Sea Shepherd se prepara para um grande ataque contra a caça às baleias

A tarefa de terminar com a caça ilegal às baleias promovida pelos japoneses está agora nas mãos da Sea Shepherd Conservation Society. A Austrália deu um passo atrás e não se opõe mais às atividades baleeiras japonesas, cedendo às pressões comerciais, mesmo contra a opinião de uma maioria dos cidadãos australianos.

Quando o Primeiro Ministro japonês diz “pule”, o Primeiro Ministro autraliano, Kevin Rudd responde com um “Sim, senhor, quão alto eu devo pular, senhor, desculpe ofendê-lo, senhor, por favor, compre nossas aparas de madeira e urânio e nós seremos bons cachorrinhos¹, senhor”

O ministro do meio ambiente e cultura, Peter Garrett, ex-vocalista da banda Midnight Oil, decidiu se recuar e “deixar sua cama queimar”².

O governo de Rudd não falhou apenas em prometer aos eleitores australianos que defenderia as baleias, mas estão recuando e sendo controversos.

Enquanto isso o antigo Ministro do Meio Ambiente e Cultura do governo Howard – ex-senador Ian Campbell – irá a Santiago, no Chile, para participar da Comissão BaleeiraInternacional (CBI) como representante da Sea Shepherd Conservation Society.

O que é irônico e gera estranheza é o recuo inesperado do governo Rudd ao perceber a possibilidade de uma derrota sobre o Japão e seus planos de massacre das baleias. As ilhas Solomon já desistiram de apoiar o Japão nos encontros da CBI e, esta semana, o Primeiro Ministro da Dominica, Roosevelt Skerritt, anunciou que a Dominica também irá romper os oito anos de apoio aos japoneses.

O próximo evento da CBI no Chile promete ser incomum. Fontes do governo da Nova Zelândia informaram que o Japão poderá se desinteressar e deixar o Santuário de Baleias do Oceano Antártico em razão das perdas econômicas, do alto preço dos combustíveis e a preocupação com as melhoras das estratégias táticas da Sea Shepherd Conservatin Society.

“Eles estão corretos em afirmar que a Sea Shepherd melhorou suas táticas”, afirma Paul Watson.

“Nós pretendemos investir contra o Japão de uma maneira mais dura com novas táticas, novos equipamentos e com uma renovada determinação para derrubar suas atividades baleeiras ilegais. Nós nunca retrocederemos e não nos comprometeremos – não pode haver aceitação ou compromisso com a retirada de espécies ameaçadas de dentro de um santuário, em violação à uma moratória mundial”, disse o Capitão Paul Watson. “Nós não fazemos acordo com eco-terroristas”.

A fundação Greenpeace escolheu, novamente, ignorar as ofertas de cooperação da Sea Shepherd.

“Nós não ouvimos uma palavra do Greenpeace em resposta à nossa oferta”, disse a Diretora Executiva da Sea Shepherd, Kim McCoy. “É realmente trágico. Juntos, Greenpeace e Sea Shepherd poderiam decisivamente cessar toda a atividade baleeira ilegal no Oceano Antártico. Sendo apenas nós, estamos aptos a reduzir a quota em 50%, como fizemos nos últimos dois anos – a menos que possamos garantir um segundo navio. O Greenpeace precisa entender que não se pára a caça às baleias com cartazes e câmeras. As baleias precisam – e merecem – uma intervenção agressiva.”

“A melhor defesa das baleias é uma campanha dinâmica e ofensiva”, disse o Capitão Paul Watson. “E nós pretendemos atacar os japoneses com todos os recursos possíveis”.

O Steve Irwin, navio da Sea Shepherd, está sendo reformado e abastecido, preparando-se para partir em novembro para interceptar a frota japonesa.

“Se por algum milagre nós conseguirmos fundos para um segundo navio, nós o enviaremos mas o Steve Irwin será enviado com uma tripulação de voluntários, implantando novas estratégias com suporte de novo equipamento”, disse o Capitão Paul Watson. “Esta será a mais dramática, mais confrontante, mais controversa e efetiva campanha que já ocorreu. Nós pretendemos salvar mais baleias na próxima vez do que as que salvamos da última e essa é a meta, nós estamos confiantes no êxito.”

