Operação Ondas Limpas no Rio de Janeiro

Em 25 de maio a Sea Shepherd Brasil no Rio de Janeiro fez mais uma ação de limpeza
na praia da Urca. A atividade foi em conjunto com BG500 para a retirada de lixo
flutuante e começar o treinamento de resgate de fauna que se associa ao lixo marinho.

Essas atividades fazem parte da Operação Ondas Limpas que tem como objetivo
principal de livrar o oceano do lixo que produzimos além de resgatar os animais
alojados nele.

 

Algumas espécies de crustáceos resgatados, entre 350 a 400. Indivíduos.
Moluscos em torno de 70, Poliquetas em torno de 60, Planárias menos de 10, 2 peixes

A imagem mostra a estação de triagem e descanso dos animais resgatados. Voluntária fazendo a separação dos organismos seguindo a tabela de compatibilidade entre os animais marinhos mais frequentes.

 

Caixa de entrada de material a ser triado. Maria, uma das crianças que acompanha as ações do BG500.

 

Os dados são alarmantes, mais de 1 milhão de aves e 100 mil animais marinhos morrem todos os anos por ingerir estes resíduos tóxicos numa morte lenta e dolorosa por fome. Mais de 50% das tartarugas marinhas de todos os oceanos já ingeriram plástico e outros detritos despejados por humanos. A chave está na mudança de atitude. Mude seus hábitos!

Pelos oceanos.

Sea Shepherd Brasil

 

3°Ação Coletiva em Prol da Vida Marinha – Vitória – ES

Mais um mutirão do bem marcou a 3°Ação Coletiva em Prol da Vida Marinha. A atividade aconteceu no Domingo de Páscoa, no manguezal de Vitória, especialmente na região de Maria Ortiz. O evento reuniu cerca de 40 voluntários dentre; Ongs Ambientais, Prefeitura de Vitória, Universidade Federal, grupos de Canoa Havaiana, Stand Up e lideranças da comunidade local. Realizado pelo Instituto O Canal e coordenado pela Sea Shepherd, o evento teve início as 8h com um cafe da manhã para os participantes. Logo depois os grupos foram divididos e orientados a iniciarem o processo de coleta do lixo.

 


Nesta edição foram retirados do manguezal e áreas do entorno, cerca de uma tonelada e meia de lixo.

Todo trabalho contou com o apoio de garis e embarcações. Segundo o Ativista Ambiental Sandro Firmino, o intuito do projeto, além de levar conscientização e educação ambiental para as pessoas, é provocar também uma mudança de comportamento. “Acreditamos que temos conseguido provocar efeitos positivos, pois a cada edição novas pessoas nos procuram para colaborar. Isso é muito gratificante, um sinal de que estamos no caminho certo”, concluiu.

 


Outra importante ONG apoiadora do projeto, é o Instituto Últimos Refúgios, responsável por todo registro audiovisual das ações, Leonardo Merçon, fotógrafo de natureza, relatou que em suas experiências de viagens ao redor do mundo, não encontrou ainda uma biodiversidade tão rica quanto a do Espirito Santo, mesmo com todas as agressões à natureza. “Aqui (Espírito Santo) temos uma riqueza imensurável de fauna e flora, tanto marinha, quanto terrestre. Possuímos um dos maiores manguezais de área urbana do mundo. O maior do Brasil! Precisamos preservar e cuidar desse berçário. Sempre quando venho pro mangue fotografar me encanto. Aqui é um lugar de muita riqueza natural, ótimo para observação de aves, por exemplo.”, relatou Merçon, que destaca o registro que fez no dia da ação. Registrou a Águia-pescadora com um grande peixe em suas garras e dos lindos Colhereiros.

Rafael Braga, representante das instituições Vida de Ilha, Projeto Pegada e Instituto Ecomaris, esteve apoiando com sua embarcação. Ele frequenta o manguezal desde sua adolescência. Segundo Braga o trabalho de tirar lixo das praias e ilhas já faz parte de seu cotidiano. “Estamos fazendo pro outro e pela nossa casa. Se cada um fizer um pouquinho já ajuda e muito o planeta”, diz ele.

