Ibama resgata 130 kg de lagostas em alto mar

A Operação Impacto Profundo do Ibama realizada nesta quinta (19) e sexta-feira (20) resgatou 130 kg de lagostas no município de Guarapari. Com o apoio do Iema e da Polícia Ambiental, o Ibama cumpriu mais uma etapa da fiscalização no período de defeso do Robalo e contra a pesca predatória da Lagosta, só que desta vez com ações no mar.

A operação contou com um barco cedido pelo Iema. Nesta quinta foram resgatados 30 kg de lagosta e 1,5 mil metros de rede caçoeira foram apreendidos.

Já nesta sexta-feira a operação do Ibama resgatou 100 quilos de lagostas abaixo do tamanho permitido para o comércio. Foram apreendidos 4,3 mil metros de rede.

De acordo com o Ibama, a pesca utilizando este tipo de rede é considerada predatória pois este petrecho recolhe do mar lagostas muito pequenas assim como qualquer outro tipo e vida marinha que acaba sendo descartada pelos pescadores.

As lagostas, encontradas na embarcação ainda estavam com vida e foram devolvidas ao mar, a rede foi apreendida pelos fiscais e a embarcação multada. A Operação Impacto Profundo vai continuar nos próximos meses em toda costa do Espírito Santo.

Para o Coordenador da Operação Impacto Profundo, José Ronaldo Pinheiro Costa, o apoio do Iema foi fundamental para o sucesso de mais esta etapa da fiscalização pois as lagostas puderam ser devolvidas a natureza.

Fonte: Redação Gazeta Rádios e Internet

Ibama fecha fábrica de processamento de barbatanas de tubarão

Agentes do Escritório Regional do Ibama, com sede em Rio Grande, em operação conjunta com policiais do Batalhão de Polícia Ambiental da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, embargaram, no início da noite de quinta-feira, 19, uma fábrica de processamento de barbatanas de tubarão e raia. No local, havia 3.300 quilos de barbatanas, algumas in natura, outras secas e outras congeladas, entre as quais parte é pertencente a espécies ameaçadas de extinção, como cação-anjo (Squatina guggenheim), cação-cola-fina (Mustelus schimitti) e raia-viola (Rhinobatos horkelii). A unidade industrial, localizada na rua Conselheiro Teixeira Júnior, no bairro Cidade Nova, foi embargada e lacrada. Só de cação-anjo foram encontradas barbatanas de 12.065 exemplares.

O proprietário do local foi autuado e multado em R$ 100 mil por não ter licença ambiental para funcionamento da fábrica (a licença do ano passado já está vencida) e ainda por crime ambiental, devido às espécies ameaçadas de extinção, cuja multa atingiu o valor de R$ 6.037.500 (a multa é de R$ 5 mil, mais R$ 500 por exemplar apreendido). Ele também recebeu multa no valor de R$ 43,7 mil por comercializar espécies provenientes de pesca proibida. Na quinta-feira, o proprietário foi detido pelos policiais militares que participavam da inspeção e encaminhado à delegacia da Polícia Federal, onde ele foi ouvido e após liberado.

Das barbatanas apreendidas, 3.000 quilos ficaram na câmara fria da empresa e o restante (as secas) foram armazenadas na sede do Escritório Regional do Ibama. O destino dos produtos apreendidos ainda não foi definido. O dono da fábrica responderá três processos administrativos junto ao Ibama, além do criminal. O crime ambiental foi constatado durante inspeção realizada pelo Ibama com os policiais que participaram do 1º Curso de Identificação das Espécies de Tubarões e Raias (elasmobrânquios), promovido nos últimos três dias pelo Escritório Regional do Ibama, com apoio do Laboratório de Elasmobrânquios do Departamento de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

O curso objetivou capacitar os agentes de fiscalização para a identificação das diferentes espécies de tubarões e raias que ocorrem na costa do Rio Grande do Sul, ameaçados de extinção ou não, e também para coletar fotografias e amostras para análises periciais que subsidiarão os processos penais. Participaram 15 policiais que atuam na região metropolitana de Porto Alegre, litoral norte e litoral sul. As aulas foram ministradas pelo chefe do Escritório Regional do Ibama, Sandro Klippel, pelo professor Carolus Maria Vooren, da Furg, e Mônica Brick Peres, da Fepam.

Fonte: Jornal Agora, Carmem Ziebell

A conexão viking-samurai do contrabando: O cartel japonês, islandês e norueguês do crime ambiental

Mais uma vez, as nações baleeiras criminosas do Japão, Noruega e Islândia têm ostentado ruidosamente seu desprezo pela lei de conservação internacional através do contrabando ilegal de baleias massacradas para o Japão.

