Sea Shepherd é atacada violentamente no gelo. Onze membros da equipe são presos e acusados de documentar a matança das focas. A polícia recusa-se a prestar queixas contra os caçadores pelo ataque. O navio então reabastece nas ilhas francesas de St. Pierre et Miquelon e então ruma a Labrador , ineditamente para um navio, para se opor à matança das focas. A equipe batalha fortemente e assedia caçadores.

Abril: A equipe do Farley Mowat lança 16 cortadores de rede ao sul de Grand Banks em Newfoundland para impedir operações de arrastão. O navio então volta a Bermuda.

Junho/ julho: O Farley Mowat atraca em Jacksonville, Florida, para reparos de danos sofridos durante a campanha das focas.

Julho: O Farley Mowat transita pelo Canal do Panamá e lança suprimentos aos patrulheiros do Parque Nacional da Ilha Malpelo.

Agosto/ setembro: O Farley Mowat lança suprimentos para o Sirenian em Galápagos. A Sea Shepherd abre um escritório permanente em Galápagos e estende um tratado com o Parque Nacional de Galápagos (GNP) para ajudar nas patrulhas do Parque Nacional de Reserva Marinha de Galápagos.

Outubro/ novembro: O Farley Mowat cruza o Pacífico Sul rumo à Melbourne, Austrália. O navio busca e confisca rotas ilegais de pelangre. A equipe inspeciona a remota ilha de Henderson em busca de evidências de atividade ilegal de pesca e pára na ilha de Pitcairn. Depois de reabastecer o navio na Nova Zelândia, ele continua rumo à Melbourne.

Dezembro: O Farley Mowat parte de Melbourne e busca um helicóptero adquirido pela Sea Shepherd.

O navio então ruma ao sul em busca da frota japonesa, encontrada em 22 de dezembro, fugindo depois que a Sea Shepherd se aproxima. Em 25 de dezembro, o Farley Mowat intercepta a rota do navio fábrica Nisshin Maru e tenta confundi-lo. O navio então começa a fugir e mais uma vez o Farley Mowat entra em perseguição.

2006:

Janeiro: O Farley Mowat persegue o Nisshin Maru por 3 mil milhas pela costa antártica. No dia 8 de janeiro, o Farley Mowat mais uma vez aproxima-se do Nisshin Maru e lança bombas de fedor. O navio então pára com suas atividades baleeiras e foge. No dia 9, o Farley Mowat intercepta e atropela a embarcação de suprimentos de frota baleeira Oriental Bluebird. O navio de suprimentos é expulso do Santuário de Baleias da Antártica para não mais retornar.

O Farley Mowat completa 50 dias de viagem cobrindo 8.500 milhas entre Melbourne e a Cidade do Cabo. A frota japonesa saiu da sua rota por 15 dias e foi impedida de atingir sua cota. (Devido à pressões do governo japonês, o Farley Mowat é detido por autoridades sul-africanas.)

Março/ abril: A Sea Shepherd dá uma coletiva de imprensa em Ottawa, Canadá, com Brigitte Bardot em oposição à matança de focas, convencendo a Costco a remover o óleo de foca em cápsulas da sua loja em Newfoundland, criando uma grande controvérsia no Canadá Oriental.

Maio/ junho: O Farley Mowat escapa da Cidade do Cabo, África do Sul, e a equipe é recebida como heróis na chegada a Fremantle, Austrália.

Outubro: A Sea Shepherd adquire o navio de patrulha pesqueiro escocês Westra em Rosyth, Escócia. O navio é rebatizado de Robert Hunter em homenagem ao homem que foi jornalista, co-fundador do Greenpeace, amigo de Capitão Watson e membro do Conselho da Sea Shepherd.

Dezembro: O Robert Hunter parte da Escócia e viaja ao Atlântico Norte e Sul. O Farley Mowat parte de Melbourne, Austrália, rumo a Hobart, Tasmânia.

2007:

Janeiro: O Robert Hunter reabastece em Puntarenas, Chile, então ruma ao Mar de Ross em busca de frota baleeira japonesa. O Farley Mowat parte da Tasmânia ao Mar de Ross sob a mesma missão.

Fevereiro: O Robert Hunter e o Farley Mowat encontra a embarcação japonesa Kaiko Maru perseguindo baleias. O navio do arpão foge para o Norte. Alguns dos navios da frota fogem para o Oeste e o Nisshin Maru para o Leste. A Sea Shepherd acaba com as atividades do Nisshin Maru. Dois membros da equipe da Sea Shepherd ficam temporariamente perdidos quando uma densa neblina aloja-se, e são encontrados 8h depois.

O Robert Hunter volta a Melbourne em 19 de fevereiro e o Farley Mowat volta dia 21.

Março: O filme Sharkwater dirigido por Rob Stewart e co-produzido pela Sea Shepherd estréia nos teatros canadenses para os críticos. O filme usa extensas filmagens feitas quando ele acompanhou a Sea Shepherd na campanha de 2002- Costa Rica/ Galápagos.

Maio/ agosto: O Farley Mowat parte de Melbourne para Bermuda pela ilha Pitcairn, Galápagos e pelo Canal do Panamá. Durante a viagem o navio apreende pelangres ilegais no Parque Nacional de Galápagos e patrulha as costas equatorianas e colombianas atrás de caçadores de nadadeiras de tubarão.

