Japão não abre mão do massacre de baleias e por pressão econômica vence a maioria preservacionista

1º de julho de 2008 – Depois de uma semana de reuniões em Santiago, no Chile, os integrantes da Comissão Internacional Baleeira (CIB) decidiram evitar constrangimentos diplomáticos entre países baleeiros e países conservacionistas e adiaram as principais discussões do encontro – como a manutenção da moratória à caça comercial de baleias e a criação do Santuário de Baleias do Atlântico Sul. Um grupo de trabalho foi criado para, em um ano, tentar chegar a um consenso.

O Japão e seus aliados estavam dispostos a derrubar a moratória à caça comercial de baleias, que vigora desde 1986. Ignorando a maioria conservacionista da CIB, o Japão se auto-concedeu uma permissão especial para matar mil baleias por ano, sob o pretexto de promover pesquisas científicas. Noruega e Islândia continuam desafiando a moratória e deixaram claro no encontro que pretendem continuar caçando baleias.

Mesmo com a decisão de adiar as votações, a Dinamarca resolveu colocar na mesa uma votação para conseguir caçar mais 10 baleias jubartes, animais ameaçados de extinção, para sua caça aborígene. A votação veio a tona e perdeu por 29 contra 36 votos.

Apesar da Dinamarca ter causado um certo constrangimento, os países conservacionistas, entre eles o Brasil, prefeririam não tensionar ainda mais o clima e não votaram questões como a criação do Santuário de Baleias do Atlantico Sul, para focar no processo de modernização da CIB.

Fonte: Ambiente Brasil, 01.07.08

Operação do Ibama contra pesca ilegal apreende rede na Lagoa Jacuném

A Operação Impacto Profundo iniciada há três dias para fiscalizar o período de defeso do robalo e a pesca predatória já encontrou diversas irregularidades por onde passou. Organizada pelo Ibama, com o apoio do Iema, da Polícia Ambiental e das Secretarias Municpais de Meio Ambiente, já foram resgatados 130 quilos de lagosta e redes caçoeira de até 4.900 metros. Nesta sexta (27), foi a vez da Lagoa Jacuném receber a Operação.

De acordo com a assessoria do Ibama, o objetivo da operação é apreender redes que são utilizadas para impedir a passagem dos peixes dentro de lagoas e rios. Isso porque com a utilização ilegal desse tipo de equipamento, não há controle sobre o tamanho e os tipo de peixes e vidas marinhas que são mortas no arrasto.

Nos últimos anos, a lagoa Jacuném vem sofrendo danos ambientais graves. Tanto que, no mês de abril, centenas de peixes foram encontrados mortos boiando pela manhã. De acordo com o Ibama, o motivo para este fenômeno ainda não foi descoberto, mas está sendo estudado pelos técnicos do órgão competente.

Na fiscalização desta sexta, a equipe encontrou redes que iam de um lado ao outro na Lagoa Jacunem, impedindo a passagem dos pequenos animais marinhos. A rede foi retirada e os animais que estavam abaixo do tamanho permitido para pesca foram devolvidos ainda vivos para o seu habitat natural.

Além das fiscalizações, a operação aposta na conscientização dos pescadores e da população ribeirinha. Para isso são distribuídos panfletos que buscam esclarecer os impactos que a pesca ilegal traz para o meio ambiente.

A estimativa é de que a operação se estenda até o mês de setembro. Durante os três meses, a equipe percorrerá todo o litoral capixaba.

Fonte: Jornal ES Hoje

Fracassa a proposta para criar santuário de baleias no Atlântico Sul

A criação de um santuário de baleias no Atlântico Sul, uma iniciativa promovida por um grupo de países conservacionistas latino-americanos, não prosperou na Comissão Baleeira Internacional (CBI), reunida desde segunda-feira (23) em Santiago.

O chamado \’Grupo de Buenos Aires\’, que reúne 13 países da América Latina, se absteve nesta quinta-feira (26) de submeter à votação a proposta de criar uma grande área de preservação das baleias, do Equador até a Antártida.

A proposta, que sofreu resistência do Japão – que realiza um programa de caça científica de baleias na Antártida -, será exposta, mas não votada.

A decisão de não submetê-la à votação está baseada no anseio de não gerar confrontos durante as sempre tensas reuniões da CBI, embora esteja incluída nos pontos que um grupo de trabalho examinará a partir de setembro.

