Navios japoneses ignoram ordem australiana para sair das águas da Austrália

O navio de segurança japonês Shonan Maru 2, com membros armados da Guarda Costeira japonesa a bordo, entrou na Zona Exclusiva Econômica australiana em volta da Ilha Macquarie, às 15h00 (horário da Austrália), em 31 de janeiro, perseguindo o navio da Sea Shepherd Conservation Society de longo alcance, o SSS Bob Barker. O governo australiano notificou oficialmente o governo japonês para ordenar o Shonan Maru 2 a permanecer fora das águas territoriais da Austrália.

(Foto de arquivo) Shonan Maru 2, 04 de janeiro de 2012. Foto: Guillaume Collet

“A Sea Shepherd Austrália aplaude o Ministro Federal do Meio Ambiente, o deputado Tony Burke, em sua resposta rápida a essa questão. Entretanto, os caçadores desconsideraram completamente o pedido da Austrália, enquanto um navio armado do governo do Japão continua a todo vapor adentrando cada vez mais as águas da Austrália, em violação à ordem do Tribunal Federal da Austrália”, disse o Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen.

A frota baleeira japonesa está desprezando uma ordem do Tribunal Federal da Austrália desde 2008, que os proíbe de matar baleias em águas territoriais da Austrália. Apesar da decisão, o Instituto de Pesquisa de Cetáceos anunciou que tem a intenção de matar ilegalmente cerca de mil baleias minke e 50 baleias fin durante a temporada 2012/2013 de caça à baleia.

O Bob Barker está em direção da Ilha Macquarie para escapar do Shonan Maru 2, que atualmente está o perseguindo.

O capitão do Bob Barker, Peter Hammarstedt, disse: “O Shonan Maru 2 é uma parte integrante do programa baleeiro japonês. A bordo estão tropas armadas da Guarda Costeira do Japão, cuja única missão é impedir violentamente minha tripulação de defender as baleia, muitos dos quais são cidadãos australianos, de defender a legislação interna australiana e a legislação internacional de proteção às baleias”.

O SSS Steve Irwin está sendo seguido pelo Yushin Maru 1.

O SSS Brigitte Bardot está perseguindo o Yushin Maru 3 a cerca de 300 quilômetros ao sul. Somente o Yushin Maru 2 permanece com o Nisshin Maru, e os dois navios estão ao norte da área de caça e fugindo dos navios conservacionistas.

Este é o primeiro mês de janeiro que nem uma única baleia foi morta no Santuário Antártico das Baleias. Janeiro sempre foi um mês de pico para os assassinos de baleias.

O Bob Barker encontrou o Nisshin Maru na terça-feira, 29 de janeiro. Infelizmente um forte nevoeiro e o mar agitado permitiram que o Nisshin Maru escapasse.

Com um navio da Sea Shepherd em perseguição, o Nisshin Maru e o Yushin Maru 2 não serão capazes de parar para caçar baleias.

O navio da Sea Shepherd, SSS Sam Simon, continua a perseguir o Nisshin Maru, livre de perseguição e assistido por drones aéreos realizando buscas.

Uma vez que o Bob Barker se livrar do Shonan Maru 2, eles vão voltar para buscar o navio-fábrica, Nisshin Maru. O objetivo é que todos os quatro navios da Sea Shepherd mantenham os baleeiros separados e em fuga. Esta nona campanha da Sea Shepherd em defesa das baleias no Oceano Antártico, Operação Tolerância Zero, está atualmente para atingir sua meta de ser um ano de cota zero para os caçadores japoneses.

SSS Bob Barker em Auckland. Foto: Eliza Muirhead

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Navios da Sea Shepherd interceptam o Nisshin Maru – caçadores de baleia começam a correr

O capitão Peter Hammarstedt no Bob Barker. Foto: Glenn Lockitch

Ontem à noite, às 23:30 horas, liderado pela Sea Shepherd Austrália, o navio da Sea Shepherd, o SSS Bob Barker encontrou o Nisshin Maru e começou a perseguir o navio-fábrica japonês. O navio de proteção japonês Shonan Maru 2 acudiu o Nisshin Maru e se aproximou do Bob Barker, seguindo a uma distância de 2 quilômetros.