Junho/ julho: O diretor da Sea Shepherd Galápagos Sean O’Hearn lidera patrulha no Equador que apreende 45.000 nadadeiras de tubarão e 92.000 pepinos do mar, prendendo mais de uma dúzia de caçadores e expondo as operações da Máfia da Nadadeira Equatoriana.

Agosto: A prisão dos caçadores com conexões políticas cria um escândalo no Equador e um constrangido presidente Correa ordena a deportação de Sean O’Hearn, mas retira a ordem de última hora, antes de Sean entrar no avião.

Setembro: Capitão Watson entrega o Robert Hunter de Melbourne à Tasmânia para reparos e preparação para a campanha de 2007/2008 de intervenção contra as atividades baleeiras ilegais japonesas.

Outubro: A Sea Shepherd apresenta o 30º aniversário beneficente em Sta. Monica, Califórnia, o Breaking The Ice (Quebrando o Gelo).

A Sea Shepherd trabalha com surfistas de ponta como Kelly Slater e Dave Rastovich em oposição à terrível matança anual de golfinhos em Taiji, Japão.

Dezembro: O Robert Hunter rebatizado de Steve Irwin parte de Melbourne, Austrália, rumo ao Mar de Ross para interceptar e obstruir operações baleeiras ilegais visando assassinar baleias jubarte, fin e piked.

2008:

Janeiro/ março: O Robert Hunter rebatizado de Steve Irwin viaja duas vezes para a costa da Antártica para interromper a matança ilegal de baleias na costa sul japonesa. Dois membros da Sea Shepherd atropelam um navio arpeiro japonês e são detidos por 3 dias e depois libertados. Guardas costeiros japoneses lançam granadas concussórias na equipe da Sea Shepherd. Como resultado, mais de 500 baleias são salvas e a frota japonesa sofre prejuízos.

Fevereiro: AO plano da Planktos Inc. de despejar 100 ton de pó de aço em alto mar de Galápagos é interrompido. A empresa culpa a Sea Shepherd pela sua falência. O plano é condenado pela EPA- USA. A Sea Shepherd assediou a empresa por Galápagos, Bermuda, Miami e Ilhas Canárias. A Planktos estava tentando simular artificialmente o nascimento de plankton para lucrar com créditos de carbono. O esquema não possui nenhuma credibilidade científica.

O Steve Irwin e equipe descobrem, documentam e denunciam as atividades ilegais de pesca de malongra negra na Patagônia dentro de limites da Antártica Australiana.

Março: Sea Shepherd organiza uma unidade K9 em parceria com a Policia Nacional Equatoriana para farejar nadadeiras de tubarão e pepinos-do-mar contrabandeados em portos e aeroportos.

Capitão Paul Watson recebe o prêmio Esteve Irwin Guerreiro da Vida Selvagem do Ano , das mãos de Terri Irwin.

Março/ abril: O Farley Mowat parte de Bermuda rumo às águas congeladas do Golfo de São Lourenço para documentar operações ilegais de caça à focas. Apesar do navio não ter entrado em águas de território canadense, o governo do Canadá manda uma equipe da Swat para apreender o navio e confiscar todos os vídeos e fotos tirados da matança das focas. O cap8itão alemão Alex Cornelissen e o Primeiro-Oficial sueco Peter Hammastedt são presos e acusados por aproximar-se muito de uma caça à focas. Eles são libertados sob a fiança de $10.000. O navio é detido e posto sob guarda armada 24h até o julgamento marcado para abril de 2009. A viagem contribui para o Parlamento Europeu adotar uma proposta de banimento de todos os produtos provenientes do assassinato de focas.

Abril: A Sea Shepherd Brasil ganha batalha legal contra operações de pesca em território nacional. O Tribunal multa as empresas baseado em evidências apresentadas pela Sea Shepherd.

Junho: A Sea Shepherd Reino Unido convence Hakkasan, em Londres, um dos restaurantes mais famosos, a retirar nadadeiras de tubarão do menu.

Julho: O Parlamento Europeu vota a favor de proposta para banir todos os produtos proveniente do assassinato de focas da caça desumana na Europa.

Agosto: Uma equipe da Sea Shepherd, juntamente com a Lush Cosmetics, lança uma campanha mundial de proteção aos tubarões. Capitão Watson e a Lush dão uma coletiva de imprensa em Sydney, Australia, para focar a oposição aos planos em Queensland de abrir uma peixaria especializada em nadadeiras de tubarão.

O filme da biografia de Capitão Watson, chamado Pirate for the Sea, por Ronald Colby, é premiado no Telluride FIlm Festival.

Setembro: Lush Cosmetics e a Sea Shepherd chegam às manchetes internacionais quando a artista performática Alice Newstad é pendurada em ganchos de tubarão na vitrine da loja da Lush, no centro de Londres. A campanha contra o comércio de nadadeiras de tubarão alcança a consciência global.

O filme At the Edge of the World (Na Beira do Mundo) de Tim Gorski e Dan e Craig Stone é premiado no Toronto FIlm Festival . O filme documenta a Operação Leviathan, de 2006/07, de proteção de baleias na Antártica.

A Sea Shepherd pede um fechamento por 20 anos de Grand Banks em Newfoundland para garantir a sobrevivência de espécies de peixe ameaçadas de extinção.

Outubro: A Sea Shepherd Galápagos auxilia a estabelecer uma base flutuante permanente em Darwin e Wolf , guarda contra caçadores nas remotas ilhas do norte.

7 de novembro: O canal Animal Planet começa a transmitir a primeira de sete partes de uma série chamada Whale Wars às 21h.

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