A BBC de Londres confirmou que sessenta toneladas de carne da ameaçada baleia Fin, mortas em 2006, foram enviadas ilegalmente ao Japão, juntamente com um pequeno carregamento de carne de baleia Minke vindo da Noruega.

A baleia Fin está classificada como espécie ameaçada de extinção pela Lista Vermelha Internacional das Espécies Ameaçadas de Extinção.

Esta é a primeira carga de carne de baleia exportada da Islândia para o Japão em quase 20 anos.

A atividade baleeira comercial foi mundialmente banida desde 1986 através das determinações da Comissão Internacional Baleeira (CIB), porém o Japão, a Islândia e a Noruega continuaram a matar espécies em perigo em violação direta aos regulamentos internacionais que proíbem a matança comercial de baleias.

O comércio internacional de carne de baleia também é proibido pela Convenção Sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES).

“Esta troca será mutualmente benéfica para os três principais países baleeiros”, disse Kristjan Loftsson, chefe executivo da companhia islandesa Hvalurhf, que mata baleias fin.

“Esta parceria é perfeitamente legal sob a legislação doméstica dos três países, assim como nas relevantes leis internacionais”.

“O sr. Loftsson está mentindo”, disse o Capitão Paul Watson. “A Islândia, juntamente com o Japão e a Noruega são nações baleeiras criminosas, empenhadas em caçar furtivamente nos mares alheios, em uma descarada violação da lei internacional”.

O ministro da pesca islandês disse que não é uma questão que compete ao governo.

“Está claro que, desde 2006, nosso entendimento é de que aqueles que estão engajados (na caça) podem exportar seus produtos,” disse Stefan Asmundsson, um oficial sênior no ministério e comissário islandês na CIB. “Então, eles decidem se fazem ou não e até onde eu sei, eles têm enviado alguns produtos ao Japão,” ele informou à BBC de Londres.

Um oficial da Diretoria Norueguesa de Gestão Natural confirmou que seu governo emitiu para duas companhias permissões de exportação de carne de baleias minke totalizando 5.3 toneladas.

O porta-voz de uma das companhias, a Myklebust Trading, disse que a remessa – via aérea – chegou ao Japão.

Entretanto, um oficial na Agência de Pesca Japonesa contou à BBC News que nenhuma solicitação de permissão para importar a carne foi apresentada ao governo – e tal requisição é necessária.

Então, além da violação à lei internacional de conservação, parece que os contrabandistas também violaram o regulamento de importação japonês.

De acordo com a decisão dos últimos meses que determinou a quota de baleias minke para 2008, o Ministro das Relações Exteriores Ingibjorg Solrun Gisladottir disse que a Islândia está sacrificando seus interesses a longo prazo por um lucro a curto prazo.

“A Noruega e a Islândia deveriam punir com encargos comerciais as atividades criminais”, disse o Capitão Paul Watson. “É claro que eles não farão isso pois há uma carência de entusiasmo para fortalecer a lei de conservação por parte das nações. Mas, se a lei não for reforçada pelos governos, eu espero que a paixão e determinação de indivíduos sejam o próximo degrau para se fazer justiça para as baleias, depois da Carta Mundial para a Natureza da ONU que permitiu que os esforços conservacionistas fossem feitos pelas Organizações não-governamentais e individuais”.

A Sea Shepherd Conservation Society vem intervindo ativamente e interrompendo as atividades baleeiras pelo Japão, Noruega e Islândia desde 1986, o ano em que a moratória internacional sobre a atividade baleeira comercial entrou em vigor.

Sea Shepherd se prepara para um grande ataque contra a caça às baleias

A tarefa de terminar com a caça ilegal às baleias promovida pelos japoneses está agora nas mãos da Sea Shepherd Conservation Society. A Austrália deu um passo atrás e não se opõe mais às atividades baleeiras japonesas, cedendo às pressões comerciais, mesmo contra a opinião de uma maioria dos cidadãos australianos.

Quando o Primeiro Ministro japonês diz “pule”, o Primeiro Ministro autraliano, Kevin Rudd responde com um “Sim, senhor, quão alto eu devo pular, senhor, desculpe ofendê-lo, senhor, por favor, compre nossas aparas de madeira e urânio e nós seremos bons cachorrinhos¹, senhor”

O ministro do meio ambiente e cultura, Peter Garrett, ex-vocalista da banda Midnight Oil, decidiu se recuar e “deixar sua cama queimar”².

