Ajude a salvar o golfinho de Maui

Pesquisa científica confirma que o impacto humano é responsável pela taxa de 94% da perda de espécies

Ajude a salvar o golfinho de Maui. Foto: Steve Dawson

O Ministério da Nova Zelândia de Indústrias Primárias e do Departamento de Conservação estão recebendo contribuições públicas para o Plano de Gestão de Ameaças para golfinho de Maui, endêmico da Nova Zelândia. O Ministério de Indústrias Primárias vai considerar todas as propostas, que depois serão analisadas, e recomendações serão elaboradas pelo ministro das Indústrias Primárias para decidir sobre medidas de proteção aos golfinhos de Maui. Este é um pedido para submissões de propostas, separado dos pedidos de proteção feitos no início deste ano. A próxima revisão será em 2017. A população com mais de um ano de idade é entre 55-79 e cerca de 20-25 fêmeas reprodutoras restantes. Houve uma taxa de perda de espécies de 94%, a partir de estimativas da população levantadas em 1970.

O golfinho de Maui, Cephalorynchus hectori maui, só vive na costa oeste do norte da Nova Zelândia e é uma sub-espécie de golfinho do Hector, Cephaloryhnchus hectori hectori, que é encontrado no sul da ilha. Embora visualmente semelhantes, pesquisas científicas determinaram a espécie de Maui como uma sub-espécie em 2002, devido a diferenças na geografia e mitocôndrias.

Na natureza, estes golfinhos vivem até 22 anos de idade e em um ambiente ideal eles vão começar a procriar com cerca de 7 anos de idade, nascendo um filhote a cada 2-6 anos. O habitat do golfinho de Maui é nos arredores do litoral, até o contorno de 100 metros de profundidade, embora eles viajem mais afastados da costa durante a alimentação de inverno, ao longo da coluna de água. Dentro de sua gama de habitats costeiros, pesquisas mostraram estarem presentes nos Portos Kaipara e Manukau.

O declínio desta espécie foi documentada por várias universidades, departamentos governamentais e ministérios, com impactos induzidos pelo homem como a principal causa. A revisão do Plano de Gestão de Ameaças considera que as atividades relacionadas com a pesca, como o emaranhamento em redes de nylon e filamentos de arrasto, respondem por 95% da mortalidade, com os restantes 5% devido a pesquisas sísmicas, poluição, mineração e doença. A revisão estima uma probabilidade de 95,7% de queda, ainda maior nos próximos cinco anos, a uma taxa de 7,6% a cada ano. A população de golfinhos de Maui é estimada para ser capaz de sustentar uma morte por 10 -23 anos, e devido a atividades humanas relacionadas, cinco foram registradas no ano passado.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) lista o golfinho de Maui como criticamente em perigo, e enfrenta um alto risco de extinção. A Nova Zelândia lista o golfinho de Maui como conservação dependente. No início deste ano, uma fase de apresentação pública para oferecer melhor proteção para o golfinho de Maui resultou na proibição temporária de redes de pesca no sul de New Plymouth, uma medida inadequada por abranger uma pequena área.

Em julho, o Comitê Científico da Comissão Internacional da Baleia instou a Nova Zelândia a tomar medidas imediatas para prevenir uma extinção iminente. Em setembro, 576 membros do Congresso Mundial de Conservação da IUCN votaram esmagadoramente a favor de um movimento para impedir a extinção do golfinho de Maui, o golfinho mais raro do mundo. Houve dois votos contra do movimento – da Nova Zelândia.

A investigação científica tem determinado o tempo, causa e efeito do declínio da população de golfinhos de Maui, e ficou comprovado que santuários de mamíferos marinhos no contexto da Nova Zelândia podem ajudar na recuperação de espécies. O objetivo do Plano de Gestão de Ameaças é identificar as ameaças atuais e implementar estratégias que reduzam os impactos induzidos pelo homem sobre o golfinho de Maui. Estamos observando e documentando a extinção do golfinho de Maui. Certifique-se de que você é um dos muitos que agir para deter isso.

