NÚCLEO CATARINENSE REALIZA LIMPEZA NA PRAIA DA DANIELA (SC)

Por: Hugo Malagoli, coordenador do Núcleo SC

Pelo quarto ano consecutivo, já virando uma tradição, o Núcleo SC realiza, junto com o Centro Comunitário Pontal da Daniela (CCPontal), o arrastão de limpeza da praia da Daniela (SC).

Limpeza Praia da Daniela - SC - Foto: Núcleo SC

Este ano, a pesar da pouca adesão de pessoas, uma quantidade bem maior de lixo foi recolhido da orla, comprovando que este trabalho é de grande importância, por tornar o ambiente costeiro e marinho da região mais limpo, fato que tem salvado milhares de vidas marinhas durante o ano. Agradecimentos a todos que participaram do evento.

Limpeza Praia da Daniela - SC - Foto: Núcleo SC

Limpeza Praia da Daniela - SC - Foto: Núcleo SC

Limpeza Praia da Daniela - SC - Foto: Núcleo SC

Limpeza Praia da Daniela - SC - Foto: Núcleo SC

JOGO SUJO DO GOVERNO JAPONÊS PARA ESCONDER A MATANÇA DA VIDA MARINHA

Por Guilherme Pirá, Guardião da Enseada (SSCS Cove Guardian)

O fim da temporada de caça de golfinhos e pequenas baleias em Taiji, no Japão, traz, novamente, aquele alívio de saber que, pelos próximos 06 (seis) meses, esses magníficos e inteligentes mamíferos aquáticos não serão direcionados para sessões de tortura e morte na praia de Hatajiri.

A temporada 2013/2014 da Operação Paciência Infinita (Operation Infinite Patience) trouxe mídia do mundo inteiro para a matança vergonhosa permitida pelo governo japonês. Algumas celebridades, como Sam Simon (Co-criador do seriado “Os Simpsons”) fizeram questão de se juntar aos Guardiões da Enseada da Sea Shepherd (Cove Guardians) para atrair mais atenção para essa questão. Mas, apesar desse foco em Taiji, desde o início da temporada, no dia 1 de Setembro de 2013, o jogo sujo do governo japonês para manter ativistas pacíficos fora de seu território permaneceu disfarçado.

Golfinho sendo jogado em uma prisão temporária, depois de ser selecionado para algum parque marinho. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Corpos de golfinhos sendo arrastados para que a carne seja processada e consumida. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Em uma tentativa de evitar que alguns de nossos ativistas conseguissem capturar imagens da matança e da violenta seleção de golfinhos para parques marinhos, o governo japonês, simplesmente, impediu que alguns voluntários deixassem o aeroporto, mantendo-os sob interrogatório por várias horas, e colocando-os em um avião de volta para casa, deportando-os.

No meu caso, não consegui nem deixar o Brasil para seguir para mais uma temporada, pois minha solicitação de visto aguardou por uma resposta do governo japonês por mais de 02 (dois) meses, quando o prazo informado pelo Consulado Geral do Japão no Rio de Janeiro era de apenas 02 (dois) DIAS !!! Para completar, fui informado que só devolveriam meu passaporte se eu respondesse a um questionário, que perguntava, dentre outras perguntas sem sentido, se eu poderia fornecer informações sobre outros ativistas da Sea Shepherd, mesmo que eu retirasse minha solicitação de visto. No fim, o funcionário do consulado entendeu que eu já conhecia as regras desse jogo, e, contrário à sua vontade, entregou meu passaporte depois de eu ter lhe dado uma carta explicando o porquê de eu não responder ao questionário. Então, eu me pergunto: será que todo turista que pretende visitar o Japão passa por esse longo processo e interrogatório?