Um dia antes, o navio da Sea Shepherd Austrália, o SSS Brigitte Bardot havia encontrado o navio arpoador Yushin Maru 3. O Yushin Maru 3 foi em direção oeste, e então se dirigiu para o sul, até deixar o Brigitte Bardot fora da pista do Nisshin Maru. No entanto, o Brigitte Bardot decidiu seguir o Yushin Maru 3 para forçá-lo a deixar o máximo de distância possível entre ele e o Nisshin Maru. O Yushin Maru 3 está agora a 400 milhas do Nisshin Maru.

A frota baleeira ainda não matou uma única baleia. Todos os quatro navios da Sea Shepherd estavam guardando o confronto para o Santuário de Baleias do Oceano Antártico, e a interceptação foi feita antes da frota poder entrar na área de matança.

O co-líder da campanha e Diretor da Sea Shepherd Austrália, Jeff Hansen, declarou: “Temos a confirmação visual da tripulação do Brigitte Bardot de que o arpão no Yushin Maru 3 está sob uma lona e não foi carregado, o que significa que a frota ainda não começou a disparar seus arpões”.

A frota baleeira japonesa está agora dispersa e sendo perseguida pela frota da Sea Shepherd.

O co-líder da campanha, Bob Brown, declarou: “As primeiras 24 horas de contato com os caçadores de baleias tem sido uma vitória para a Sea Shepherd e uma perda total para a frota baleeira japonesa. Tenho o prazer de informar que nem uma única baleia foi prejudicada até agora. Vamos, Sea Shepherd!”

Mais um dia e o mês de janeiro será um mês livre de baleias mortas, marcando a primeira vez que nenhuma baleia foi morta neste mês de pico da caça à baleia.

Com a sua frota ainda mais forte com quatro navios, a Sea Shepherd Austrália este ano tem o poder de parar a caça de baleias pela frota japonesa completamente, que continuam as operações ilegais desafiando uma decisão do Tribunal Federal da Austrália de 2008, que proibiu suas atividades de caça no Oceano Antártico. Os navios da Sea Shepherd pretendem manter os caçadores de baleias correndo e divididos. Todos os navios da Sea Shepherd têm combustível para permanecer no Santuário de Baleias da Antártica até o final da temporada de caça às baleias e o Operação Tolerância Zero continua no alvo.

O Yushin Maru 3, visto do SSS Brigitte Bardot. Foto: Agar Simon

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd intercepta caçadores de baleias antes de uma única baleia ser morta

Ontem à noite, durante uma patrulha no Santuário de Baleias da Antártica, o rápido navio interceptor da Sea Shepherd Austrália, o SSS Brigitte Bardot, interceptou um navio arpoador, o Yushin Maru 3.

O interceptor rápido da Sea Shepherd Austrália, o SSS Brigitte Bardot

O Capitão Jean Yves Terlain, do Brigitte Bardot, declarou: “O Yushin Maru 3 estava em curso oeste, indicando que a frota pegou mau tempo nos últimos dias. A latitude em que eles foram encontrados foi bastante a extremo norte, e uma vez que as grandes concentrações de baleias são encontradas mais ao sul, mais perto do Continente Antártico, onde há alta concentração de krill, isso indica que eles ainda não começaram a caça”.

O co-líder da Operação Tolerância Zero, Bob Brown, ficou emocionado quando ouviu a notícia. “É provável que tenhamos interceptado estes caçadores de baleia antes de um único arpão ser atirado. Os amantes das baleia na Austrália e ao redor do mundo estão entusiasmados porque a Sea Shepherd está lá, mas ainda assustados pela frota baleeira estar no Santuário de Baleias”.

O navio arpoador japonês Yushin Maru 3 visto durante a Operação Vento Divino, em 2012

O Capitão Peter Hammarstedt, do Bob Barker, declarou: “A partir de experiências anteriores, sabemos que os navios arpoadores nunca estão longes do navio-fábrica, ou seja, o matadouro flutuante, o Nisshin Maru, deve estar por perto”.