O governo de Rudd não falhou apenas em prometer aos eleitores australianos que defenderia as baleias, mas estão recuando e sendo controversos.

Enquanto isso o antigo Ministro do Meio Ambiente e Cultura do governo Howard – ex-senador Ian Campbell – irá a Santiago, no Chile, para participar da Comissão BaleeiraInternacional (CBI) como representante da Sea Shepherd Conservation Society.

O que é irônico e gera estranheza é o recuo inesperado do governo Rudd ao perceber a possibilidade de uma derrota sobre o Japão e seus planos de massacre das baleias. As ilhas Solomon já desistiram de apoiar o Japão nos encontros da CBI e, esta semana, o Primeiro Ministro da Dominica, Roosevelt Skerritt, anunciou que a Dominica também irá romper os oito anos de apoio aos japoneses.

O próximo evento da CBI no Chile promete ser incomum. Fontes do governo da Nova Zelândia informaram que o Japão poderá se desinteressar e deixar o Santuário de Baleias do Oceano Antártico em razão das perdas econômicas, do alto preço dos combustíveis e a preocupação com as melhoras das estratégias táticas da Sea Shepherd Conservatin Society.

“Eles estão corretos em afirmar que a Sea Shepherd melhorou suas táticas”, afirma Paul Watson.

“Nós pretendemos investir contra o Japão de uma maneira mais dura com novas táticas, novos equipamentos e com uma renovada determinação para derrubar suas atividades baleeiras ilegais. Nós nunca retrocederemos e não nos comprometeremos – não pode haver aceitação ou compromisso com a retirada de espécies ameaçadas de dentro de um santuário, em violação à uma moratória mundial”, disse o Capitão Paul Watson. “Nós não fazemos acordo com eco-terroristas”.

A fundação Greenpeace escolheu, novamente, ignorar as ofertas de cooperação da Sea Shepherd.

“Nós não ouvimos uma palavra do Greenpeace em resposta à nossa oferta”, disse a Diretora Executiva da Sea Shepherd, Kim McCoy. “É realmente trágico. Juntos, Greenpeace e Sea Shepherd poderiam decisivamente cessar toda a atividade baleeira ilegal no Oceano Antártico. Sendo apenas nós, estamos aptos a reduzir a quota em 50%, como fizemos nos últimos dois anos – a menos que possamos garantir um segundo navio. O Greenpeace precisa entender que não se pára a caça às baleias com cartazes e câmeras. As baleias precisam – e merecem – uma intervenção agressiva.”

“A melhor defesa das baleias é uma campanha dinâmica e ofensiva”, disse o Capitão Paul Watson. “E nós pretendemos atacar os japoneses com todos os recursos possíveis”.

O Steve Irwin, navio da Sea Shepherd, está sendo reformado e abastecido, preparando-se para partir em novembro para interceptar a frota japonesa.

“Se por algum milagre nós conseguirmos fundos para um segundo navio, nós o enviaremos mas o Steve Irwin será enviado com uma tripulação de voluntários, implantando novas estratégias com suporte de novo equipamento”, disse o Capitão Paul Watson. “Esta será a mais dramática, mais confrontante, mais controversa e efetiva campanha que já ocorreu. Nós pretendemos salvar mais baleias na próxima vez do que as que salvamos da última e essa é a meta, nós estamos confiantes no êxito.”

Nota da tradução

1 – No texto original em inglês, a referência é ao Australian Shepherd, o cão pastor australiano, conhecido por Aussie.
2 – Peter Garrett é ex-vocalista da banda de rock australiana Midnight Oil e a ironia do trecho é uma referência a uma famosa música do grupo chamada “Beds Are Burning” (Camas Estão Queimando)

Combate à pesca irregular é intensificado

Ibama continua com trabalho de fiscalização contra a pesca predatória da lagosta, mesmo com o fim do defeso

Fortaleza. O período do defeso da lagosta terminou no dia 31 de maio, porém, a luta contra a pesca irregular continua. Equipes do Ibama, da Polícia Florestal, comunidades e prefeituras estão participando do combate à pesca com caçoeira e compressor.

De acordo com o chefe de fiscalização do Ibama, Rolfran Cacho Ribeiro, “agora é que a pesca predatória vai começar mesmo. Os pescadores vão querer tirar a diferença”.