Organizações de preservação da espécie fizeram um forte lobby a favor da iniciativa.

O projeto buscava criar uma grande área protegida começando na linha do Equador e indo até o paralelo 60, na Antártida, onde ficaria proibida para sempre a captura dos cetáceos e se promoveria sua preservação, além do aproveitamento “não letal” de seus recursos.

O aproveitamento “não letal” se refere à exploração turística dos grupos de baleias e outras atividades científicas.

A proposta é defendida por 13 países da América Latina, que formam o chamado grupo de Buenos Aires. Criado em 2005, é composto por Argentina, Belize, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Guatemala, México, Nicarágua, Panamá, Peru e Uruguai, além da Colômbia, que atua como país observador.

A iniciativa já foi apresentada em reuniões anteriores da CBI. A última foi em Anchorage, nos Estados Unidos, onde foi votada mas não alcançou a maioria de 75% dos votos necessários para sua aprovação. (Fonte: Yahoo!)

Sea Shepherd lança Operação Musashi em defesa das baleias na Antártica

27 de Junho de 2008 – Direto de Santiago, Chile durante a 60ª Reunião da Comissão Baleeira Internacional (CBI), a Sea Shepherd Conservation Society anunciou oficialmente que planeja retornar ao Santuário das Baleias do Oceano Antártico para opor as atividades baleeiras ilegais dos japoneses mais uma vez. A Sea Shepherd é representada na CBI pelo Capitão Paul Watson, Fundador e Presidente da Sea Shepherd, e o Honorável Sr. Ian Campbell, ex-ministro do meio ambiente da Austrália e atual conselheiro da Sea Shepherd.

Esta quinta campanha da Sea Shepherd na Antártica será chamada de Operação Musashi em referência ao legendário estrategista e samurai japonês, Miyamoto Musashi. Em um dos seus livros mais famosos, o Livro dos Cinco Anéis, Musashi explica que o verdadeiro guerreiro deve se dedicar a duas formas de ação: a da escrita e a da espada. A meta da Sea Shepherd é enviar dois navios velozes ao Oceano Antártico com o objetivo de perseguir a frota baleeira japonesa o tempo inteiro.

“Nós pretendemos afundar economicamente a frota japonesa”, diz Capitão Watson. “Nossa estratégia é prevenir que baleias sejam mortas, forçando o Japão a gastar dinheiro em combustível sem matar baleias. Minha tripulação e eu não assistiremos baleias serem mortas, nós não seremos testemunha da morte cruel de uma única baleia sem arriscar nossas vidas tentando prevenir seu massacre ilícito e cruel. Se os membros da CBI se recusam a agir para salvar baleias, então é a nossa obrigação de levar esta batalha a mar aberto, onde nós estaremos, nesta estação vindoura da caça, ainda mais fortes do que na última.”

A campanha foi batizada de Operação Musashi para refletir a forma agressiva de confronto, contudo não violenta usada pela Sea Shepherd para aumentar a consciência global sobre a contínua atividade baleeira ilícita patrocinada pelo Japão. Por isso o símbolo usado na campanha é de uma caneta de pena cruzada com a katana (espada) debaixo do crânio com a baleia cachalote e golfinho em formato do símbolo yin-yang. O fundo Banzai dá referência ao imperialismo ecológico imposto pelo Japão sobre as baleias do Oceano Antártico.

Miyamoto Musashi (1584-1645) foi o samurai mais famoso da história do Japão e um dos guerreiros estrategistas e táticos mais expressivos de todos os tempos. É também um modelo de herói para o Capitão Watson. As idéias de Musashi foram incorporadas ao livro de Watson Earthforce!, ainda sem tradução em português. O navio da Sea Shepherd, o Steve Irwin, será equipado com um arpão especial nesta campanha.

A Sea Shepherd não é uma organização de protesto. Ela foi estabelecida em 1977 para intervir contra a exploração ilegal da vida marinha conforme os princípios da Carta Mundial das Nações Unidas para a Natureza. Porém, todas as campanhas da Sea Shepherd possuem estratégias e táticas de ação para evitar qualquer dano físico ou pessoal aos tripulantes dos baleeiros.

“Nós nunca ferimos uma única pessoa em nossa história de 31 anos, e nós pretendemos manter esta estatística” diz Capitão Watson