Segundo Thiago Ferrari, Diretor do Instituto O Canal, desde 2014 a entidade trabalha com as questões socioambientais do manguezal, ele alerta para a problemática além da poluição de lixo, mas também para a situação do saneamento. “Não podemos aceitar mais essa triste imagem de ver tanto esgoto in natura sendo lançado a todo momento no mangue. É preciso que haja de fato políticas públicas voltadas para essa questão.”, chama a atenção o ambientalista, que ainda destacou a importância do colaborativismo. “Somente com o apoio e soma de esforços é que iremos mudar esse quadro. Mais de 20 organizações participaram dessa ação.”, diz ele.

 

O Representante do projetos SOS Manguezal, o “Laurim”, disse que há mais de 30 anos atua na limpeza e proteção do manguezal. “Aqui considero meu quintal, fico muito triste em ver essa quantidade de lixo. Sempre converso com os moradores ribeirinhos da importância de cuidar e não jogar lixo no mangue. Do mesmo modo fico muito feliz em ver uma atitude como essa aqui na minha comunidade. Isso só me dá mais motivação de dar continuidade no trabalho com as crianças daqui, que são o futuro do amanhã! Vamos continuar plantando a semente do bem. Lá na frente ela vai dar bons frutos.”, finalizou.

Uma intervenção artística, promovida pelo artista plástico Nico Duarte, um Caragueijo-uçá enorme, montado com o lixo recolhido, foi o bicho escolhido para chamar a atenção nessa ação. Nas edições anteriores foram feitas a Baleia-jubarte e a Tartaruga marinha.


Outras ações já estão sendo planejadas pelo grupo. A ideia do projeto é passar pelas praias, canais e ilhas de Vitória, dando a volta na Ilha.

Apoiadores:

#Instituto O Canal

#Sea Shepherd Brasil
#OpOndasLimpas

#Instituto Últimos Refúgios

#Instituto Federal do Espirito Santo

#Universidade Federal do Espirito Santo

#Prefeitura de Vitória

#Instituto A Voz da Natureza

#Instituto Ecomaris

#Instituto Marcos Daniel

#Projeto Pegada

#Projeto SOS Manguezal

#Projeto Amigos da Jubarte

#Projeto Tour no Morro

#Associação de Moradores Maria Ortiz

#Associação de Moradores de Jesus de Nazareth

#AVES

#Capixaba Vaa

#CPP

#Coletivo Casa Verde

#trashtag #trashcrab #crab #caranguejo

#mangue #manguezal #limpezademangue #trash #trashchallenge #caranguejouca

Lixo Marinho

O lixo marinho está sufocando nossos oceanos, criando um impacto devastador nos ecossistemas marinhos no mundo todo.

O lixo marinho é prejudicial à vida marinha e pode ter resultados catastróficos e, frequentemente, fatais. Pode causar ferimentos ou morte por afogamento, emaranhamento, ferimentos internos ou morte por fome após ingestão.

Aves, tubarões, tartarugas, golfinhos e baleias são vítimas inocentes do lixo marinho.

Não podemos fazer isso sozinhos. Junte-se à Campanha – Operação Ondas Limpas da Sea Shepherd Brasil, para erradicar o Lixo Marinho e proteger e conservar nosso ambiente marinho. Atuamos prevenindo e removendo plásticos que entram nos nossos oceanos e vias marinhas.

Nove milhões de toneladas de plástico chegam ao oceano, todos os anos, matando um milhão de aves marinha e 100.000 animais marinhos.

Para ajudar a SEA SHEPHERD a continuar limpando os oceanos.

Os plástico jogado no oceano já entrou na cadeia alimentar humana.

Grande porcentagem dos peixes contém lixo plástico ou material fibroso feito pelo homem que absorve toxinas digeridas por quem consome frutos do mar.

Leia sobres nossas últimas limpezas de praia


Mutirão de limpeza em Vitória no Espírito Santo reúne comunidade capixaba em defesa da vida marinha

Representação artística do lixo recolhido num mosaico de Tartaruga Marinha – imagem de drone de Leonardo Merçon do Instituto Últimos Refúgios.