Nota da tradução

1 – No texto original em inglês, a referência é ao Australian Shepherd, o cão pastor australiano, conhecido por Aussie.
2 – Peter Garrett é ex-vocalista da banda de rock australiana Midnight Oil e a ironia do trecho é uma referência a uma famosa música do grupo chamada “Beds Are Burning” (Camas Estão Queimando)

Combate à pesca irregular é intensificado

Ibama continua com trabalho de fiscalização contra a pesca predatória da lagosta, mesmo com o fim do defeso

Fortaleza. O período do defeso da lagosta terminou no dia 31 de maio, porém, a luta contra a pesca irregular continua. Equipes do Ibama, da Polícia Florestal, comunidades e prefeituras estão participando do combate à pesca com caçoeira e compressor.

De acordo com o chefe de fiscalização do Ibama, Rolfran Cacho Ribeiro, “agora é que a pesca predatória vai começar mesmo. Os pescadores vão querer tirar a diferença”.

A ação está sendo realizada no litoral de Beberibe e Icapuí. No primeiro município, os fiscais estão percorrendo os 45 quilômetros de orla marítima. Neste fim de semana, já foi apreendido um barco ancorado na costa contendo compressores e outros equipamentos proibidos. Enquanto que, em Icapuí, foi apreendido um barbo com 6 mil metros de rede caçoeira, um barco com compressor e 80 quilos de lagosta.

“Em Icapuí, tem para mais de 100 mil marambaias”, disse Rolfran. Além disso, para ele, outro problema é que existe “muita gente pescando sem licença no litoral”.

Apoio

O chefe de fiscalização enaltece o apoio que é dado pela Prefeitura de Beberibe e pela própria comunidade de Icapuí. “A Prefeitura de Beberibe alugou um barco para nos ajudar na fiscalização e os moradores de Icapuí também cederam dois barcos”.

A Secretaria de Desenvolvimento Rural, Econômico e da Pesca de Beberibe quer garantir que o compressor e as redes caçoeiras não sejam utilizados na captura do animal.

“As caçoeiras arrasam o fundo do mar, capturam lagostas ovadas e as pequenas. O ideal é utilizar manzuás, gaiolas que permitem a devolução ao mar dessas lagostas”, diz o secretário de pesca do município de Beberibe, Luiz França.

Lá estão duas equipes disponíveis para a fiscalização da seguinte forma: uma vai inspecionar as barracas de praia, desde o Morro Branco até Parajuru, e outra vai fazer o mesmo percurso por mar, a procura de barcos infratores.

Apreensão

Rolfran informou que, de 1º de janeiro a 31 de maio, foram apreendidos 70 mil metros de redes de caçoeiras, 640 quilos de lagosta, pescados ilegalmente, de todos os tamanhos.

Conforme ele, as multas para quem for pegue usando rede de caçoeira ou compressor gira em torno de R$ 30 mil e R$ 50 mil. O dono do barco ainda responde processo judicial e pode pegar de seis meses a um ano de prisão.

Segundo o Ibama, em 2007, foram apreendidos 30 barcos, 346km de rede caçoeiras e quatro toneladas de lagosta miúda em todo o Estado do Ceará.

PRÁTICA PREDATÓRIA

Ibama registra aumento de caçoeiras

Fortaleza. “O governo federal disponibilizou R$ 18 milhões para o combate de caçoeiras e compressores dos pescadores. Porém, acabou financiando o material predatório, pois muitos dos pescadores pegaram o dinheiro da venda e aproveitaram para comprar novos equipamentos irregulares. A impressão que a gente tem é de que dobrou o número de redes”. Este é o desabafo do chefe de fiscalização do Ibama, Rolfran Cacho Ribeiro. Para ele, o importante não é só a fiscalização, mas, principalmente, a conscientização dos pescadores.

“É preciso que não se compre e não se exporte lagosta pequena, que não se financie a pesca predatória, que se comprove a pesca responsável e que o Seguro Desemprego seja pago realmente para quem é pescador”, destacou Rolfran.