Por favor, envie propostas para MauiTMP@mpi.govt.nz

Por favor, mencione as seguintes medidas de precaução em suas propostas:

Relacionadas com a pesca medidas propostas pelo Plano de Gestão de Ameaças:

  • Proibir redes de arrasto até o contorno de profundidade de 100 metros da faixa de habitat total
  • Proteção integral no Kaipara e Portos Manukau
  • Proteção entre o Norte e Sul da Ilha

Medidas relacionadas com as propostas pelo Departamento de Conservação:

  • Estender santuários mamíferos marinhos na costa oeste norte da Ilha
  • Estender restrições de pesquisas sísmicas em Santuários de mamíferos marinhos
  • Estender restrições de mineração do mar

E sim, por favor, assine a petição no Change.orgwww.change.org/petitions/save-maui-s-dolphins-now

Golfinho de Hector. Foto: Steve Dawson

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Curso de Salvamento de Animais Petrolizados em SC

Mais uma vez Santa Catarina atendeu o chamado da Sea Shepherd. O bom número de inscritos no Curso de Salvamento de Animais Petrolizados confirma o interesse do povo e de uma parte do empresariado catarinense nas questões relacionadas ao meio ambiente marinho. Este curso, realizado dia 27 e 28 de outubro, assim como o anterior, entre 19 e 20 de maio, foi ministrado em um dos hotéis de maior destaque de Florianópolis, o Hotel Costa Norte Ponta das Canas.

O gerente do hotel, Diego Menin Palermo, destacou o impacto deste evento: “Foi extremamente gratificante ter participado e concluído o Curso de Salvamento de Animais Marinhos em Derrames de Petróleo, ministrado pela Sea Shepherd Brasil. Achei sensacional o hotel ter sediado o espaço para o curso, pois nossos hotéis estão na beira da praia. O curso foi tão importante que dois meses depois já fui capaz de salvar a vida de um pinguim, com as técnicas adquiridas no curso, que estava em situação de resgate. O policial ambiental me disse que ele não iria sobreviver se retornasse ao mar. A gerência e a diretoria dos hotéis gostaram tanto que eu fui autorizado a conceder novamente o espaço para a realização de um novo curso”.

Estudantes, acadêmicos, profissionais liberais, representantes de instituições governamentais, entre outros compuseram a classe. Para o diretor geral do Institituto Sea Shepherd Brasil, Wendell Estol: “Cada vez mais as ações de educação ambiental desenvolvidas pelo Instituto Sea Shepherd Brasil tem se mostrado eficazes no cumprimento de multiplicar conhecimentos que possam, efetivamente, contribuir para a conservação da vida marinha. O número de inscritos é maior a cada ano que passa. Até outubro de 2012, foram realizados 7 destes cursos, que alcançaram mais de 200 pessoas inscritas”.

Para mais informações sobre os cursos do Instituto Sea Shepherd Brasil, acesse:
seashepherd.org.br/capacitacao-e-cursos/

Instituto Sea Shepherd Brasil marcou presença no II Festival Vegano do ABC

Por Claudia Heloisa Hallage, voluntária do Núcleo SP

No último domingo, 28/10, aconteceu o II Festival Vegano do ABC, em São Caetano do Sul (SP), com a participação de diversas ONG’S e expositores, todos dispostos a mostrar que é possível viver sem dependermos da produção animal.

Para veganos, vegetarianos, ambientalistas e simpatizantes foi uma ótima oportunidade de rever amigos e comprar produtos da linha vegana. Mesmo para quem não conhecia o estilo vegano, encontrou no evento uma boa fonte de informações e esclarecimentos sobre esta alternativa de vida.

Núcleo SP do Instituto Sea Shepherd Brasil presente. Foto: Carlos Crow

O Núcleo SP do Instituto Sea Shepherd Brasil levou seus voluntários para esclarecimentos sobre a defesa dos oceanos e divulgação das campanhas da ONG. Durante a oportunidade, também desenvolveram, com o público, atividades lúdicas e educativas.

Atividades promovidas pelo Instituto Sea Shepherd Brasil. Foto: Carlos Crow

Um fato que chamou a atenção, positivamente, foi a grande presença de crianças, interessadas nas questões oceânicas.

Grande presença de crianças no evento. Foto: Carlos Crow

Finning

Uma das campanhas internacionais da Sea Shepherd é contra o finning, prática de retirada das barbatanas do tubarão, ainda vivo. Mais uma vez o objetivo da participação do Instituto Sea Shepherd Brasil foi alcançado, pois muitas das pessoas que passaram pela nossa tenda ainda não conheciam esta prática chocante.

Voluntários do Núcleo SP. Foto: Carlos Crow

O retorno de um perigoso crime ecológico

Comentário pelo Capitão Paul Watson

Fertilização do oceano com ferro. Foto: Woods Hole Oceanographic Institution

Pode um homem estuprar um oceano?

Há alguns meses o chamado geo-engenheiro Russ George fez exatamente isso. Ele expeliu 100 toneladas de sulfato de ferro no mar na tentativa de produzir plâncton, em um esforço cientificamente suspeito de capitalizar créditos de carbono.

A Sea Shepherd é muito familiarizada com o Sr. George.