O co-líder da Operação Tolerância Zero, Jeff Hansen, declarou: “Estamos no final de janeiro e parece que nem uma única baleia foi morta. Nós agora só precisamos nos manter grudados nesses caçadores. A Sea Shepherd vai fazer a sua parte para defender a decisão do Tribunal Federal da Austrália. Nós não vamos tolerar a morte de uma única baleia dentro do estabelecido Santuário de Baleias por estes caçadores”.

Os outros três navios da Sea Shepherd, o SSS Steve Irwin, o SSS Bob Barker e o SSS Sam Simon, permanecem em guarda e na caça da Estrela da Morte de Cetáceos, o Nisshin Maru, em defesa das baleias.

O fundador da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson, fez o seguinte comentário: “Como um cidadão dos EUA, vou respeitar e cumprir a decisão da Nona Corte Distrital dos Estados Unidos e não violarei a liminar concedida ao Instituto de Pesquisa de Cetáceos. Estou a bordo do Steve Irwin como observador da Operação Tolerância Zero, para documentar a matança ilegal de baleias do Japão. Tenho toda a fé no ex-líder Verde australiano Bob Brown para liderar a nona campanha da Sea Shepherd em defesa das baleias na Antártica, a Operação Tolerância Zero. Estou igualmente confiante nas habilidades e liderança dos capitães de todos os quatro navios da Sea Shepherd, porque eles têm a paixão e o compromisso de defender a decisão do Tribunal Federal da Austrália que proíbe caça de baleias pelo Japão”.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil

Uma longa jornada para casa e agora a viagem começa

Comentário pelo Capitão Paul Watson

Capitão Watson a bordo do Steve Irwin. Foto: Tim Watters / Sea Shepherd

Esta semana é a minha semana de aniversário, e uma semana maravilhosa na verdade, porque eu recebi o melhor de todos os presentes possíveis. O convés do Steve Irwin está novamente sob meus pés. Eu tenho uma equipe fantástica e nosso navio está em curso para a Antártida.

Tem sido uma longa viagem, da Alemanha para onde estou agora.

Através de dois oceanos e rios incontáveis, ao longo de três cadeias de montanhas, através de um deserto, sobre os lagos, e por dezenas de cidades e vilas. Um total de 9.000 milhas cobertas de Frankfurt, na Alemanha, para o sul do Oceano Pacífico.

Um pouco inconveniente, sem passaporte ou qualquer forma de identificação, e tudo mais difícil sem cartões de crédito ou acesso a caixas eletrônicos, sem acesso à internet, ou até mesmo um telefone celular.

Escuro, a ponto de invisível, mas foi essa invisibilidade que me manteve fora das garras do Japão – apesar de seus recursos, o seu pequeno exército de advogados e sua capacidade de usar sua influência econômica para me colocar na lista vermelha da Interpol sobre motivação política e acusações falsas.

Foram sete meses desde que os alemães me detiveram no aeroporto de Frankfurt, e quatro meses desde que deixei a Alemanha.

Eu não teria chegado aqui sem a lealdade e desenvoltura de apoiadores, amigos e familiares.

E por causa deles, eu agora volto para o Steve Irwin, viajando principalmente através da maior e mais livre nação no mundo – o oceano!

Eu não posso entrar em detalhes sobre as minhas viagens ao longo dos últimos quatro meses. Talvez eu tenha que fazer isso novamente em algum momento no futuro.

Mais importante ainda, precisamos agora focar no futuro imediato, e não no passado recente.

Nossos navios e nossa tripulação estão em movimento. O Steve Irwin e eu estamos no mar. O Bob Barker saiu em 30 de novembro de Sydney. O Brigitte Bardot também está no mar, e Sam Simon permanece em um local não revelado, em meio a rumores e especulações sobre o que é e onde está. Tudo o que posso dizer é que Locky MacLean, um cidadão da França e Canadá, é o capitão.