 

Neste último sábado dia 26 de Janeiro, o Instituto Sea Shepherd Brasil no Espírito Santo participou da 2º Ação Coletiva em Prol da Vida Marinha numa grandiosa ação de limpeza de praia unindo diversas ONGs. A ação teve o apoio da Prefeitura de Vitória e a participação da população da comunidade Jesus de Nazareth. A ação que teve duração de 4 horas reuniu participantes que trabalharam incansavelmente e bravamente retirando pneus, cordas de sisal (utilizada para amarrar embarcações), bicicleta, geladeira, troncos de madeiras com pregos, sucatas de ferro, diversas embalagens de plástico, sacolas plásticas, roupas e muito mais. Em poucas horas de ação foi retirado quase 2 toneladas de lixo e todo esse detrito foi descartado corretamente pela Prefeitura de Vitória. A ação mostrou para a comunidade a força que o ativismo ambiental tem e a sua importância, demonstrando também que a comunidade pode e deve participar.

Voluntários e Comunidade Jesus de Nazareth em Vitória – ES reunidos após ação.

 

A educação ambiental foi realizada em todo o momento da ação, tanto com as crianças da comunidade como também com todos os voluntários. A atividade foi representada na areia da praia através da arte, transformado o lixo em uma tartaruga gigante que reinou lindamente na área, uma lembrança e referência à vida marinha que é atingida direta e indiretamente pelo lixo.

A ação inspirou a todos, inclusive as crianças.

Um abraço simbólico foi dado na intervenção artística, com todos de mãos dadas em prol da vida marinha, na certeza de que o impacto dessa ação foi tão grande que alterou a percepção dos participantes, mostrando que todos são capazes de proteger a vida dos oceanos.

Segundo Sandro Firmino voluntário da Sea Shepherd Brasil e Diretor do Instituto O Canal disse que “ações como essas serão frequentes na Ilha de Vitória, e que a missão de todos envolvidos no projeto é de levar educação ambiental em defesa, conservação a preservação da vida marinha”. 

Voluntários Sea Shepherd Brasil, Últimos Refúgios e Instituto O Canal

 

Muitos detritos foram retirados para posterior relatório das quantidades.

Segundo Leonardo Merçon Presidente da ONG Instituto Últimos Refúgios e fotógrafo da natureza completou “Como ambientalista acredito que esse tipo de ação obviamente não vão causar impactos grandes em relação a retirada do lixo, pois a quantidade existente dos detritos nos oceanos é enorme mas acreditamos que essas ações se tornam símbolos para as outras pessoas criarem consciência do lixo e também se inspirarem no que fazemos”.

E com a retirado do lixo foi formada o mosaico artístico.

J

á o Rafa Braga do Instituto Ecomaris, acredita que “com a união e esforços de muitos é possível mudar nossa realidade local e são pequenas atitudes que fazem grande diferença”. 

Do ponto de vista do voluntário Fernando Martins, morador da comunidade Jesus de Nazareth, essa ação tem um impacto muito positivo na comunidade local, pois segundo ele “a população não valoriza mais a beleza natural do lugar pois já está acostumada com ela poluída e ações como estas ajudam a lembrar a riqueza natural e da importância de preservá-la”.

 

A participação de Ongs e da Prefeitura de Vitória uniram-se para a ação de limpeza.

Os participantes Guilherme, Juliano e Nicole, moradores de Vitória, disseram que “o trabalho em equipe é importantíssimo pois demonstra que existe várias pessoas engajadas na causa. Valorizaram também a participação das crianças pois segundo eles, elas são o futuro e com isso podemos formar cidadãos melhores”.

 

Voluntária Sea Shepherd Brasil Marina Allema coletou os dados dos detritos.

E ainda citamos a fala do Capitão Paul Watson, fundador do Sea Shepherd “Nós não podemos deixar o ativismo ser reprimido por toda a paranóia que passa” (Paul Watson).