Nós o paramos em Galápagos em 2007. Nós o paramos em Bermudas, Madeira e Ilhas Canárias, em 2008. Nós ajudamos a levá-lo à falência em 2009.

Agora ele está de volta.

Este poluidor criminoso conseguiu fazer ao largo da costa oeste do Canadá a mesma coisa que o impedimos de fazer na América do Sul e África.

As imagens de satélite confirmaram que George gerou um florescimento de fitoplâncton artificial que está cobrindo 10.000 quilômetros quadrados. Ele fez isso despejando 100 toneladas de sulfato de ferro no Oceano Pacífico em um redemoinho de 200 milhas náuticas a oeste das ilhas canadenses de Haida Gwaii.

Em agosto de 2007, a Sea Shepherd Conservation Society trabalhou com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e o Parque Nacional de Galápagos para sufocar os planos de George de criar um monstro florescimento de fitoplâncton algumas centenas de quilômetros do Parque Nacional de Galápagos. Em 2008, enfrentamos sua “pesquisa” em um navio em Bermudas e enfrentamos George em Madiera. Nós o encontramos lá e seus planos de poluir as águas do Atlântico terminaram.

No ano seguinte Planktos faliu, e pensamos que havíamos derrotado este plano ecologicamente insano. Planktos encerrou suas operações, afirmando que a culpa do fechamento do projeto foi “uma campanha de desinformação altamente eficaz travada por anti-offset cruzados.”

O anúncio deixou de mencionar que esses “cruzados” não eram apenas a Sea Shepherd, mas a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, os governos do Equador, Bermudas, Espanha e toda uma comunidade científica que ficou chocada com o fato de que George tinha a intenção de usar o oceano como um laboratório para testar seu esquema de compensação de carbono.

O plano era a Planktos vender “créditos de compensação de carbono”, por desencadear flores de plâncton que, em tese, absorvem uma quantidade previsível de dióxido de carbono pelo aquecimento de gás através da fotossíntese, e depois afundam no fundo do mar. Os créditos seriam vendidos a empresas ou indivíduos que tentam compensar as emissões de dióxido de carbono provenientes do transporte.

O plâncton ocorre naturalmente quando a poeira contendo ferro se instala sobre as águas do oceano, onde a falta de ferro, de outro modo, evitar que os plânctons prosperem. Flores enormes resultaram após a poeira do deserto do Saara e os golpes sobre o Atlântico, por exemplo. Os esforços para replicar o processo oficialmente tiveram forte oposição de grupos ambientalistas. A Sea Shepherd Conservation Society se opõe ao despejo do esquema do pó de minério de ferro porque foi condenado pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos e foi, de fato, uma violação dos Estados Unidos e regulamentos internacionais sobre a imersão de materiais no mar. O Parque Nacional de Galápagos, a Fundação Charles Darwin, e o Ministério do Meio Ambiente do Equador também se opuseram ao esquema. A Sea Shepherd não faz qualquer juízo sobre o mérito científico, se houver, a este regime. Agimos porque o despejo foi uma violação da lei equatoriana, americana e da lei internacional.

Será que o despejo de pó de minério de ferro no mar estimula plânctons? Flores de plâncton irão aumentar o sequestro de dióxido de carbono? Nós não sabemos, mas as respostas têm de ser encontradas no laboratório antes de utilizar o oceano vivo como uma instalação de testes. A Sea Shepherd Conservation Society não está em posição para determinar o mérito científico. Nós só podemos agir de acordo com as recomendações de organismos científicos e agências de aplicação da lei. Como uma parceira do Parque Nacional de Galápagos e da Polícia Nacional do Meio Ambiente do Equador que agimos de acordo com a sua oposição a este esquema, e nós concordamos com a Agência de Proteção Ambiental, nos Estados Unidos, e o Centro de Pesquisas Darwin, em Galápagos, que o esquema de Planktos faltava credibilidade científica suficiente.

Planktos Inc. não foi capaz de fornecer a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos qualquer informação relativa a uma avaliação por parte da empresa ou de qualquer órgão regulatório dos potenciais impactos ambientais de seu projeto planejado com a adição de ferro, tais como: 
 a quantidade estimada e os impactos potenciais de ferro que não seja absorvido pelo fitoplâncton; 
 os valores e potenciais impactos de outros materiais que podem ser liberados com o ferro; 
 os valores estimados e os impactos potenciais de outros gases que podem ser produzidos pelas flores fitoplâncton esperados ou por bactérias de decomposição do fitoplâncton mortos; 
 Os extensão estimada e os impactos potenciais de hipóxia no oceano profundo (baixa de oxigênio) ou anóxia (falta de oxigênio), causada pela decomposição bacteriana das flores fitoplâncton esperadas, ou
 os tipos de fitoplâncton que se espera que venham a florescer, e os impactos potenciais de qualquer florescimento de algas nocivas de que podem se desenvolver.