Eu agora sou o capitão do Steve Irwin, mais uma vez. Peter Hammarstedt, um cidadão da Suécia e dos EUA, é o capitão do Bob Barker, e o capitão do Brigitte Bardot é o mundialmente famoso marinheiro francês, o lendário Jean Yves Terlain.

Quatro navios com quatro capitães, oficiais, e uma tripulação de 120 pessoas de 24 países: Áustria, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, Grã-Bretanha, Equador, Finlândia, Alemanha, Hungria, Índia, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, Rússia, Singapura, África do Sul, Espanha, Suécia e Estados Unidos.

O objetivo da Operação Tolerância Zero é interceptar e intervir contra a intenção da frota baleeira japonesa de matar 1.035 baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico. Nosso propósito é duplo: salvar a vida das baleias e elevar os custos para a indústria baleeira japonesa, tanto quanto nos for possível, em perdas financeiras. No ano passado, custou cerca de 22 milhões de dólares norte-americanos, apesar do fato de que eles receberam um subsídio de 30 milhões de dólares roubados do fundo de socorro às vítimas do tsunami japonês.

E, como sempre, nossas ações são realizadas no espírito budista de Hayagriva, onde não causamos danos físicos aos nossos adversários. Nosso alvo são suas intenções, e frustrar suas ambições letais, mas nunca prejudicá-los. Infelizmente, eles não compartilham da nossa compaixão e, assim, os riscos que nossas tripulações enfrentam são consideráveis.

Nós nunca estivemos mais fortes, nem mais determinados. Nossa dedicação à defesa da integridade do Santuário de Baleias da Antártica não diminuiu, pois sabemos que a chave para o sucesso é persistência, paciência e perseverança.

Conseguimos a falência da frota baleeira. Conseguimos afundá-los economicamente. Agora precisamos afundá-los politicamente.

Em 1977, nos opusemos à matança de baleias na Austrália Ocidental, quando a Austrália era uma teimosa nação baleeira. Hoje, a Austrália é a nação líder na defesa das baleias no mundo. Isso me dá uma grande esperança para o Japão. O Japão pode ser uma grande força para o bem com a conservação marinha, e mais e mais japoneses estão nos apoiando a cada ano. Eu acredito que um dia o Japão vai ser uma nação que também protege as baleias, e não que as mata, assim como a Austrália se tornou hoje.

A caça de baleias está se tornando impopular no Japão. Apenas alguns anos atrás, a frota baleeira japonesa se afastava do cais com multidão aplaudindo, faixas, fitas e ampla cobertura da mídia.

Eles partiram esta semana de um local obscuro, sem alarde; vergonhosamente esgueirando-se para o mar, por medo de que iriam vê-los.

No início do mês, divulgamos um comunicado dizendo que iríamos enfrentá-los ao largo da costa do Japão e, aparentemente, eles acreditaram. Sua Guarda Costeira foi mobilizada, e tiveram uma grande despesa e esforço para esgueirar-se calmamente para fora do porto.

É claro que não tínhamos intenção de ir para Norte. Estamos esperando por eles no Sul, mas antes de chegar ao Santuário de Baleias do Oceano Austral.

Nossos navios vão espalhar-se para proteger as entradas para o Santuário, e uma vez que o Nisshin Maru for encontrado, iremos bloquear qualquer tentativa de realizar operações baleeiras.

Espero que este seja o último ano que temos que fazer esta viagem longa, cara e perigosa para o Oceano Antártico, mas vamos voltar novamente no próximo ano e no ano seguinte, e todos os anos seguintes, até que a matança de baleias termine.

Nós nos tornamos os guardiões das baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, e nunca vamos nos render a esses assassinos.

Um agradecimento especial a todos que doaram para a Sea Shepherd e tornaram possível para os nossos navios estar onde estamos agora. Nós ainda precisamos de sua ajuda para reabastecer os navios que nos permitem manter os nossos postos aqui na parte inferior do planeta, como os guardiões das grandes baleias.