Agradecemos a todos que participaram, são eles: Últimos Refúgios, Projeto Amigos da Jubarte, Projeto Pegadas, Prefeitura de Vitória, Instituto O Canal, Instituto Ecomaris, Instituto Marcos Daniel, Voz da Natureza, Escola e Comunidade, Projetos Vigilantes dos Ecossistemas, RL Eventos, PEAM, Tour no Morro, Caverna de Adulão, a população da Comunidade Jesus de Nazareth, ao artista capixada e morador da comunidade de Jesus de Nazareth Nico Duarte responsável pela linda intervenção artística transformando o lixo em uma tartaruga gigante, fotógrafos Leonardo Merçon e Jow Rodd.

 

Pelos oceanos!

Instituto Sea Shepherd Brasil

Balneário de Porto Fino recebe voluntários do Sea Shepherd Brasil para mais uma limpeza de praia

PARANÁ – Balneário de Porto Fino recebe voluntários do Sea Shepherd Brasil para mais uma limpeza de praia.

Na última limpeza de praia do ano de 2018 o núcleo Paraná da Sea Shepherd Brasil fez uma ação na cidade de Pontal do Paraná, no balneário de Porto Fino. A atividade contou com a participação de um grupo de 31 voluntários e durou um pouco mais de 4 horas.

Grupo de voluntários Sea Shepherd Brasil do Paraná em mais um dia de limpeza

Foram encontradas grandes quantidades de lixo, tanto na areia quanto na vegetação de restinga. Dentre o lixo que foi tirado da praia estavam muitos objetos de plásticos de todos os tipos e tamanhos, como copinhos, sacolas, embalagens de alimentos, garrafas PET, embalagens de produtos de limpeza, canudos, tampinhas, óculos de sol, tampa de assento sanitário, brinquedos de criança e apetrechos de pesca, como pedaços de rede, boias e várias partes de cordas de nylon.

A restinga do balneário de Porto Fino recebeu cuidados de limpeza do lixo urbano deixados à beira mar.

 

Em ação conjunta, os voluntários realizaram limpeza da restinga no Paraná.

 

Os petrechos de pesca, tão mortais para a fauna marinha, é encontrado em nossas praias, ameaçando os mais diversos animais.

Além do plástico, também foram encontradas latinhas de cerveja e refrigerante, artigos de higiene pessoal, fraldas usadas, roupas, calçados, pedaços de isopor, isqueiros, velas, pedaços de cerâmica, restos de material de construção, placas, lâmpadas, garrafas de vidro, medicamentos, embalagens de preservativos, seringas, muitas bitucas de cigarro, etc. Foram encontrados, inclusive, embalagens de produtos de outros países, como Japão.

Embalagens plásticas de alimentos de outros países são carregados pelas correntes marinhas até chegarem na beira da praia.

 

Toda a família pode participar das ações de limpeza do Sea Shepherd. Seja um voluntário!

 

Campeã das coletas, as bitucas de cigarro infestam nossas praias.

Todo o material coletado totalizou mais de 180 kg de lixo, evidenciando a falta de respeito das pessoas pela natureza, descartando tudo sem a menor preocupação com os efeitos maléficos que esse lixo causa aos animais marinhos, às aves e aos próprios seres humanos. Outro fato que chamou a atenção foi a grande quantidade de animais mortos, dentre eles peixes, aves, tartarugas e alguns crustáceos.

Na separação e contagem do material coletado, a ciência de catalogar e contar cada itens requer organização e métodos.

 

As bitucas de cigarro foram contadas uma a uma.

 

Outro fato que chamou a atenção foi a grande quantidade de animais mortos, dentre eles peixes, aves, tartarugas e alguns crustáceos.

Animais marinhos mortos na praia chamou atenção pela diversidade.

 

Foram encontrados crustáceos, aves, peixes mortos na faixa de areia e restinga

 

Um casco de tartaruga registrou mais uma morte no cleanup.

Os detritos impressionam pela quantidade coletada (3.438 itens) em poucas horas de limpeza. Foram recolhidos da praia 33 sacos de lixo pesando 187 quilos. Entre eles:
1524 itens de plástico
1146 pontas de cigarro
201 itens de papel
116 itens de metal
170 itens de vidro
23 itens de borracha
57 itens de petrechos de pesca
69 itens de tecido

Pelos oceanos!
Sea Shepherd Brasil – Paraná