Pingüins visitam o litoral da região

Dois pingüins surpreenderam banhistas das praias da região Norte Fluminense ontem. Pela primeira vez um pingüim foi encontrado na praia do Farol de São Thomé, em Campos. Ele foi resgatado na tarde por um banhista que estava no local e encaminhado para a 3ª Companhia do Batalhão Florestal da Polícia Militar. A ave será levada hoje para a secretaria de Meio Ambiente de Macaé, mesmo destino que os cinco pingüins que apareceram na orla de Barra de Itabapoana, em São Francisco, tiveram na semana passada. Um filhote da mesma espécie foi resgatado na praia de Santa Clara, em São Francisco do Itabapoana por um morador do local.

Segundo os guardas, o animal, que parece ser um adulto, não estava ferido, mas apresentava cansaço pela distância percorrida. O número de pingüins encontrados no litoral brasileiro neste ano é elevado. Só na última sexta-feira, dezenas de pingüins apareceram mortos no litoral entre Arraial do Cabo e Saquarema, na região dos Lagos. A suspeita é de que as aves tenham ficado presas nas redes de pesca.

De acordo com o banhista que encontrou a ave em Farol, José Francisco de Souza, 53 anos, na semana passada vários pingüins apareceram mortos na praia, próximo a Barra do Furado. “Nunca vi pingüim por aqui. Esta é a primeira vez. Eu estava tomando banho no mar, quando vi a onda trazendo o pingüim. Consegui pegá-lo, pois estava muito cansado”, disse ele.

De acordo com o policial do Batalhão Florestal, nesta época do ano é muito comum aparecer este tipo de ave na costa do Brasil, pois a temperatura da água abaixa consideravelmente. “As correntezas da costa da Patagônia nesta época do ano são muito fortes e acabam direcionando alguns pingüins para a costa do Brasil”, explicou o policial.

Santa Clara — O estudante Joacir Gomes de Sousa, 31 anos, encontrou um filhote de pingüim enquanto nadava no mar de Santa Clara, na manhã de ontem. Segundo ele, o animal estava muito debilitado e tentou fugir nadando. “Já fiz contato com o Ibama, que ficou de mandar uma equipe aqui amanhã (hoje) para buscá-lo”, explicou Joacir.

Fonte: Folha da Manha online

Pesca de camarão é proibida no Sul de SC

Famílias de pescadores podem requisitar o seguro-defeso

A pesca de camarão está proibida de 15 de julho a 15 de novembro nas lagoas do Complexo Lagunar — em Laguna, Jaguaruna, Imbituba, Garopaba e Imaruí — no Sul de Santa Catarina.

A medida é de autoria do Ibama e busca garantir a reprodução e crescimento da espécie. De acordo com o comandante da polícia ambiental, tenente Jefer Francisco Fernandes, quem for flagrado capturando os crustáceos pode pagar multa de R$ 700 a R$ 100 mil e pegar de um a três anos de prisão.

Pelo menos 5 mil pescadores profissionais dos cinco muncípios terão de buscar outras alternativas durante o período de defeso.

Para evitar prejuízos, eles podem requisitar o seguro-defeso, benefício no valor de um salário mínimo pago pelo governo federal.

— Um casal de pescadores receberia, portanto, dois salários mínimos, quantia razoável para sustentar a famíla durante o mês. Além disso, a pesca de peixes e siris pode ser feita normalmente, e isso representa uma boa renda — explica o presidente da Colônia Z-14, Antônio Manoel de Souza.

Fonte: Marcelo Becker | marcelo.becker@diario.com.br

Pingüins são vítima da pesca predátória no Rio de Janeiro

14 de julho de 2008 – Bombeiros do quartel de Cabo Frio, na Região dos Lagos, encontraram doze pingüins mortos, domingo passado, na Praia do Peró. A morte das aves deixou os banhistas consternados. A Guarda Marítima e Ambiental do município foi acionada para recolher os pingüins mortos. De acordo com os bombeiros, na Praia do Peró é comum a prática de pesca predatória.

Fonte: JB Online

Pescador paulista é preso por pesca predatória ilegal

13 de julho de 2008 – A Polícia Militar Ambiental (PMA) de Aparecida do Taboado prendeu um pescador paulista, da cidade de Vista Alegre do Alto, com 21 kg de pescado sem comprovação de origem e com sinais de captura com a utilização de redes de pesca.

O pescador foi preso durante uma fiscalização realizada no Porto de Itamara. No veículo monza que ele dirigia foram encontradas cinco espécies diferentes de peixe, além de duas redes de pesca. Todo o material foi apreendido pelos policiais.

O homem foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil do município, onde foi atuado em flagrante por crime de pesca predatória, além de receber uma multa no valor de R$ 910. Se condenado, ele poderá pegar uma pena que vai de 1 a 3 anos de prisão.

Fonte: Notícias MS

Pesca predatória também destrói os corais

12 de julho de 2008, GENEBRA (AFP) — Um terço dos corais construtores de recifes estão ameaçados de extinção por causa do aquecimento global, das práticas de pesca predatórias e da poluição, alertou nesta quinta-feira a União Internacional pela Conservação da Natureza (UICN).

“Quando os corais morrem, os outros animais e as plantas que dependem dos recifes coralinos para sua alimentação e proteção desaparecem também”, indicou em um comunicado Kent Carpenter, diretor do programa para as espécies da UICN.

Segundo a UICN, os recifes de corais abrigam mais de 25% das espécies marinhas, o que faz deles o mais biologicamente diversificado dos ecossistemas marinhos.

O estudo conjunto da UICN e da Conservation International publicado na revista Science, o primeiro no mundo sobre a situação de conservação dos corais, mostra que vários fatores os ameaçam.

“As mudanças climáticas provocam o aumento das temperaturas da água e uma incidência mais intensa dos raios solares, que causam o embranquecimento dos corais e doenças”, ressalta a UICN.

As práticas de pesca predatórias, a qualidade da água afetada pela poluição e a degradação dos habitats costeiros, também destroem os corais.

Os oceanos absorvem quantidades crescentes de dióxido de carbono da atmosfera e essa acidificação dos oceanos se tornou uma nova ameaça para os recifes coralinos.

“Os corais construtores de recifes correm mais risco de extinção do que todos os grupos terrestres, à exceção dos anfíbios, e são os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas”, indica Roger McManus, vice-presidente da Conservation International para programas marinhos.