Problemas

As dificuldades para combater a pesca irregular, segundo ele, são muitas. “Mas a fiscalização é contínua. Trouxemos mais fiscais de outros Estados para ajudar. Além disso, é importante entender que este não é um trabalho somente do Ibama, mas do Estado e dos municípios também. Os poucos recursos que temos estão sendo utilizados com a lagosta. Estamos deixando de lado os outros biomas”, salientou.

Dentre os problemas enfrentados, segundo Rolfran, está a comprovação de que o pescador faz a pesca irregular. “Muitas vezes, eles jogam o compressor no mar e não temos como provar”, reclama. “Já levamos dez pescadores para a delegacia, mas para provar é difícil e, caso seja comprovado algo, eles podem responder o processo em liberdade”, afirmou ele.

Revolta

Outra dificuldade, segundo o técnico, é que as comunidades estão revoltadas. “Em Beberibe, a comunidade queria queimar o barco do infrator e, em Icapuí, queria proteger o infrator”. Ele contou que, no fim de defeso, entre 31 de maio e 2 de junho, na praia de Barrinha, em Icapuí, o trabalho foi realizado com 15 policiais federais, quatro militares da Marinha, duas viaturas de policiamento de choque, além dos dez fiscais do Ibama. Conforme Ribeiro, existem pescadores que agem de forma violenta. “Alguns têm escopeta, são usuários de maconha e até crack”, disse. Completou que, mesmo com obstáculos, “o Ibama vai voltar a fazer outras ações”.

Evelane Barros
Repórter

Fonte: Diario do Nordeste

Mais informações:
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
(85) 3272.1600
(85) 3272.7370

Membro do Terramar adverte que lagosta pode acabar

Em breve, não haverá mais lagosta para pesca comercial. É o que diz René Scharer, fundador do Instituto Terramar e membro do conselho consultivo do órgão. De acordo com ele, o compressor continua sendo o pior elemento para a sobrevivência do crustáceo, principalmente na Prainha do Canto Verde, em Beberibe, a 81 quilômetros de Fortaleza. Há 15 anos ele trabalha com o desenvolvimento da comunidade, promovendo iniciativas de incentivo à pesca legal da lagosta.

René Scharer afirma que a prefeitura da cidade é a única instituição do poder público que combate a pesca ilegal. O barco é colocado à disposição do Ibama, que, muitas vezes, não o utiliza por falta de combustível e pessoal. “A estrutura do Ibama é precária. Os barcos ilegais são cada vez mais ousados”, declara. Para ele, órgãos como a Marinha e as polícias podiam fazer mais: “Apesar de haver esforços no âmbito nacional, não se consegue juntar Marinha, Ibama e polícia para funcionar e acabar com o problema”.

O estudioso compara a situação ao tráfico de drogas dos morros cariocas. “Tem que ter uma estratégia, praticamente um plano militar para acabar com esse problema. O governo não pode aceitar que um bando de piratas de aproprie do mar”, frisou. Grande parte da pesca da lagosta, diz, vai da área do Espírito Santo até o Pará.
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Fonte: O Povo

MPF de Rio Grande ingressa com 11 ações civis públicas de indenização contra a pesca de espécies marinhas ameaçadas de extinção

As espécies são cherne-poveiro, raia-viola, cação-anjo, cação bico-doce e cação-cola-fina ou caçonete, cuja pesca foi proibida pelo Ministério do Meio Ambiente.

O Ministério Público Federal no município de Rio Grande (RS) ajuizou 11 ações civis públicas requerendo indenização por danos ambientais causados pela pesca de espécies ameaçadas de extinção. As espécies são cherne-poveiro, raia-viola, cação-anjo, cação bico-doce e cação-cola-fina ou caçonete, cuja pesca foi proibida pelo Ministério do Meio Ambiente.

As ações civis públicas tiveram origem em autos de infração do Escritório Regional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Rio Grande, sendo que um dos casos envolve a pesca de quatro toneladas de cherne-poveiro. Os demais abrangem, no total, a pesca de aproximadamente 760 peixes das espécies de cação e 170 de raia-viola.