Em 2008, 191 países concordaram com uma moratória em grande escala comercial de esquemas de fertilização de ferro. O acordo, aprovado em 30 de maio de 2008, em uma reunião da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, em Bonn, na Alemanha, pediu a proibição de projetos de fertilização do oceano até grandes cientistas entenderem melhor os riscos e benefícios potenciais de manipular a cadeia alimentar oceânica. As regras da ONU eram tão rigorosas que ainda tiveram o impacto negativo de limitar alguma pesquisa científica legítima para a fertilização com ferro. Russ George, que rejeitou a moratória em 2008 como “mitologia”, disse que não se aplicam a seu projeto. Assim, em face da condenação internacional e do direito internacional, George fez o que queria fazer e conseguiu despejar 100 toneladas de pó de ferro no mar. As imagens de satélite da NASA mostram que George realmente desencadeou um florescimento artificial de fitoplâncton em cerca de 10.000 quilômetros quadrados ao largo da costa norte de British Columbia. George afirmou que sua equipe de cientistas não identificados monitoram os resultados do maior experimento de geo-engenharia já realizado, com equipamento emprestado de agências norte-americanas como a NASA e a Administração Nacional da Atmosfera e do Oceano. Ele afirmou que é o “projeto de restauração do oceano mais substancial na história”, e coletou uma “maior densidade e profundidade de dados científicos do que nunca”.

A Sea Shepherd não acredita por um momento que a NASA e a Administração Nacional da Atmosfera e do Oceano façam parte do que era claramente uma operação ilegal. Para tornar a questão ainda mais sinistra, George enganou o povo Haida, em Haida Gwai, para ajudar a financiar o despejo, passando-o como um projeto de aumento de salmão. George convenceu o povo Haida a canalizar mais de um milhão de dólares de seus próprios fundos para o projeto que, supostamente, beneficiará o oceano e as populações de salmão. Falando para a nação Haida, o presidente tribal Guujaaw disse que foi dito que o despejo seria ambientalmente benéfico ao oceano, o que é crucial para a sua subsistência e da cultura. As pessoas da aldeia votaram para apoiar o que foi dito ser um “projeto de aumento de salmão” e não teria acordado se lhes tivessem dito sobre quaisquer potenciais efeitos negativos, ou que era uma violação de uma convenção internacional. O povo Haida deveria processar George por fraude, e ele deve ser responsabilizado por suas operações potencialmente destrutivas. O oceano não pode ser usado como um laboratório para um esquema para vender créditos de carbono. Se Russ George não for punido por isso, ele provavelmente irá despejar novamente, e ele estará incentivando outros a despejar pó de ferro no mar. Há uma razão para que os níveis de plâncton sejam mantidos sob controle através de meios naturais de pastagem por baleias e peixes. Quando os seres humanos começam a mexer com os processos naturais, quase sempre resulta em resultados negativos. A razão que George jogou o pó de ferro fora da Colúmbia Britânica foi porque ele foi encorajado a fazê-lo pelo governo canadense. Eles sabiam do plano e não fizeram nada para impedi-lo. Isso faz sentido, considerando que o obstrucionismo canadense dificultou as negociações sobre a geo-engenharia em uma reunião recente da biodiversidade da ONU na Índia, onde o Canadá foi criticado por ser um dos “quatro cavaleiros do geo-engenharia.” Os outros três, sendo Austrália, Nova Zelândia e Grã-Bretanha. O governo canadense se recusou a fazer qualquer declaração sobre a operação. O pó de ferro despejado no oceano era de Alberta. Parece que o governo canadense quer tomar o crédito se o esquema funcionar, mas para ter uma desculpa se isso não acontecer, dizem que não o aprovaram.

O povo Haida não está feliz com Russ George. Russ George é um estuprador de série do oceano e precisa ser detido antes que ele polua mais ecossistemas oceânicos com sua semente de cientista louco nessa tentativa ecologicamente insana de produzir colônias anormalmente grandes de oxigênio de empobrecimento, matando peixes para o único propósito de fazer um lucro do negócio bobo de negociação de créditos de carbono.