A ação está sendo realizada no litoral de Beberibe e Icapuí. No primeiro município, os fiscais estão percorrendo os 45 quilômetros de orla marítima. Neste fim de semana, já foi apreendido um barco ancorado na costa contendo compressores e outros equipamentos proibidos. Enquanto que, em Icapuí, foi apreendido um barbo com 6 mil metros de rede caçoeira, um barco com compressor e 80 quilos de lagosta.

“Em Icapuí, tem para mais de 100 mil marambaias”, disse Rolfran. Além disso, para ele, outro problema é que existe “muita gente pescando sem licença no litoral”.

Apoio

O chefe de fiscalização enaltece o apoio que é dado pela Prefeitura de Beberibe e pela própria comunidade de Icapuí. “A Prefeitura de Beberibe alugou um barco para nos ajudar na fiscalização e os moradores de Icapuí também cederam dois barcos”.

A Secretaria de Desenvolvimento Rural, Econômico e da Pesca de Beberibe quer garantir que o compressor e as redes caçoeiras não sejam utilizados na captura do animal.

“As caçoeiras arrasam o fundo do mar, capturam lagostas ovadas e as pequenas. O ideal é utilizar manzuás, gaiolas que permitem a devolução ao mar dessas lagostas”, diz o secretário de pesca do município de Beberibe, Luiz França.

Lá estão duas equipes disponíveis para a fiscalização da seguinte forma: uma vai inspecionar as barracas de praia, desde o Morro Branco até Parajuru, e outra vai fazer o mesmo percurso por mar, a procura de barcos infratores.

Apreensão

Rolfran informou que, de 1º de janeiro a 31 de maio, foram apreendidos 70 mil metros de redes de caçoeiras, 640 quilos de lagosta, pescados ilegalmente, de todos os tamanhos.

Conforme ele, as multas para quem for pegue usando rede de caçoeira ou compressor gira em torno de R$ 30 mil e R$ 50 mil. O dono do barco ainda responde processo judicial e pode pegar de seis meses a um ano de prisão.

Segundo o Ibama, em 2007, foram apreendidos 30 barcos, 346km de rede caçoeiras e quatro toneladas de lagosta miúda em todo o Estado do Ceará.

PRÁTICA PREDATÓRIA

Ibama registra aumento de caçoeiras

Fortaleza. “O governo federal disponibilizou R$ 18 milhões para o combate de caçoeiras e compressores dos pescadores. Porém, acabou financiando o material predatório, pois muitos dos pescadores pegaram o dinheiro da venda e aproveitaram para comprar novos equipamentos irregulares. A impressão que a gente tem é de que dobrou o número de redes”. Este é o desabafo do chefe de fiscalização do Ibama, Rolfran Cacho Ribeiro. Para ele, o importante não é só a fiscalização, mas, principalmente, a conscientização dos pescadores.

“É preciso que não se compre e não se exporte lagosta pequena, que não se financie a pesca predatória, que se comprove a pesca responsável e que o Seguro Desemprego seja pago realmente para quem é pescador”, destacou Rolfran.

Problemas

As dificuldades para combater a pesca irregular, segundo ele, são muitas. “Mas a fiscalização é contínua. Trouxemos mais fiscais de outros Estados para ajudar. Além disso, é importante entender que este não é um trabalho somente do Ibama, mas do Estado e dos municípios também. Os poucos recursos que temos estão sendo utilizados com a lagosta. Estamos deixando de lado os outros biomas”, salientou.

Dentre os problemas enfrentados, segundo Rolfran, está a comprovação de que o pescador faz a pesca irregular. “Muitas vezes, eles jogam o compressor no mar e não temos como provar”, reclama. “Já levamos dez pescadores para a delegacia, mas para provar é difícil e, caso seja comprovado algo, eles podem responder o processo em liberdade”, afirmou ele.

Revolta

Outra dificuldade, segundo o técnico, é que as comunidades estão revoltadas. “Em Beberibe, a comunidade queria queimar o barco do infrator e, em Icapuí, queria proteger o infrator”. Ele contou que, no fim de defeso, entre 31 de maio e 2 de junho, na praia de Barrinha, em Icapuí, o trabalho foi realizado com 15 policiais federais, quatro militares da Marinha, duas viaturas de policiamento de choque, além dos dez fiscais do Ibama. Conforme Ribeiro, existem pescadores que agem de forma violenta. “Alguns têm escopeta, são usuários de maconha e até crack”, disse. Completou que, mesmo com obstáculos, “o Ibama vai voltar a fazer outras ações”.

Evelane Barros
Repórter

Fonte: Diario do Nordeste

Mais informações:
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
(85) 3272.1600
(85) 3272.7370