Golfinho de risso sendo capturado na enseada de Taiji. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Caçadores durante a captura de golfinhos em águas cheias de sangue na enseada de Taiji. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Nas duas vezes que estive no Japão, viajei como voluntário, não recebendo qualquer remuneração, sem desobedecer as leis locais, utilizando visto de turista, e não fiz nada diferente de outros turistas. Apenas tirei fotos, filmei e visitei lugares. Por outro lado, a polícia não me tratava como um turista, apesar do meu visto e do meu comportamento. Eles me filmavam e me vigiavam 24 (vinte e quatro) horas por dia, assim como faziam aos meus companheiros defensores dos oceanos. Apesar de diversas conversas em inglês com autoridades japonesas, quando eram questionados sobre esse tratamento diferenciado que recebíamos, eles sempre fugiam do assunto, chegando ao ponto de dizer que não sabiam falar inglês direito, e por isso não poderiam nos  responder. De qualquer maneira, o que mais se ouvia falar era que a matança de golfinhos era uma tradição, e por isso eles nunca iriam parar com essa prática. Em todos os lugares que eu visitei, dentro e fora do Brasil, quando a população local tinha uma tradição, adoravam que os visitantes tirassem fotos como lembrança e divulgação de uma cultura diferente. Então, se a matança de golfinhos e pequenas baleias em Taiji é uma tradição tão forte, quanto os cidadãos locais e o governo japonês dizem, por que evitar que as pessoas tirem fotos e divulguem-nas? Em minha opinião, existem duas respostas que levam para o mesmo caminho:

1) A matança é uma prova de que algo tão cruel ainda existe na sociedade do século XXI, deixando animais tão sencientes quanto nós agonizando e morrendo afogados no próprio sangue, enquanto a água da praia se transforma num vermelho triste, e isso mostra a exploração desenfreada que o Japão faz nos oceanos;

2) O trabalho diário dos Guardiões da Enseada para monitorar quantos golfinhos são capturados, vendidos para parques e mortos para consumo humano mostra que, em 4 (quatro) anos de campanha, existe uma queda nesses números, e a quota não é atingida. Isso pode provar que o trabalho da Sea Shepherd em Taiji tem trazido resultados muito positivos, apesar do número de golfinhos nadando livres nos oceanos estar diminuindo rapidamente. No final, isso também revela a exploração desenfreada que o Japão faz nos oceanos.

Abordagem policial para indicar que o lugar em que paramos nosso carro se tornou um local proibido para nós, pois caçadores e outras pessoas, incluindo turistas, ainda poderiam ali estacionar. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Policial tenta impedir a filmagem da caixa, cheia de carne de golfinhos, recém-comprada pelo comerciante da região (de boné azul). (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Bote da guarda costeira japonesa me interrogando, enquanto eu procurava por uma posição melhor para fotografar a matança. (Sea Shepherd Conservation Society/Cove Guardians)

Com um histórico de exterminador de espécies, essa exploração permitida pelo governo japonês precisa parar, antes que ela coloque um fim em mais uma peça fundamental para a sobrevivência de ecossistemas marinhos, manchando a imagem de seu povo inteiro, que tem sido pintado com a mesma tinta que os caçadores de golfinhos, apesar das gritantes diferenças entre ambos. E antes de sermos considerados racistas, vale perceber que lutamos, também, contra caçadores de focas no Canadá e na Namíbia, contra pescadores ilegais em Galápagos, no Senegal e no Mar Mediterrâneo, contra assassinos de golfinhos e pequenas baleias nas Ilhas Faroé, contra o governo da Austrália Ocidental que mata tubarões inocentes, e contra molestadores de baleias em enseadas brasileiras. Não é uma questão de preconceito, mas de preocupação com os oceanos e a vida que eles abrigam, afinal estamos prontos para defender, conservar e proteger.

NÚCLEO SC PRESENTE NO 25° SURFOCO

Por: Hugo Malagoli, coordenador do Núcleo SC

O Núcleo SC do Instituto Sea Shepherd Brasil, participou do 25º SURFOCO, na praia do Campeche, em Florianópolis (SC). O evento ocorreu no dia 1º de março, e contou com a participação dos voluntários catarinenses, que montaram um gazebo de filiação e de divulgação dos trabalhos realizados pelo ISSB.