Quem é o criminoso ecológico, Russell George? Era uma vez um tripulante a bordo do navio do Greenpeace, Rainbow Warrior e ele usa esse fato para se estabelecer como um ambientalista “credível”, embora ele agora acusa o Greenpeace de ser uma das “organizações marginais ambientais”, juntamente com a Sea Shepherd, por atacar sua” ciência”.
 Russ tem uma licenciatura em biologia, mas também afirmou que ter um diploma em física nuclear, o que ele não tem. Ele afirmou isto quando estava promovendo a fusão a frio, outro projeto sem qualquer credibilidade científica ou pelo menos que tenha demonstrado ser credível.

Russ George é simplesmente um vigarista manipulando preocupações das sociedades sobre as mudanças climáticas. Ele tem uma história de ignorar a comunidade científica, juntamente com um histórico de envolvimento em sistemas sombrios “fique rico rápido”. Agora que ele levantou a cabeça de novo, a Sea Shepherd estará acompanhando, e vamos interferir com os planos futuros de despejar pó de ferro no ambiente marinho. Os governos do mundo têm a responsabilidade de proteger a integridade de nossos oceanos, mas os governos, como de costume, estão fazendo vista grossa quando se trata de intervir contra operações que dão lucro com a exploração irresponsável dos ecossistemas marinhos.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Guardiães da Enseada começam a transmitir ao vivo matança de golfinhos em Taiji

Comentário por Omar Todd

Livestream filmagem das canetas de cativeiro. Foto de arquivo

As batalhas que lutamos sempre tem mais de uma frente. Somos primeiramente uma agressiva e não-violenta organização de ação direta. Uma das maiores ferramentas da Sea Shepherd tem sido muitas vezes a câmera, mesmo antes dos surgimento das mídias sociais. A câmera pode capturar as emoções cruas, sentimentos e ações em detalhes, que a mídia social não pode. Pode ser de uma precisão cirúrgica mostrar um momento particular ou uma atrocidade. Isto é intensificado quando o espectador percebe que o que está vendo de fato está acontecendo no momento em que se vê. A câmera captura momentos que poderiam ser perdidos ou muito facilmente ignorados por aqueles que preferem fingir que esta matança trágica não acontece.

Um homem em particular esteve lá com sua câmera desde o início, e é possivelmente o mais antigo veterano tripulante, além do próprio Capitão Watson. Peter J. Brown começou como cinegrafista para a CNN em uma das primeiras campanhas da Sea Shepherd e se envolveu com a Sea Shepherd, de uma forma ou de outra, desde então. O documentário “Confissões de um Eco-Terrorista”, que consiste em filmagens cuidadosamente tomadas ao longo de um período de 35 anos em campanhas da Sea Shepherd, é a coroa do seu trabalho até agora.

O mais recente projecto de Peter, EZEARTH.TV, está provando ter o potencial de levar a nossa mensagem diretamente para uma audiência global. Esta tecnologia, que está na vanguarda da alta definição de transmissão de vídeo sob demanda, está sendo testada por nossos Guardiães da Enseada em Taiji, no Japão, para transmitir os eventos enquanto eles acontecem. Durante a primeira tentativa, em seu pico, chegamos a mais de 7.000 entradas ao vivo de todas as partes do mundo, e tivemos mais de 70.000 acessos ao site: http://taiji.ezearth.tv/. Nós o consideramos como um sucesso retumbante.

A tecnologia é inovadora, e com uma excelente equipe de técnicos que contribuíram, que oferecem seu tempo, incluindo: Todd Sauve, do Sauve Designs, Ranjit Sivaprakasam, do Digital Stream Incorporated, Omar Todd , nosso voluntário líder da direção técnica e associados. Acreditamos que esta tecnologia, sendo usada com mais freqüência por nossas equipes ao redor do mundo, vai se tornar uma ferramenta poderosa para mostrar ao mundo, em tempo real, o que está acontecendo em determinados locais usando telefones celulares, iPads e outras tecnologias que estão prontamente disponíveis.

Talvez, no futuro próximo, haverá também transmissão ao vivo de nossos navios, ou de helicópteros. Quando a tecnologia melhorar, todas as opções serão investigadas.

Podemos esperar que o espectador tire sua própria conclusão. Como o Capitão Watson disse: “Se você é um ser decente, você não andará na rua e deixará alguém ser assassinado sem tentar evitar isso”, e com esse espírito, esperamos que esta tecnologia nova e inovadora nos ajude em nosso esforço para livrar o mundo desses assassinatos horrendos infligidos sobre as baleias, golfinhos, tubarões, focas e toda a vida marinha.

Acesse a transmissão ao vivo de Taiji, onde a nossa campanha Operação Paciência Infinita está em andamento, e os nossos incríveis Guardiães da Enseada estão trazendo o horror da matança de golfinhos para o mundo.

http://taiji.ezearth.tv/

Carne de golfinho sendo processada. Foto: Sea Shepherd

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil