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Detritos marinhos e limpeza de praia Sea Shepherd Brasil. Você pode mudar isso!

10 novembro 2017

Na Praia do Perequê em Ilhabela foi dia de clean up e práticas sustentáveis com a Sea Shepherd Brasil – São Paulo. Esta foi mais uma atividade de praia que promovemos com a Campanha Marine Debris Sea Shepherd que ocorre em muitos países. A mensagem é global e chama a atenção para que pessoas locais ajam localmente contra o lixo marinho. Numa chamada de limpeza individual para um desafio de 10 metros, a limpeza do entorno da praia foi realizada no último final de semana em um bairro central em Ilhabela. Os voluntários trouxeram para a tenda o micro lixo encontrado na areia como também deram sugestões de práticas sustentáveis no dia a dia.

Tenda de apoio na Praia do Perequê em Ilhabela SP

 

 

Práticas sustentáveis foram abordadas na praia

O tema é divulgado todos os dias: são toneladas lixo produzido e descartado no meio ambiente. Os oceanos recebem estes detritos que vagam pelas correntes e rios que despejam nas praias. Muitas praias urbanas são depósitos de detritos que chegam por terra e mar e este é o lixo doméstico que produzimos todos os dias. São embalagens de alimentos plásticas e de isopor, utensílios plásticos de uso único como canudos, copos, talheres, garrafas, tampas e além de muitas, muitas pontas de cigarro.

 

Voluntários coletando o micro lixo na praia do Perequê – Ilhabela SP

 

Entre os detritos, ainda são encontrados os enfeites de Natal do acidente ambiental com os containners que caíram do navio em Santos.

 

Mais de 300 pontas de cigarro num pequeno trecho de areia de praia

Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, é uma cidade turística com deslumbrante natureza e as praias são constantemente limpas pelo município e comerciantes local, mas o micro lixo muitas vezes passa despercebido na areia da praia. Num trecho de 1 Km e com dois voluntários foram coletados os números abaixo:
305 bitucas de cigarro
181 micros lixo (pedaços de plástico e outros materiais)
35 micros papéis
27 embalagens de alimento
18 canudos
10 palitos de sorvete
08 pedaços de vidro
07 pedaços de isopor
05 copos plásticos
03 latas
02 bolas plásticas de enfeites de Natal
02 bexigas
01 brinquedo plástico
01 pino com droga

 

Lixo coletado: Bitucas de cigarro, embalagens plásticas de uso único e micro lixo.

Os banhistas que acompanharam a ação entenderam com desconforto que a alta produção de lixo doméstico causa danos graves no ambiente marinho. Mas as pessoas não só observaram e ajudaram na coleta como também puderam saber mais na tenda de apoio que foi armada na areia da praia. No espaço, os voluntários puderam conversar com os interessados sobre práticas sustentáveis e que ações podemos fazer no dia a dia para minimizar os impactos dos nossos costumes degradantes ao meio ambiente.

 

Lixo coletado: Bitucas de cigarro, embalagens plásticas de uso único e micro lixo.

Pequenas atitudes podem mudar o mundo! Ao adotar ações que mitigam o consumo por plástico você ajudar a REDUZIR os custos com os recursos naturais como por exemplo utilizar sabão em barra e abolir o uso de embalagens plásticas de sabão líquido que requerem 30% a mais de uso de água que o sabão em pó ou em pedra; pode RECUSAR as embalagens, sacolas plásticas e utensílios de uso único; é possível separar o lixo para RECICLAR ao exemplo dos materiais que duram muito no ambiente como o vidro e o plástico reciclável; e ainda podemos REDUZIR o uso do plástico em nossas vidas pois somente 3% é reciclável.
Num dado alarmante, os sacos plásticos de supermercado, garrafas de refrigerante e embalagens plásticas descartáveis que foram fabricados na década de 60 ainda estão em nosso meio ambiente – “das cerca de 300 milhões de toneladas produzidas por ano, metade é descartada após um único uso, mas pode permanecer na natureza por mais de 400 anos”, expõe o documentário Um Oceano de Plástico de John Craig.
São 6 gerações com a herança de um oceano de plástico! Lamentável que deixemos para as futuras gerações este legado maldito.
 

Ilhabela – Praia do Perequê

Ainda, os estudos e análises de detritos marinhos estão revelando seus impactos perturbadores com resultados ainda mais alarmantes: 44% dos mamíferos marinhos e 86% das espécies de tartarugas são afetados com plástico após ingestão; 80% das espécies de aves marinhas ingerem plástico pois 90% destas aves possuíam plástico no intestino; 99% das espécies mundiais de aves marinhas estarão ingerindo plástico até 2050 se as atuais tendências de poluição marinha continuarem; 8 milhões de toneladas de plástico são despejados nos oceanos a cada ano, o equivalente a 16 sacolas de compras cheias de plástico para cada metro de costa marinha (excluindo a Antártida). Até 2025, estima-se que haverá plástico suficiente no oceano (em suas estimativas mais conservadoras) para cobrir 5% da superfície inteira da Terra – dados da Campanha Marine Debris Sea Shepherd

É claro que os efeitos nocivos dessas partículas tóxicas como o farelo plástico, encontrados na cadeia alimentar, se intensificam à medida em que se acumulam e estão se tornando rapidamente, não só uma ameaça para os animais marinhos, mas também um grave risco para a saúde dos seres humanos.

No Brasil, a Sea Shepherd continuará com as ações de limpeza e faz um convite aos moradores da sua região para que ajam contra o descarte indiscriminado de lixo plástico
em nossas praias, organizando-se para a limpeza e conscientização de boas práticas em defesa do ambiente marinho.

A vida marinha agradece.

07/11/2017. Mara Lott

All Contents Copyright © 2017 Sea Shepherd Conservation Society.

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