Voluntários do Núcleo SC

 Um bom número de pessoas, que prestigiavam o evento, competidores e organizadores compareceram em nosso “posto avançado”. Um belo dia de sol brindou a 25ª edição campeonato, já tradicional na Ilha. Agradecemos a todos que, em pleno carnaval, ajudaram a divulgar o trabalho de preservação da vida marinha.

Foto: Núcleo SC

Foto: Núcleo SC

INSTITUTO SEA SHEPHERD BRASIL PARTICIPA DO “WORLD LOVE FOR DOLPHINS DAY” EM DEFESA DOS GOLFINHOS DE TAIJI.

Foi comemorado, no dia 14 de fevereiro, o Dia de São Valentim, que é considerado o Dia dos Namorados, em muitos países, e esta foi a data que a Sea Shepherd Global escolheu para celebrar o amor e mostrar ao Japão, o sentimento que as pessoas têm pelos golfinhos, que infelizmente são brutalmente assassinados todos os anos, em Taiji.

Através da liderança da Sea Shepherd USA que organizou manifestações em frente à embaixada do Japão em Washington e em consulados japoneses ao redor dos Estados Unidos, outras sedes internacionais da Sea Shepherd participaram deste evento simultâneo em seus respectivos países.

Em Nova Iorque, o Capitão Paul Watson, fundador da Sea Shepherd esteve presente na manifestação que contou com dezenas de simpatizantes. Na cidade de Los Angeles, mais de 100 ativistas compareceram ao evento, que contou com a presença de diversos atores, atrizes e personalidades como Sam Simon, Shannen Doherty e Holly Marie Combs.  Shannen, inclusive, tornou-se a mais nova integrante da família Sea Shepherd.

Nova Iorque - Capitão Paul Watson (centro)

Los Angeles - Sam Simon (centro com cartaz)

Los Angeles - Holly Marie Combs (esq) e Shannen Doherty (dir)

No Brasil, os núcleos Rio de Janeiro e São Paulo do ISSB realizaram demonstrações pacíficas em frente aos consulados do Japão, empunhando cartazes, faixas e bandeiras da organização, além de golfinhos infláveis, que chamaram a atenção dos pedestres.

Rio de Janeiro – Praia do Flamengo em frente ao Consulado do Japão

Rio de Janeiro – Consulado do Japão

Muitas pessoas ficaram chocadas ao saberem da matança anual de golfinhos em Taiji e mais surpresas ainda, com a estreita ligação entre esta crueldade e a indústria de parques marinhos com shows de golfinhos, como o Sea World (EUA), que em cativeiro passam fome para que se aproximem dos turistas que os alimentam, tristeza profunda pela separação de suas famílias (necessitando tomar remédios antidepressivos), alimentação pobre em nutrientes, etc, além do alerta da toxicidade da carne de golfinhos, que contém grande quantidade de metais pesados, como mercúrio e chumbo, que causa diversos problemas de saúde na população japonesa.

No Rio de Janeiro, funcionários do Consulado apareceram para registrar com fotos a manifestação, e em São Paulo, a coordenadora do Núcleo SP, Claudia Hallage e o voluntário Marcello, foram recebidos por membros do consulado que foram extremamente compreensivos e atenciosos diante as reivindicações pelo fim da caça anual, que chega a matar e/ou capturar cerca de 2 mil golfinhos.

São Paulo – Consulado do Japão

São Paulo – Consulado do Japão

Os atos pacíficos foram um sucesso e a mensagem ao Governo Japonês foi passada de forma correta: sem ódio, preconceito, mas com indignação pela matança brutal que ocorre todos os anos.

O ISSB agradece a todos que compareceram aos atos no Rio de Janeiro e em São Paulo para defender a vida dos golfinhos de Taiji. Vitórias e mudanças decorrem de atitudes e cada um dos presentes fez sua parte com louvor.