Nós fazemos o que fazemos de modo que elas possam viver. Nós fazemos o que fazemos para as crianças do futuro, de modo que elas possam viver em um mundo com as baleias, porque quando as baleias não existirem mais, o mar vai morrer, e quando o mar não existir mais – nós, todos nós, vamos morrer!

Estou na ponte do Steve Irwin, olhando sobre o vasto manto de tinta azul do oceano, e vejo entre o mar e o céu salpicado de nuvens âmbar douradas um único esguicho diretamente à frente, e este esguicho simboliza a vida.

Enquanto o sol se põe a oeste, com um flash de faíscas verdes no horizonte, eu sinto que não há lugar que eu preferiria estar ou qualquer lugar que eu poderia ser mais feliz do que sobre estas águas, vivas e sustentáveis, ​​em uma missão para defender o Leviatã.

Traduzido por Rodrigo Marques, voluntário do Instituto Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd lança Operação Tolerância Zero

O Steve Irwin partiu de Williamstown, na Austrália, em campanha histórica em defesa das baleias

Steve Irwin parte na Austrália. Foto: Sea Shepherd

Na manhã de 05 de novembro, o capitão Siddharth Chakravarty navegou o navio Steve Irwin, da Sea Shepherd, de Seaworks, em Williamstown, na Austrália, para lançar a Operação Tolerância Zero, a nona Campanha em Defesa das Baleias na Antártida da Sea Shepherd Conservation Society. O navio Steve Irwin da Sea Shepherd é emblemático.

Chakravarty é um jovem marinheiro de Maharashtra, na Índia, e esta será sua segunda Campanha em Defesa das Baleias na Antártida com a Sea Shepherd. “O objetivo é levar ao fim a caça de baleias. Queremos parar permanentemente a caça ilegal de baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, que é protegido por uma moratória internacional”, disse ele.

O Capitão do Bob Barker, o capitão Peter Hammarstedt, declarou: “O plano é que a nossa frota encontre a frota baleeira no Pacífico Norte, fora do Japão. Estamos planejando levar a batalha praticamente até ao Japão em si. Estamos mantendo o local e a identidade do nosso novo navio, o Sam Simon, em segredo, na esperança de que a primeira vez que os baleeiros vejam o Sam seja quando ele entre em ação na rampa de lançamento do navio-fábrica, o Nisshin Maru, fechando efetivamente as suas operações baleeiras ilegais”.

Atualmente atracado na Marina del Rey, na Califórnia, em sua primeira viagem para os EUA, o navio olheiro rápido, o Brigitte Bardot, partirá em 11 de novembro e rapidamente se encontrará com o restante da frota da Sea Shepherd.

Hammarstedt também disse: “espera-se que o fundador e presidente da Sea Shepherd, o Capitão Paul Watson, apareça no comando de um dos navios quando a ação começar”. O Capitão Watson está em um local não revelado desde 22 de julho, quando ele perdeu sua fiança e partiu da prisão domiciliar na Alemanha, para evitar ser extraditado por acusações falsas para a Costa Rica e Japão.

O diretor australiano Jeff Hansen declarou: “Esta é a nossa maior frota até o momento, com quatro navios e mais de 100 tripulantes internacionais representando 23 países para defender o Santuário de Baleias do Oceano Austral. A Operação Tolerância Zero será a melhor campanha equipada e mais eficaz da Sea Shepherd. Esta data é um momento decisivo na história da Sea Shepherd, não temos nenhuma tolerância com os caçadores de baleias. Nosso objetivo este ano é 100%. Estamos indo para tentar interceptá-los o mais rápido possível, e tentar fazer deste o primeiro ano em que obteremos zero mortes”.

“Nós nunca estivemos tão fortes, e os baleeiros japoneses nunca estiveram tão fracos, precisamos tirar partido dos nossos pontos fortes e de suas fraquezas, e precisamos levar esta campanha de volta para casa – para o Japão”, disse o Capitão Watson.

Traduzido por Raquel Soldera, voluntária do Instituto Sea Shepherd Brasil