Essas espécies investem sua energia na produção de poucos e bons filhotes, em número pouco mais que o suficiente para compensar a mortalidade natural da população, o que as torna extremamente vulneráveis à pesca intensiva. A fêmea do cação bico-doce, por exemplo, produz apenas uma ninhada a cada dois ou três anos de sua vida adulta, sendo que a do cação-anjo reproduz, no máximo, quatro vezes em toda sua vida, realizando o parto apenas uma vez a cada quatro ou cinco anos da idade adulta, num total, ao longo de toda a sua vida, de apenas 20 a 30 filhotes.

Já a raia-viola – cuja família é uma das poucas que possuem registros fósseis do período jurássico – entrou na literatura internacional como um exemplo da maneira como a pesca em áreas críticas pode causar o rápido declínio de uma espécie com tais características. E isso exatamente porque sua pesca comercial se dá no berçário da espécie e nas águas a ele adjacentes, incidindo sobre os adultos de ambos os sexos no período crítico da reprodução e também sobre os juvenis, que permanecem nas águas costeiras em seu primeiro ano de vida.

A procuradora da República em Rio Grande Anelise Becker destaca: “Como a sua captura supera largamente o número de nascimentos, embora tais espécies já tenham sido abundantes na região, hoje se encontram ameaçadas de extinção”. Por isso, acrescenta ela, a proibição para a captura é total, não se permitindo qualquer percentual de pesca dessas espécies a título de “captura incidental”. O objetivo é desestimular a sua pesca e possibilitar o efetivo controle da proibição de sua captura e comércio.

“Uma vez que a pesca e comércio dessas espécies também constituem crime definido na Lei nº 9.605/98, tais casos são igualmente objeto de ações penais já propostas pelo Ministério Público Federal perante a Justiça Federal de Rio Grande”, complementa a procuradora da República.

Fonte: Jornalista Juarez Tosi
Assessoria de Comunicação Social da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul

Japão utilizará tecnologia espacial militar para matar baleias

As forças militares japonesas pela primeira vez operarão no espaço com uso de satélites visando intimidar a forte expansão militar da Coréia do Norte e China. Um comitê do parlamento japonês pretende revisar a lei que impede o uso do espaço para propósitos militares. A mudança proposta sugere que o uso seja com finalidade “não-bélica”, mas sabidamente a preocupação do Japão é com os avanços da China que, assim como os Estados Unidos, vem investindo em tecnologias de guerra espacial.

O evento já é motivo de vergonha para o presidente da China, Hu Jintao, que procura agora amenizar as relações entre os dois rivais asiáticos.

Embora o Japão tenha satélites com finalidade de vigilância, eles são operados por um departamento civil que fornece informações ao primeiro-ministro, o qual estipula como estes equipamentos devem ser utilizados.

Que relação tem estes satélites com a caça às baleias?

De acordo com fontes da Sea Shepherd no Japão o governo japonês poderá utilizar os satélites militares para monitorar os movimentos das embarcações de protesto contra a caça as baleias no Santuário Antártico das Baleias.

“Isto torna o nosso trabalho de combate às atividades ilegais dos baleeiros muito mais difícil”, diz o Capitão Paul Watson. “Entretanto, sempre acabamos conseguindo parar países com grande poder econômico e recursos ilimitados, voltados ao sacrifício ilegal de baleias no Santuário Antártico. Se este trabalho fosse fácil, todo o mundo estaria lá tentando parar estes assassinos. Nós pretendemos continuar fazendo o que milhões de pessoas ao redor do mundo gostariam de fazer – nós pretendemos salvar o maior número de baleias possível dentro de nossas possibilidades e recursos”.

A Sea Shepherd Conservation Society está se preparando para sua quinta campanha contra baleeiros ilegais japoneses no Santuário Antártico das Baleias.

A Sea Shepherd Conservation Society está procurando patrocinadores para ajudar a cobrir os custos do combustível para seu deslocamento e retorno das distantes águas da Antártica.

“Nós precisaremos de pelo menos 500 toneladas de combustível para a estação inteira”, diz Kim McCoy, Diretora Executiva da Sea Shepherd. “Com os preços do combustível subindo a cada dia, nós temos um orçamento meio incerto, mas nos parece que teremos que arrecadar pelo menos US$750.000 apenas para cobrir o custo do combustível e óleo desta campanha”.