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Limpeza de Praia e Práticas Sustentáveis são Realizadas em Santos SP Contra os Utensílios de Plástico de Uso Único

13 fevereiro 2018

Em tempos de consumo plástico e bem-estar humano a vida marinha tem pago um preço altíssimo: a degradação do seu ecossistema com lixo.

A Sea Shepherd na campanha Marine Debris Campaign enfrenta o problema em suas limpezas de praia e mar ao redor do mundo. E em Santos, no litoral paulista, não foi diferente! Voluntários da Sea Shepherd Brasil e  simpatizantes encontraram-se na Praia Aparecida – canal 5 para mais um dia de educação ambiental.

A ação na praia visou alertar as pessoas da importância de jogar lixo no lixo e ainda conversar com os banhistas sobre alternativas e práticas mais sustentáveis ao reduzir, recusar, repensar e reusar embalagens e utensílios de uso único do dia a dia.

Na Praia Aparecida a voluntária Mara Lott de SP, inicia os trabalhos estendendo a bandeira Sea Shepherd.

 

Preleção da atividade do dia com os voluntários na areia da praia de Santos, litoral de São Paulo

 

Na preleção, as informações passadas foram sobre os materiais que os voluntários iriam encontrar na coleta. Muitos desses materiais são compostos de plástico, principalmente os utensílios de uso único, bem comum nas praias, como as sacolas plásticas, canudos, embalagens de alimentos, tampinhas de garrafas, bitucas de cigarro, latas de bebida.

A coleta ocorreu na beira d`água da orla da praia, local onde o lixo foi devolvido pelo mar na maré alta.

Durante a manhã, os voluntários se organizaram para ajudar na limpeza e iniciar dos trabalhos.

 

Voluntários em dupla coletando o micro lixo na beira d´água.

 

A variedade de material à beira mar impressiona

 

7 quilos de micro lixo (pedaços de material com menos de 2,5 cm. )

 

Abaixo listamos os resíduos coletados em 1 km. de extensão em apenas 1 hora de trabalho com 14 voluntários.
261 tampinhas de garrafa
164 bitucas de cigarro
188 canudos 
126 pedaços de isopor 
59 pinos de droga 
35 garrafas plásticas
29 pedaços de madeira
27 tampas de alimento
24 embalagens de alimento 
20 chinelos 
09 isqueiros
05 camisinhas
04 bexigas
04 brinquedos de praia
03 pentes de cabelo

Ao final da coleta, o material misturado foi separado e catalogado para as informações do banco de dados mundial

Mas o dia não foi só de coletar lixo! Na tenda armada na areia, as boas práticas sustentáveis foram o foco da conversa com quem visitava o stand. Na oportunidade foi possível alertar sobre não usar embalagens plásticas e os utensílios de uso único, como também materiais nocivos ao meio ambiente que devem ser recusados e substituídos por alternativas igualmente eficazes. Na mesa de boas práticas que é instalada nas limpezas de praia, os materiais foram expostos na intenção de ilustrar as más práticas como também mostrar as opções mais sustentáveis, como as sacolas retornáveis de papel e tecido, talheres de metal ou bambu, esponja natural, canudos de papel, sabão em barra e em pó, recipientes para líquido de metal e muito mais.

 

Em nossas limpezas de praia a mesa de boas práticas é sempre presente para a conscientização dos banhistas

 

Esta é uma atividade que toda família pode participar.  É uma ótima oportunidade de trazer seus amigos e familiares para juntar-se a nós na luta contra um dos maiores problemas enfrentados pelos nossos oceanos – a poluição plástica. Hoje são cerca de 5 trilhões de material plástico no oceano! Somos responsáveis por isso e devemos fazer a nossa parte em reduzir drasticamente o uso do plástico e dos utensílios de uso único.

Os oceanos estão surfando com o plástico, matando animais selvagens marinhos sem distinção. Estima-se que mais de 1 milhão de aves e 100 mil animais marinhos morrem todos os anos por ingerir resíduos plásticos pois os confundem com alimentos. Ao se alimentar plástico, estes não o conseguem digerir ou eliminá-lo e o plástico se acumula no estômago, o que em breve, os levam para uma morte lenta e dolorosa por fome.

Aos seres humanos, os danos não são menores. Grandes quantidades de peixe e frutos do mar contêm restos de plástico ou material fibroso em suas estruturas, que absorvem toxinas que fazem mal à saúde. Cada pedaço de lixo que você não descartou ou removeu da praia pode ter salvado uma vida.

Não basta reciclar. A reciclagem é a última opção. Recusar, reduzir, reusar, restaurar e  refazer para só depois reciclar! No Brasil, somente 3% do lixo é reciclado pois muito ainda é preciso transformar. Os plásticos mais utilizados no dia a dia não reciclam, como é o caso das sacolas plásticas e filme plástico que protege os alimentos.

Neste caso, enterrado na areia, o saco plástico é o maior vilão para as tartarugas e baleias

Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico são lançados no oceano todos os anos poluindo também os lugares mais remotos. O plástico é um material artificial que não é biodegradável. Ao longo do tempo, o plástico é transformado em micro plástico e vai ficando cada vez menor que se mistura na cadeia alimentar que é consumido pelos animais marinhos e também pelos os seres humanos.  Os pequenos animais e micro-organismos não são capazes de digerir plástico e transformá-lo em outro material. Assim, o plástico permanece no ecossistema para sempre como uma substância não natural por mais de 500 anos. Os micro plásticos já são encontrados na água potável, peixes e mexilhões.

O micro lixo se espalham por toda a orla da praia

 

Repensar nossos padrões de consumo de plástico e na forma de como o descartamos é uma grande responsabilidade e dever de todo cidadão.  O lixo nos oceanos é um problema muito sério que ainda não conseguimos mensurar.

Aqui listamos 5 motivos para você recusar e diminuir o plástico, em especial as sacolas plásticas do seu dia a dia:

1 – Nos oceanos, as sacolas plásticas se transformam em pequenos pedaços e se tornam parte da cadeia alimentar de animais marinhos. Ao nos alimentar de frutos do mar e peixes, nos alimentamos de resíduos de plásticos que fazem mal à nossa saúde.

  1. A ingestão de sacolas plásticas já é uma das principais causas das mortes de tartarugas e baleias, que confundem o plástico com comida causando morte. Estima-se ainda, que em torno de 100 mil mamíferos e pássaros morram sufocados por ano por ingerirem sacos plásticos.

  2. O plástico é um dos materiais mais comuns nos aterros municipais, impermeabilizando as camadas do solo. Quando os aterros chegam à sua capacidade máxima, é preciso abrir novas áreas que ficam degradadas.

  3. Com a quebra das estruturas do polímero das sacolas plásticas os resíduos orgânicos aprisionados produzem mais metano e CO2, que são liberados na atmosfera quando a sacola é decomposta em farelo e contribuem para a aceleração do aquecimento global.

  4. Estima-se que em 2050 teremos mais plástico que peixes em nosso oceano se não diminuirmos o seu uso.

 

Junte-se a nós em defesa da vida marinha e da humanidade. Seja um Guardião do Mar!

A vida marinha agradece.

 

Sea Shepherd Brasil

Sea Shepherd Marine Debris Campaign

 

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