Em 2003, a Sea Shepherd expôs pela primeira vez este massacre brutal e desde 2010 mantém uma equipe de ativistas voluntários – “os Cove Guardians ou Guardiões da Enseada” – na cidade de Taiji para documentar e expor a horrível matança de golfinhos ao mundo

JAPÃO, O MUNDO LHE OBSERVA E NÃO VAMOS PARAR ATÉ QUE ESTA MATANÇA ACABE !!!

Leia também: Uma face triste dos parques marinhos, por Guilherme Pirá, Cove Guardian brasileiro – http://seashepherd.org.br/uma-face-triste-dos-parques-marinhos/

ISSB APRESENTA A SUA EMBAIXADA NA BAHIA

Por: Rodrigo Marques, Coordenador do Núcleo RS

O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB) conta com diversos apoiadores em todo o Brasil e, alguns destes, são nomeados como embaixadores do mar (pessoas) ou embaixadas do Instituto (empresas). As embaixadas do ISSB possuem o mesmo perfil e defendem a mesma causa, auxiliando os voluntários no desenvolvimento de projetos e ações.

A 13 Sul – Escola de Mergulho, abriu as suas portas para que o ISSB pudesse realizar o projeto EducaMar em aÇão, com as crianças de Barra Grande – Península de Maraú, na Bahia. Foram 20 dias de ações e treinamentos onde o ISSB teve a oportunidade de conhecer melhor o cotidiano da empresa e reforçar essa parceria com a equipe da escola.

Embaixada ISSB - Escola de mergulho 13 Sul Foto: Rodrigo Marques

A rotina de trabalho da escola começa cedo, as 7h da manhã e vai até as 22h. Durante o dia a equipe realiza mergulhos com pessoas credenciadas, realiza batismos (mergulho introdutório com auxílio de um instrutor) e aplica as provas práticas com os futuros mergulhadores. O que chama a atenção na escola é a enorme preocupação com ecossistema marinho e isso fica evidente quando conversamos com as pessoas que fazem parte da equipe. O proprietário da escola, Eduardo Lazzarin, é biólogo e um membro ativo na comunidade de Barra Grande, faz parte do Conselho do Meio Ambiente e está envolvido com as questões ambientais da cidade.

Alan e Victor retornando de mais um mergulho. Foto: Rodrigo Marques

Embarcação 13 Sul. Foto: 13 Sul

Para o representante do ISSB, o Biólogo Rodrigo Marques, “esses dias na Embaixada do ISSB foram muito produtivos, pude trocar diversas ideias e conhecer melhor a característica da escola. Durante os 20 dias de projeto, tive a oportunidade de conversar muito sobre as questões ambientais da região e, principalmente, sobre o turismo de baleias embarcado (TOBE) e pude perceber a preocupação do Eduardo nessa questão. A escola promove o turismo em alto mar para a observação da baleia jubarte e propôs algumas mudanças na atividade, como a diminuição do tempo de permanência junto aos animais. Ficou evidente que a preocupação da escola em relação ao bem estar das baleias é prioridade.”

O ISSB apoia o turismo embarcado e reconhece que essa é uma ferramenta de educação ambiental muito importante para a preservação se desenvolvida de forma correta e não colocando em risco a integridade dos animais.

Eduardo desenvolvendo trabalhos de Educação Ambiental nas Escolas. Foto: 13 Sul

O que mais chamou a atenção durante o projeto foi a forma como cada um dos membros da equipe se colocaram a disposição da Sea Shepherd. É uma grande satisfação poder contar com a experiência de cada uma dessas pessoas que vivem no mar e para o mar. São exemplos como esses que tornam o trabalho mais fácil, já que estamos na linha de frente em diversas situações onde a vida marinha, na maioria das vezes, não é levada em conta.

As limpezas de praia são desenvolvidas pela Escola com as crianças locais. Foto: 13 Sul

O ISSB gostaria de agradecer o apoio e dedicação dessas pessoas. Nossos sinceros agradecimentos a equipe 13 Sul, Léo, Adriano, Alan,Victor, Zuza, Dona Thelma, Eduardo e Nadja.